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Direito Penal II

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Art. 42 - Computam-se, na pena privativa de liberdade e na medida de segurança, o tempo de prisão 
provisória, no Brasil ou no estrangeiro, o de prisão administrativa e o de internação em qualquer dos 
estabelecimentos referidos no artigo anterior. 
Art. 176. Em qualquer tempo, ainda no decorrer do prazo mínimo de duração da medida de segurança, 
poderá o Juiz da execução, diante de requerimento fundamentado do Ministério Público ou do interessado, 
seu procurador ou defensor, ordenar o exame para que se verifique a cessação da periculosidade, 
procedendo-se nos termos do artigo anterior. 
Prazo de cumprimento da medida de segurança 
Art. 175. A cessação da periculosidade será averiguada no fim do prazo mínimo de duração da medida de 
segurança, pelo exame das condições pessoais do agente, observando-se o seguinte: 
I - a autoridade administrativa, até 1 (um) mês antes de expirar o prazo de duração mínima da medida, remeterá ao 
Juiz minucioso relatório que o habilite a resolver sobre a revogação ou permanência da medida; 
II - o relatório será instruído com o laudo psiquiátrico; 
III - juntado aos autos o relatório ou realizadas as diligências, serão ouvidos, sucessivamente, o Ministério Público e 
o curador ou defensor, no prazo de 3 (três) dias para cada um; 
IV - o Juiz nomeará curador ou defensor para o agente que não o tiver; 
V - o Juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, poderá determinar novas diligências, ainda que 
expirado o prazo de duração mínima da medida de segurança; 
VI - ouvidas as partes ou realizadas as diligências a que se refere o inciso anterior, o Juiz proferirá a sua decisão, no 
prazo de 5 (cinco) dias. 
Art. 183. Quando, no curso da execução da pena privativa de liberdade, sobrevier doença mental ou 
perturbação da saúde mental, o Juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público, da Defensoria Pública 
ou da autoridade administrativa, poderá determinar a substituição da pena por medida de segurança. 
Internação cautelar 
CPP - Decreto Lei nº 3.689 de 03 de Outubro de 1941 
Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão: 
VII - internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou grave ameaça, 
quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-imputável (art. 26 do Código Penal) e houver risco 
de reiteração 
Ação penal 
“O direito subjetivo processual, ao qual se costuma chamar de ação ou direito de ação, é um 
direito subjetivo público, que pertence a parte, não frente a seu adversário, senão frente ao juiz, 
sendo que este compete o dever de fazer tudo quanto é necessário para se pronunciar sobre a 
demanda, propondo-lhe uma sentença justa”. 
As concepções formuladas pelos referidos mestres destinam-se tanto às ações de natureza civil 
quanto àquelas de cunho penal. É a ação, portanto, seja civil ou penal, um direito subjetivo público 
de se invocar do Estado-Administração a sua tutela jurisdicional, a fim de que decida sobre 
determinado fato trazido ao seu cirvo, trazendo de volta a paz social, concedendo ou não o pedido 
aduzido em juízo. 
Condições de ação 
a) Legitimidade das partes 
A legitimidade ativa no processo penal é expressamente determinada pela lei, que aponta o 
titular da ação, podendo tanto ser o Ministério Público, órgão acusador oficial, ou o particular. 
Podemos subdividir essa legitimidade ativa em primária e secundária, pois, em determinadas 
ocasiões, a lei pode transferir essa legitimidade a outra pessoa que não o titular original. 
b) Interesse de agir 
No processo penal, decorre da necessidade de ter o titular da ação penal que se valer do Estado 
para que este conheça e, se for convencido da infração penal, condene o réu ao cumprimento 
de uma pena justa. 
