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HISTOLOGIASISTEMACARDIOVASCULAR

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SISTEMA CARDIOVASCULAR 23
As veias de grande calibre
realizam o retorno do sangue
venoso vindo das extremidades,
da cabeça, do fíga do,
diretamente para o coração. São
exemplos de veias de grande
calibre: veias cavas, pulmonares,
porta, re nal, jugular interna,
ilíaca e ázigo. A túnica íntima
das veias de grande ca libre tem
algumas semelhanças com as
veias de médio calibre, porém, as
grandes veias têm uma espessa
ca mada subendotelial de tecido
con juntivo contendo fibroblastos
e uma rede de fibras elásticas,
diferente das
veias médias, que são mais
delgadas. As veias de grande
calibre não pos suem túnica
média, com exceção de algumas
das veias principais, como por
exemplo, as veias pulmonares. A
túnica adventícia possui muitas fi
bras elásticas, várias fibras
colágenas e vasa vasorum, o que
permite uma boa nutrição,
enquanto que a veia cava inferior
possui células muscula res lisas
dispostas longitudinalmen te na
sua túnica adventícia. É perti
nente ressaltar, ainda, que as
veias pulmonares e as veias
cavas ao se aproximarem do
coração, têm células musculares
estriadas cardíacas na camada
adventícia.
Figura 14. Túnica das
SE LIGA! As valvas venosas são
com postas por dois folhetos, cada
um cons tituído por uma fina prega
da túnica ínti ma, que sai da parede
e se projeta para
o lúmen. As valvas das veias são
muito importantes, dentre elas, se
destaca as valvas localizadas nas
veias da perna, que atuam contra a
força da gravidade.
SISTEMA CARDIOVASCULAR 24
VEIA
S
GRANDE
CALIBRE
MÉDIO
CALIBRE
PEQUENO
CALIBRE
Túnic
a
íntim
a
A
camada
subendo
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mente
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Pouco
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células
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Pouco
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vida ou
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mente
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Células
musculares
lisas
Pouco
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da
elástica
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como
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mina
e a
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Ta
bel
a
4.
NA PRÁTICA! Podemos encontrar
veias dilatadas e tortuosas, as
denomi nadas veias varicosas, com
formato al terado, acarretando em
uma patologia muito conhecida
pelos indivíduos, as famigeradas
varizes, que surgem devido à
insuficiência das válvulas, que
desen cadeia refluxo e dilatação.
Como resul tado disso, ocorre
distensão contínua, as veias
perdem sua elasticidade, e, devido
à falta de elasticidade e ao mal
funcio namento das válvulas, o
sangue passa a ficar parado nelas,
gerando mais dilata ção e mais
refluxo.
Figura 15. Comparação veia varicosa e
veia normal. Fonte:
https://www.msdmanuals.
com/pt/casa/dist%C3%BArbios-do-cor
a%-
C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sang
u%-
C3%ADneos/dist%C3%BArbios-veno
sos/ veias-varicosas
O tratamento das varizes varia de
acor do com o paciente, sendo
fundamental avaliar qual veia
acometida. Dentre os tratamentos,
destacam-se o cirúrgico e a
escleroterapia (aplicação de medica
mentos denominados
esclerosantes).
Figura 16. Varizes em membros
inferiores. Fonte:
https://eigierdiagnosticos.com.br/blog/
doencas/como-acabar-com-varizes/
Coração
HORA DA
REVISÃO!
O coração está localizado no
mediasti
no, cerca de dois terços de sua
massa
está à esquerda da linha mediana.
Tem
a forma de um cone deitado de
lado.
Seu ápice é a parte inferior
pontiaguda;
sua base é a ampla parte superior.
Essa
eficaz bomba fica recoberta por
uma
membrana, denominada pericárdio,
que
possui a função primordial de
proteção
contra choques mecânicos. Entre
uma
camada e outra do pericárdio
encontra-
-se um líquido lubrificante, que
reduz o
atrito pericárdico entre as duas
mem
branas. Fisiologicamente e
anatomica
mente, o coração conta com 4
câmaras
eficazes, duas delas são os
ventrículos,
o direito recebe sangue do átrio
direito,
já o ventrículo esquerdo bombeia
o san
O coração é um órgão muscular
que bombeia o sangue através
dos vasos sanguíneos do
sistema circulatório. O sangue
que flui no sistema circu
latório fornece ao corpo oxigênio
e alguns nutrientes e ajuda a
eliminar resíduos metabólicos.
gue oxigenado através da valva da
aorta até a aorta. O coração conta
ainda com mais duas câmaras, os
átrios: o direito recebe sangue da
veia cava superior, veia cava
inferior e seio coronário por meio
da atrioventricular direita. O átrio
esquerdo recebe o sangue arterial
(com O2) do pulmão conduzido
pelas veias pulmonares.
