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HISTOLOGIASISTEMACARDIOVASCULAR

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rios e de medicamentos
anticonvulsivos.
34 SISTEMA CARDIOVASCULAR
Pericárdio
Miocárdio
Endocárdio
Camadas
Válvulas cardíacas
Esqueleto fibroso
Mais externa Camadas
Intermediária Mais interna
Fibroso
Seroso
Impulsos nervosos
Ancoragem
Impede a distensão
Isolante elétrico
FUNÇÕES
Lâmina pariental Lâmina
visceral
Fibras de Purkinje Nó
sinoatrial
Nó atrioventricular
FUNÇÕES Exemplos
Válvula tricúspide
Fluxo de sangue
unidirecional
Válvula mitral
Válvula pulmonar
Anéis fibrosos
Aorta
Trígono fibroso
Artéria pulmonar
Valva aórtica
Septo membranáceo Septo
interventricular
SISTEMA CARDIOVASCULAR 35
2. SISTEMA VASCULAR
LINFÁTICO
Além dos vasos sanguíneos, o
corpo humano conta com um
sistema de canais, cujas paredes
são finas e re vestidas por
endotélio que coleta o fluido
dos espaços intersticiais e o
retorna para o sangue. Este
fluido é denominado linfa. Os
vasos linfáti cos possuem uma
estrutura similar à das veias,
exceto por não apresenta rem
uma separação clara entre as tú
nicas (íntima, média, adventícia) e
pe las paredes mais finas. A
função do sistema linfático é
realizar o retorno do sangue ao
fluido dos espaços intersticiais.
Ao entrar nos vasos ca pilares
linfáticos, esse fluido contribui
para a composição da parte
líquida da linfa. Além disso,
contribui ainda para a circulação
de linfócitos e outros fatores
imunológicos que penetram os
vasos linfáticos quando eles atra
vessam os órgãos linfoides.
SE LIGA! O sistema vascular
linfático se caracteriza por ser um
sistema aber to, em que não há
bomba, diferenciado do sistema
cardiovascular que tem o coração
como uma bomba que realiza a
circulação do sangue em um
sistema fechado.
Capilares linfáticos
Os capilares linfáticos possuem
uma única camada de células
endoteliais extremamente
achatadas e uma lâ mina basal
incompleta. É importante
assinalar que eles se originam
como vasos finos e sem
aberturas termi nais. As células
endoteliais ficam em uma
conformação que se sobrepõem
umas às outras em alguns locais,
mas existem fendas
intercelulares que facilitam o
acesso ao lúmen do vaso. Além
do mais, os capilares linfáticos se
caracterizam por não apresenta
rem fenestras e não
estabelecerem junções de
oclusão umas com as outras. Os
feixes de filamentos de
ancoragem linfáticos (5 a 10 nm
de diâmetro) terminam na
membrana plasmática luminal.
Pesquisas ainda estão sendo
feitas e acredita-se que estes
filamentos possam desempe nhar
um papel mantendo a patência
do lúmen destes vasos delicados.
Vasos linfáticos
Os vasos linfáticos de pequeno e
médio calibres se caracterizam
por possuírem valvas com
espaçamento próximo. Os
grandes vasos linfáti
cos assemelham-se
estruturalmen te às pequenas
veias, exceto por seus lúmens
serem maiores e suas paredes
mais finas. Os grandes vasos
linfáticos possuem uma fina
camada de fibras elásticas e
uma delgada camada de células
musculares li sas. Esta camada
de músculo liso é envolta por
fibras elásticas e colá genas que
se fundem com o tecido
conjuntivo circundante,
assemelhan do-se muito a uma
túnica adventícia, contudo os
estudiosos não entraram
SISTEMA CARDIOVASCULAR 36
em consenso sobre os capilares
linfá ticos terem túnicas. Nas
porções entre as válvulas, os
vasos linfáticos apre sentam- se
mais dilatados e exibem um
aspecto nodular ou “em colar de
contas’’. Os vasos linfáticos
possuem válvulas em forma de
bolso, como as das veias, e elas
asseguram o flu xo da linfa
numa só direção. Estão ausentes
no sistema nervoso central
(SNC), na medula óssea, nos
múscu los esqueléticos (mas não
no tecido
conjuntivo que os reveste) e em
es truturas avasculares.