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91622/cpp-decreto-lei-n-3-689-de-03-de-outubro-de-1941#art-319
c) Possibilidade jurídica do pedido 
A terceira condição da ação diz respeito à possibilidade jurídica do pedido. “a possibilidade 
jurídica do pedido consiste na formulação de pretensão que, em tese, exista na ordem jurídica 
como possível, ou seja, que a ordem jurídica brasileira preveja a providência pretendida pelo 
interessado”. 
d) Justa causa 
Quer dizer um lastro probatório mínimo que dê suporte aos fatos narrados na peça inicial de 
acusação. 
Espécies de ação penal 
O código Penal e a legislação processual penal preveem duas espécies de ação penal, a saber: 
ação penal pública e ação penal privada. A regra prevista no art. 100 CP diz que toda ação 
penal é pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. 
Ação penal de iniciativa pública 
a) Incondicionada 
Diz-se incondicionada a ação penal de iniciativa pública quando, para que o Ministério 
Público possa inicia-la ou, mesmo, requisitar a instauração de inquérito policial, não se exige 
qualquer condição. 
b) Condicionada a representação do ofendido ou a requisição do Ministro da Justiça 
Nela, o ofendido ou seu representante legal simplesmente declara, esclarece a sua vontade no 
sentido de possibilitar ao Ministério Público a apuração dos fatos narrados, a fim de formar a 
sua convicção pessoal para, se for o caso, dar início à ação penal pelo oferecimento de 
denúncia. 
Além da representação do ofendido, a lei penal fala também em requisição do Ministro da 
Justiça. Da mesma forma que a representação do ofendido, a requisição do Ministro da Justiça 
também tem a natureza jurídica de condição de procedibilidade, permitindo ao Ministério 
Público iniciar a ação penal, uma vez preenchida essa condição. Em ambas as hipóteses – 
representação do ofendido ou requisição do Ministro da Justiça -, o Ministério Público não 
está obrigado a dar início à ação penal, pois tem total liberdade para pugnar pelo arquivamento 
do inquérito policial ou das peças de informação após emitir, fundamentadamente, a sua 
opinio delicti. Tais condições, portanto, uma vez preenchidas, não impõem ao Ministério 
Público o dever de oferecer denúncia, mas sim dizem que, se assim entender, as pessoas 
envolvidas pela infração penal permitem que ele assim proceda. 
Princípios informadores da ação penal de iniciativa pública 
Os princípios quem envolvem a ação penal de iniciativa pública, seja ela incondicionada ou 
condicionada à representação do ofendido ou à requisição do Ministro da Justiça, são: 
a) Obrigatoriedade 
Traduz-se no fato de que o Ministério Público tem o dever de dar início à ação penal desde 
que o fato praticado pelo agente seja, pelo menos em tese, típico, ilícito e culpável, bem como 
que, além das condições genéricas do regular exercício do direito de ação, exista, ainda, justa 
causa para a sua propositura, ou seja, aquele lastro probatório mínimo que dê sustento aos 
fatos alegados na peça inicial de acusação. 
b) Oficialidade 
Nas ações penais de iniciativa pública significa que a persecutio criminis in judicio será 
procedida por órgão oficial. Qual seja, o Ministério Público, pois, segundo o inciso I do art. 
129 CF, compete-lhe, no rol de suas funções institucionais, promover, privativamente, a ação 
pública, na forma da lei. 
c) Indisponibilidade 
Fica vedado ao órgão oficial encarregado de promover a ação penal – ou seja, ao Ministério 
Público – desistir da ação penal por ele indicada. 
d) Indivisibilidade 
Determina que se a infração penal foi praticada em concurso de pessoas, todos aqueles que 
para ela concorreram devem receber o mesmo tratamento, não podendo o Ministério Público 
escolher a quem acionar. “A indivisibilidade da ação penal é uma consequência lógica do 
princípio da obrigatoriedade ou legalidade”. 
e) Intranscendência 
A ação penal somente deve ser proposta em face daqueles que praticaram a infração penal, 
não podendo atingir pessoas estranhas ao fato criminoso. 
Ação penal de iniciativa privada 
“Ação penal privada é aquela em que o direito de acusar pertence, exclusiva ou 
subsidiariamente,