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HISTOLOGIASISTEMACARDIOVASCULAR

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ABRAHAMSOHN, P. Histologia básica:
texto e atlas. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2017.
SISTEMA CARDIOVASCULAR 19
Figura 10. Capilar sinusoide. Fonte:
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J.;
ABRAHAMSOHN, P. Histologia básica: texto
e atlas. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2017.
Os capilares contínuos tem essa
no menclatura, pois não têm
fenestras, tão pouco furos em
sua parede o que os diferenciam
dos demais no aspecto visual. Os
capilares contínuos podem ser
localizados nos tecidos muscu
lar, nervoso e conjuntivo; no
tecido cerebral, eles são
classificados como capilares
contínuos modificados, ten do em
vista que aquela região preci sa
de diferenças morfológicas para
suprir as necessidades
fisiológicas daquele tecido. É
pertinente ressaltar que as
junções comunicantes que fi cam
entre as suas células endoteliais
são do tipo faixas de oclusão,
esse tipo de junção comunicante
é muito importante do ponto de
vista fisiológi co, pois ela possui
certa seletividade,
impedindo a passagem de
algumas moléculas, formando a
barreira he matoencefálica.
Substâncias como aminoácidos,
glicose, nucleosídeos e purinas
passam por essas junções, mas
com o auxílio de carreadores.
SE LIGA! As zônulas de oclusão
têm um papel de extrema
importância no que tange a
fisiologia do sistema circulatório.
Essas junções possuem
permeabilidade variável a
macromoléculas, consoante com o
tipo de vaso sanguíneo, e desem
penham um papel fisiológico
significa tivo tanto em condições
normais como patológicas.
Os capilares fenestrados, como o
próprio nome revela, têm
fenestras e podem ser
classificados com ou sem
SISTEMA CARDIOVASCULAR 20
diafragma. Este diafragma não
tem a estrutura trilaminar típica
de uma unidade de membrana. A
lâmina ba sal dos vasos capilares
fenestrados é contínua. Os
capilares fenestrados podem ser
localizados em tecidos nos quais
ocorrem trocas rápidas de
substâncias entre os tecidos e o
sangue, como o rim, o intestino e
as glândulas endócrinas. Estas
trocas são possíveis justamente
por conta das fenestras e da
delgada cama da que compõe o
diafragma. Uma exceção é o
glomérulo renal, com posto por
capilares fenestrados sem
diafragma. Neste tipo de capilar,
na altura das fenestras, o sangue
só está separado dos tecidos por
uma lâmina basal muito espessa
e contínua, di ferentemente dos
capilares fenestra dos com
diafragma que contam com mais
uma camada.
NA PRÁTICA! O edema é
caracterizado pelo aumento da
quantidade de líquido intersticial
em um tecido ou então no interior
de uma cavidade. Esse líquido
acumulado no edema é composto
por uma solução aquosa de sais e
proteínas do plasma sanguíneo. O
edema pode ter várias causas, mas
a que é pertinente á nossa
discussão é o edema provoca
do por alterações na parede de um
ca pilar, tais como dano ao
endotélio, em que pode haver
passagem de água e íons para fora
do vaso, ocasionando o acúmulo
de líquido no interstício. Nor
malmente ocorre em casos de
alergias agudas.
Os capilares sinusoides têm
células endoteliais e lâmina
basal que são descontínuas e
possuem muitas fe nestras
grandes sem diafragma, au
mentando as trocas entre o
sangue e o tecido. A composição
histológica é formada por células
endoteliais que juntas formam
uma camada descon tínua
separadas por amplos espaços.
Os sinusoides são revestidos por
endotélio. Em alguns órgãos, o en
dotélio é muito fino e contínuo, já
em outros, ele pode ter áreas
contínuas misturadas com áreas
fenestradas, tome-se como
exemplo, as glându las
endócrinas. Além disso, consta
ta-se que a lâmina basal tem
uma descontinuidade durante o
seu per curso. Há também a
presença de ma crófagos entre as
células endoteliais, mesmo as
células endoteliais não
possuindo vesículas pinocíticas.