SE LIGA! A anatomia dos vasos
linfáti cos superficiais e profundos
atravessam os linfonodos em seu
trajeto no sentido proximal,
tornando-se maiores à medida que
se englobam com os vasos que dre
nam em regiões adjacentes. Os
grandes vasos linfáticos entram em
grandes va sos coletores
denominados troncos lin fáticos,
que se unem para formar o ducto
linfático direito ou ducto torácico.
CAPILARES LINFÁTICOS
Paredes
Características
Finas
Não possuem fenestras
Alta permeabilidade
Não possuem
junções de oclusão
C
Única camada
endotelial
Pequeno
VASOS
LINFÁTICOS
Calibre Valvas
Grande
Fluxo unidirecional
Camada Fibras
elásticas
Tecido conjuntivo
Células
musculares lisas
SISTEMA CARDIOVASCULAR 37
Ductos linfáticos
Os ductos linfáticos são
semelhan tes às grandes veias,
com algumas diferenças, pois
lançam seu conte údo nas
grandes veias do pescoço. O
ducto torácico e o ducto linfático
direito, desembocam na junção
das veias jugular interna
esquerda com a veia subclávia
esquerda na con fluência da veia
subclávia direita e a veia jugular
direita interna. Ao longo de seu
trajeto, os vasos linfáti cos
atravessam os linfonodos. O duc
to linfático direito tem como
função recolher a linfa do
quadrante superior direito do
corpo, já o ducto torácico recolhe
a linfa do restante do corpo.
Dentre todos os ductos o maior, o
ducto torácico, tem sua origem no
ab dome como a cisterna do quilo,
e as cende através do tórax e do
pescoço para desembocar na
junção das veias jugular interna e
subclávia esquerdas. A túnica
íntima dos ductos linfáti cos tem
sua constituição histológica
formada por um endotélio e
muitas camadas de fibras
elásticas e colá genas. A túnica
média possui uma
camada condensada de fibras
elás ticas que se assemelha a
uma lâmina elástica interna,
contudo não pode ser nomeada
de lâmina elástica interna. Além
disso, encontram-se presentes
na túnica média camadas de
múscu lo liso em disposições
longitudinal e circular. A túnica
adventícia contém células
musculares lisas com orien tação
longitudinal e fibras colágenas
que se fundem com o tecido
conjun tivo circundante. Ao
penetrar nas pa redes do ducto
torácico, existem pe quenos
vasos semelhantes aos vasa
vasorum das artérias.
NA PRÁTICA! Células de tumores
ma lignos, em especial os
carcinomas, se confluem pelo
corpo por meio dos va sos
linfáticos. Quando as células ma
lignas chegam até um linfonodo,
elas ficam mais lentas e
multiplicam-se, sur gindo, assim, a
metástase, ou seja, um tumor em
local secundário. Por isso, na
remoção cirúrgica de um
crescimento canceroso, o exame
dos linfonodos e a extração tanto
dos linfonodos aumenta dos como
dos vasos linfáticos associa dos
daquele trajeto são essenciais para
a prevenção do crescimento
secundário do tumor.
38 SISTEMA CARDIOVASCULAR
Pequeno calibre e vênulas
Médio calibre
Válvulas
Camadas
Esqueleto fibroso Coração
Febre reumática Endocárdio
Anéis fibrosos
Miocárdio
Trígono fibroso
Pericárdio
Septo
membranáceo
Grande calibre Veia
SISTEMA
CIRCULATÓRIO
Paredes finas
Camadas
Capilares linfáticos
Alta permeabilidade 1
camada endotelial
Elástica
Musculares médias
Sistema
Cardiovascular
Artéria
Capilares
Sistema Vascular
Linfático
Ductos linfáticos
Vasos linfáticos
Ducto direito Ducto torácico
Cisterna do quilo
ArteríolasContínuo Com
diafragma Fenestrados Sem
diafragma
Sinusoide
Válvulas
Calibre Grande Pequeno
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REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
BREIJE, T. C.; SORENSON, R. L.
Histology guide: virtual histology
laboratory. 2020. Disponí vel em:
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Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
KOEPPEN, B.M.; STANTON, B.A.
Berne & Levy: Fisiologia. 6. ed. Rio
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