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Litíase renal, cistite, prostatite e orquiepididimite

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Processos Fisiopatológicos 2 
Litíase renal, cistite, prostatite e orquiepididimite 
Pré-teste: 
1. O uso do antiarrítmico Amiodarona pode ser causador 
de: orquiepididimite 
2. São partes do epidídimo: cabeça, corpo e cauda 
3. É um agente etiológico comum na cistite: Escherichia 
Coli 
4. O cálculo renal do tipo estruvita está relacionado a: 
hiperuricemia 
 
Litíase renal: 
↳ Relato de Caso Clínico 
 Um paciente do sexo masculino com 45 anos de idade 
se apresenta ao pronto-socorro com história de 1 hora de 
início súbito de dor no flanco esquerdo irradiando para a 
virilha. O paciente se contorce de dor, a qual não melhora 
com mudança de posição. O paciente também se queixa 
de náuseas e vômitos. 
 
 a cápsula fibrosa do rim possui uma distensão na 
presença de cálculo, que é o que leva a cólica 
renal -> mecanismo de dor 
 
 
 normalmente é na papila renal onde os cristais 
irão se formar, posteriormente pode aumentar 
de tamanho ou se deslocar, podendo se 
impactar e causar outras comorbidades 
 relembrar anatomia renal e da bexiga 
 
 Formação: qualquer nível do trato urinário 
 Predominância: rins 
 H ( 20 a 30 anos ) - mais comum em homens 
do que em mulheres 
 Dor 
 Predisposição familiar e hereditária 
 Produção e excreção excessivas de substâncias 
formadoras de pedras 
 unilateral ( 80 ) 
 interior dos cálices, pelve e bexiga 
 
↳ Determinantes principais: 
 aumento da concentração de constituinte dos 
cálculos 
 excede a solubilidade ( supersaturação - palavra 
chave ) 
 baixo volume urinário 
 
↳ Etiopatogênese 
 Supersaturação de substâncias formadoras de cálculos 
 o principal deles é o cálcio 
 
↳ Tipos de Cálculos: 
 estruvita 
 apatita 
 ácido úrico 
 oxalato de cálcio ( morfologia pontiaguda - é por 
causa disso que é o tipo de cálculo que mais 
causa dor ) - 70 dos casos 
‘-> hematúria ( urina com sangue ) 
 
↳ Oxalato de cálcio: 
 hipercalcemia e hipercalciúria 
↳ Fosfato de amônio magnésio ( estruvita ): 
 após infecções bacterianas: convertem uréia em 
amônia; cálculo coraliformes 
↳ Ácido úrico: 
 Indivíduos com hiperuricemia 
↳ Cistina ( aminoácido natural / oxidação da cisteína ): 
 defeitos genéticos na reabsorção renal 
 cistinúria 
 pH baixo da urina 
 
↳ Etapas da formação do cálculo: 
1. Nucleação - união do oxalato com o cálcio, formando o 
oxalato de cálcio ( união de vários oxalatos de cálcio ) 
‘-> pode ser homogênea ( debridação celular ) 
ou heterogênea 
2. Crescimento 
3. Agregação: vários cristais de oxalato de cálcio 
agregando-se uns aos outros 
4. Retenção 
‘-> se o cálculo cresce exacerbadamente pode 
obstruir o trato urinário 
 
↳ Locais mais comuns de impacto de cálculo: 
1. junção uretero-pélvica 
2. região anteriormente à artéria ilíaca 
3. junção uretero-vesical ( quando o ureter entra 
na bexiga ) 
 
Cistite 
 Infecção da bexiga 
ITU: infecção no trato urinário 
 mais incidente em mulheres 
 
Relato de Caso Clínico: Uma mulher de 26 anos, recém-
casada, apresenta queixas de micção dolorosa, sensação 
de urgência para urinar e micção mais frequente por 2 
dias. Ela não apresenta febre, calafrios, náuseas, vômitos, 
dorsalgia, corrimento vaginal ou prurido vaginal. 
 recém casada = sexualmente ativa 
 
↳ Cistite 
 inflamação aguda ou crônica 
 agentes etiológicos ( coliformes ) 
‘-> Escherichia coli; Klebsiella; 
Enterobacter 
 predominante em mulheres 
 imunossuprimidos 
 
↳ Fatores de risco 
 cálculos vesicais - a cistite pode ser associada a 
litíase renal 
 obstrução urinária 
 deficiência imunológica ( ex. imunodeprimidos ou 
comorbidades ) 
 
*cistite é um exemplo de casos de persistência 
do agente agressor, podendo causar a 
cronificação da infecção - se o agente 
infeccioso persistir o processo se torna crônico 
 