Os capilares sinusoides estão
presen tes em alguns canais
vasculares em certos órgãos do
corpo, que incluem a medula
óssea, o fígado, o baço, órgãos
linfóides e algumas glându las
endócrinas. A estrutura da pare
de desses vasos possui uma
grande vantagem fisiológica, haja
vista que ela facilita o
intercâmbio entre o san gue e os
tecidos.
SISTEMA CARDIOVASCULAR 21
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OS
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Encontr
ados no
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órgãos
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opoétic
os.
Tabela 3.
Tabela
capilares
Classificação das veias
As veias são vasos que
transportam
o sangue de volta para o
coração.
O início desse circuito inicia-se
no re
torno venoso, em que há a
condução
do sangue dos órgãos e tecidos
de
volta para o coração, na
extremidade
distal dos capilares, onde se
iniciam
pequenas vênulas. A partir disso,
as
vênulas lançam seu conteúdo em
veias que vão aumentando o seu
calibre e se tornando cada vez
maio
res. Sob um panorama
histológico, as
veias seguem em paralelo às
artérias;
contudo, suas paredes em geral
estão
colabadas, pois são mais
delgadas e menos elásticas do
que a parede das artérias e o
retorno venoso é um sistema de
baixa pressão. As veias são
classificadas em três grupos, com
base em seu diâmetro e
espessura de sua parede: de
pequeno, médio e grande
calibres.
Figura 11. Estrutura da veia. Fonte:
https://mundoedu
cacao.bol.uol.com.br/biologia/veias.htm.
As vênulas e veias de pequeno
ca libre possuem esse nome, pois
a classificação das veias é
baseada no diâmetro do vaso. As
vênulas pos suem paredes que
se assemelham às dos capilares,
com um fino endo télio revestido
por fibras reticulares
SISTEMA CARDIOVASCULAR 22
e pericitos. Contudo, como
diferença,
os pericitos das vênulas pós
capila
res formam uma intrincada rede
frou
xa envolvendo o endotélio. À
medida
que o diâmetro da vênula aumen
ta, as células musculares lisas
dimi
nuem o espaço entre elas e
acabam
por formar uma camada contínua
nas
vênulas musculares e nas veias
de
pequeno calibre. É válido lembrar
que
as vênulas pós-capilares possuem uma permeabilidade
maior e, com isso, ocorre o
intercâmbio de subs tâncias
entre os espaços do tecido
conjuntivo e o lúmen, não apenas
nas vênulas pós-capilares que
possuem uma maior
permeabilidade, mas tam bém
nos próprios capilares. Nesse
local, ocorre a migração dos
leucó citos da corrente sanguínea
para os espaços teciduais. Estes
vasos res pondem a agentes
farmacológicos como a
histamina e a serotonina. As
células endoteliais das vênulas es
tão localizadas nos órgãos
linfoides em disposição cuboide
e recebem o nome de vênulas de
endotélio alto.
NA PRÁTICA! A histamina tem
alguns efeitos, dentre eles está o
efeito vasodi latador que
predomina sobre os vasos
sanguíneos finos, tendo como
resposta o aumento da
permeabilidade vascular, em rubor,
queda da resistência periférica
total e redução da pressão
sanguínea.
Figura 12. Vênula. Fonte: Sanarflix
As veias de médio calibre
possuem menos de 1 cm de
diâmetro e reali zam a drenagem
na maior parte das regiões do
corpo. Possuem uma tú nica
íntima que inclui endotélio, lâ
mina basal e fibras reticulares.
Não há a formação de uma fibra
elástica interna como em alguns
tipos de ar térias, mas possuem
uma rede elás tica que circunda o
endotélio. Além disso, a túnica
íntima possui tecido conjuntivo
frouxo que tem função de
preenchimento. Na túnica média,
há a presença de células
musculares lisas que se
organizam em uma ca mada
frouxa entremeada por fibras
colágenas e elásticas. A túnica
ad ventícia nesse tipo de veia
costuma ser muito espessa e é
composta por feixes de fibras
colágenas e fibras elásticas
dispostas longitudinalmen te, em
conjunto com poucas células
musculares lisas dispersas.