Figura 18. Box anatomia. Fonte:
https://www.
passeidireto.com/multiplo-login?returnUr
l=%-
2Farquivo%2F69557375%2Fanatomia-
cora cao
SISTEMA CARDIOVASCULAR 27
Camadas da parede cardíaca
As camadas da parede cardíaca
con tam com 3 tipos diferentes,
endo cárdio, miocárdio e o
epicárdio.
A primeira camada, a mais
interna, é o endocárdio, formado
por um en dotélio do tipo epitélio
simples pa vimentoso e pelo
tecido conjuntivo
subendotelial, que tem como
função revestir o lúmen do
coração. O en docárdio é
contínuo com a túnica íntima
dos vasos sanguíneos. Mais
internamente, encontra-se uma
ca mada de tecido conjuntivo
denso, rico em fibras elásticas
misturadas com algumas células
musculares
lisas. Abaixo do endocárdio,
situa-se uma camada
subendocárdica, cuja
constituição histológica é compos
ta de tecido conjuntivo frouxo,
que contém pequenos vasos
sanguíne os, nervos e fibras de
Purkinje do sistema de
condução do coração. A camada
subendocárdica consti tui o limite
do endocárdio, através do qual
esta túnica se liga ao endomísio
do músculo cardíaco. É lícito
pontuar que o endomísio é uma
camada de tecido conjuntivo que
engloba uma fibra muscular e é
composta, princi palmente, por
fibras reticulares. Além disso,
contém capilares, nervos e va sos
linfáticos.
Figura 19. Corte histológico do coração.
Fonte: BREIJE, T. C.; SORENSON, R. L.
Histology guide: virtual histology
laboratory. 2020. Disponível em:
http://www.histologyguide.com/. Acesso
em 04/05/2020.
SISTEMA CARDIOVASCULAR 28
A camada intermediária é o
miocár dio, muito importante do
ponto de vista fisiológico no que
concerne a transmissão do
impulso nervoso. O miocárdio é
a mais espessa das três
camadas do coração, forma da
por células musculares estria das
cardíacas dispostas em espi rais
complexas ao redor dos orifícios
das câmaras. Tais células muscula
res estriadas cardíacas são impor
tantes no que concerne à fixação
do miocárdio ao esqueleto
fibroso do coração. Outras
células possuem especializações
para secreções en dócrinas,
assim como para geração ou
condução dos impulsos cardí
acos. Essa camada ainda conta
com um importante marcapasso
natural, o nó sinoatrial. É
pertinente ressal tar que o nodo
sinoatrial é uma mas sa de
células musculares cardíacas
especializadas, formadas por
células fusiformes, menores do
que as célu las musculares do
átrio e apresentam menor
quantidade de miofibrilas. Al
gumas células musculares do
nodo atrioventricular sofrem
modificações, e passam a ser
reguladas por impul sos
provenientes do feixe atrioven
tricular (feixe de His). As fibras
do feixe atrioventricular passam
pelo septo interventricular
conduzindo o impulso para o
músculo cardía co, produzindo
assim uma contra ção rítmica.
Anatomicamente falan do, mais
distalmente, essas células
tornam-se maiores e adquirem
uma
forma característica. Elas são
conheci das como células de
Purkinje e pos suem um ou dois
núcleos centrais e citoplasma
rico em mitocôndrias e gli
cogênio. Tais células transmitem
os impulsos para as células
muscula res estriadas cardíacas
localizadas no ápice do coração.
Células mus culares cardíacas
especializadas, que se localizam
primariamente na pare de atrial e
no septo interventricular,
produzem e secretam um
conjunto de pequenos peptídeos.
Tome-se como exemplo, a
atriopeptina, polipeptí deo
natriurético atrial, cardiodila tina
e cardionatrina, que são libera
dos nos capilares