A cistite é mais comum em mulheres devido a 
1. Anatomia: 
 tamanho da uretra feminina: 3 a 4 cm 
‘-> serve apenas para micção 
 tamanho da uretra masculina: 20 cm 
‘-> função: micção e ejaculação 
 
2. Proximidade da uretra feminina com o anûs 
 bactérias presentes no anûs podem colonizar a 
uretra ( consequentemente a bexiga ) 
 
Tríade de sintomas de cistite: - importante 
 frequência aumentada 
 dor abdominal baixa 
 disúria ( dor durante a micção ) 
 
Prostatite 
Relato de caso clínico: Um homem de 30 anos apresenta 
uma história de 3 dias de diminuição progressiva no fluxo 
urinário, disúria e polaciúria. Ele nega a possibilidade de 
uma doença sexualmente transmissível ( DST ) e está 
suficientemente doente apresentando mal-estar e 
calafrios, necessitando de ser internado. No exame físico, 
ele se apresenta febril, com temperatura de 38.5 °C (101.3 
°F). O exame de toque retal revela próstata sensível à 
palpação, esponjosa e ligeiramente aumentada. 
 
 
 a maior parte do sêmen é formado pela 
próstata 
 quando a próstata está inflamada acontece 
inflamação da uretra -> homem está com 
vontade de micção -> não consegue -> causa 
muita dor 
 
tratamento: passagem de sonda 
 
Fisiologia - categorias: 
1. Bacteriana ( aguda ): 
 Via linfo-hematogênica ( foco de infecção 
distante ) 
 Refluxo intra prostático de urina da uretra ou da 
bexiga 
 Após cópula anal 
 Sintomas mais intensos 
 
2. Abacteriana ( crônica, idiopática ) - é muito 
preocupante por não se saber a causa, pode se tornar 
maligno 
 Dor após ejaculação 
 Assintomática com alteração no PSA ( PSA: 
antígeno prostático específico - é realizado 
também quando se há suspeita de hiperplasia / 
carcinoma prostático ) 
 Sintomas menos intensos 
 
 
↳ Diagnóstico: 
- Exame retal ( sensibilidade ) - não é uma palpação 
direta da próstata, mas sim da “parede” de onde ela está 
localizada 
 - cultura de urina / leucocitose 
 
↳ Características Clínicas: 
 febre, calafrios, disúria 
 dor pélvico-perineal 
 dor após ejaculação 
 disfunção erétil - quando a estiver inflamada e 
receber estímulo excitatório irá doer muito 
 
*Toque retal 
 
Orquiepididimite: 
 ocorre normalmente em apenas um lado do 
escroto ( estará sensível ) 
 
↳ Relato de Caso Clínico 
 Um homem de 21 anos tem história de 3 dias de 
agravamento de dor e edema escrotal do lado esquerdo. 
Ele conta que observou uma secreção uretral branca nas 
últimas 24 horas. Ele tem boas condições físicas e não 
toma medicamentos regularmente. Ele é heterossexual e 
tem uma única parceira, com quem tem relações sexuais 
sem proteção. O exame revela um hemiescroto 
esquerdo sensível, eritematoso e edemaciado com um 
epidídimo espesso à palpação 
 hemiescroto escroto - lado esquerdo está 
sensível 
 
↳ Anatomia 
 Testículos: 
 Ovóides ( par ) 
 Túnica albugínea: ( TC ) camada mais externa 
 Projeta septos em lobos chamados túbulos 
seminíferos 
 Agrupam-se formando uma rede para sair do 
testículo ( ductos eferentes ) 
‘-> músculo cremaster - importante 
para a espermatogênese 
 é necessário uma 
temperatura ideal 
 no frio: músculo contrai 
 no calor: músculo dilata 
Epididimo 
 armazena e amadurece os gametas ( cabeça, 
corpo e cauda ) 
 comprimento do epidídimo: 7 metros ( em 
forma de circunvolução ) 
 
↳ Etiologia: 
- Infecção bacteriana 
- Não sexualmente transmissível: Escherichia coli e 
Enterococcus faecalis, intervenção recente do trato 
urinário 
- Sexualmente transmissível: Chlamydia trachomatis e 
Neisseria gonorrhoeae 
 
OBS: patógenos entéricos também podem ser os 
agentes causadores em homens que são o parceiro ativo 
na penetração anal 
- Viral: ( caxumba ) 
- Induzida por medicamentos ( antiarrítmico 
amiodarona ) 
- Vasculítica ( Síndrome de Behçet ) - 
inflamação do endotélio 
- Idiopática 
 
↳ Fisiopatologia: 
 Subida retrógrada de patógenos urinários: 
 ductos ejaculatórios, canal deferente, 
colonização do epidídimo 
 inflamação: cauda - cabeça - corpo 
 
↳ Quadro Clínico: 
 dor unilateral + edema de escroto