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Abordagem odontológica de pacientes com comprometimento sistêmico

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Exodontia
Mandíbula
Paciente com doença periodontal
Fatores Demográficos e
Sistêmicos
Sexo
Condições sistêmicas e
medicações de uso contínuo
Feminino
Utilizar outras medicações (ex:
corticosteroires)
Comorbidades associadas (anemia, diabetes)
Tabagismo
Fator Genético Genes Gene associado à renovação óssea
● Estratégias de Manejo:
o Pacientes prestes a iniciar tratamento endovenoso para terapia oncológica: realizar consulta
odontológica preventiva, realizando todos os tratamentos necessários. No caso de exodontias, esperar
21 dias.
o Pacientes prestes a iniciar tratamento para osteoporose: devem ser informados sobre os riscos de
osteonecrose, além de realizar consulta preventiva e acompanhamento odontológico, para tratamento
de cárie e doença periodontal.
o Pacientes sem uso de osteonecrose induzida por medicamentos e que fazem terapia oncológica: os
procedimentos de exodontia estão contraindicados, podendo ser realizados apenas em caráter de
urgência.
o Pacientes sem osteonecrose induzida por medicamentos e que fazem terapia para osteoporose:
também possuem risco, mas em um grau muito menos do que os pacientes tratados pela via
endovenosa. Em combinação com o médico, pode ser decidido cessar a medicação antes da
exodontia/lesão óssea em 2 meses antes e 3 meses após o procedimento.
o Desenvolvimento de osteonecrose induzida por medicamentos em pacientes que fazem terapia para
câncer ou para osteoporose: encaminhamento para o cirurgião bucomaxilofacial.
● O atendimento odontológico preventivo anteriormente ao início da terapia medicamentosa é sempre a
melhor recomendação.
❖ GESTAÇÃO
● Duas áreas do tratamento cirúrgico oral com potencial de causar danos ao feto são a radiografia
odontológica e a administração de fármacos.
● Qualquer cirurgia eletiva deve ser adiada para depois do parto.
● Cirurgias inadiáveis devem ser realizadas com a proteção adequada durante os exames de imagem e
observando as medicações contraindicadas.
● Evitar abordagens no 1º e 3º trimestre de gravidez, sempre dar preferência ao 2º trimestre.
● Caso o procedimento seja realizado, os sinais vitais devem ser monitorados, com atenção para qualquer
elevação da pressão arterial.
● A paciente necessita de um posicionamento especial na cadeira odontológica, evitando posição próxima da
supina.
● Interrupções para que a paciente esvazie a bexiga urinária são necessárias.
● Quanto à anestesia, recomenda-se lidocaína associada à epinefrina. Prilocaína e articaína não devem ser
usadas (podem estimular metahemoglobinemia).
● Quanto aos vasoconstritores, noradrenalina (diminuição da irrigação plaquetária) e felipressina (aumento
das contrações uterinas) são contraindicadas.
❖ LACTAÇÃO
● A maior preocupação no atendimento odontológico se dá quando a medicação utilizada e a possibilidade de
transmissão ao bebê.
● Tabela de medicamentos utilizados no pós-operatório odontológico e sua relação com o período de
gestação e lactação:
MEDICAMENTO GRAVIDEZ LACTAÇÃO
Paracetamol Seguro (não utilizar doses elevadas) Compatível
AAS Não recomendado Uso cauteloso
Dipirona Não utilizar no 3º trimestre Evitar por até 48h após o uso
Ibuprofeno Não utilizar no 3º trimestre Uso cauteloso
Codeína
Não é recomendado por uso prolongado
(risco de depressão respiratória)
Uso cauteloso
Morfina
Não é recomendado por uso prolongado
(risco de depressão respiratória)
Uso cauteloso
Amoxicilina e cefalosporinas Antibiótico de escolha para gestantes Compatível
Cefalosporina (cefazolina,
cefalotina e cefalexina)
Seguro Uso cauteloso
Clindamicina Seguro
Uso cauteloso (Pode gerar
diarreia e desidratação no
bebê)
Azitromicina Não é o de primeira escolha Uso cauteloso
Metronidazol
Não utilizar no 1º trimestre (efeito
teratogênico e carcinogênico no feto)
Uso cauteloso (pode gerar
efeito carcinogênico)
Tetraciclinas Não é recomendado (efeito teratogênico)
Pode gerar alterações
dentárias
julianealvesds@gmail.com
REFERÊNCIAS
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