A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
12 pág.
Aldosterona

Pré-visualização | Página 1 de 4

ALDOSTERONA 
Síntese e liberação 
- As células da zona glomerulosa da 
suprarrenal sintetizam e secretam 
preferencialmente o mineralocorticoide 
aldosterona. Elas não possuem atividade 
de 17alfa-hidroxilase. Por conseguinte, a 
pregnenolona só pode ser convertida em 
progesterona. A zona glomerulosa possui 
atividade da aldosterona-sintase, que 
converte a 11-desoxicorticosterona em 
18-hidroxicorticosterona, e a 18-
hidroxicorticosterona em aldosterona, o 
principal mineralocorticoide sintetizado 
pelas glândulas suprarrenais. 
 
-São predominantemente reguladas pela 
angiotensina II e K+ extracelular, bem 
como, em menor grau, pelo ACTH. 
-A aldosterona faz parte do sistema 
renina-angiotensina-aldosterona, 
responsável pela preservação da 
homeostasia circulatória em resposta a 
uma perda de sal e de água. 
-Os componentes do sistema renina-
angiotensina-aldosterona respondem de 
modo rápido a reduções no volume 
intravascular e na perfusão renal. 
-A angiotensina II constitui o principal 
estimulador da produção de aldosterona 
quando o volume intravascular se encontra 
reduzido. 
-Tanto a angiotensina II quanto o K+ 
estimulam a liberação de aldosterona pelo 
aumento nas concentrações 
intracelulares de Ca+2. 
-A sinalização mediada pelo receptor de 
angiotensina II leva a níveis intracelulares 
aumentados de cálcio. Enquanto as 
concentrações elevadas de K+ 
despolarizam a célula, com consequente 
influxo de Ca+2 através dos canais de 
Ca+2 dos tipos L e T regulados por 
voltagem. 
-O principal estímulo fisiológico para a 
liberação de aldosterona consiste em uma 
redução do volume sanguíneo 
intravascular efetivo. 
-A ocorrência de declínio do volume 
sanguíneo leva á redução da pressão de 
perfusão renal, que é percebida pelo 
aparelho justaglomerular (barorreceptor), 
deflagrando a liberação de renina. Essa 
liberação também é regulada pela 
concentração de cloreto de sódio (NaCl) 
na mácula densa, pelas concentrações 
plasmáticas dos eletrólitos, pelos níveis 
de angiotensina II e pelo tônus 
simpático. 
- A renina catalisa a conversão do 
angiostensinogênio (uma proteína derivada 
do fígado) em angiotensina I. 
-A angiotensina I circulante é convertida 
em angiotensina II pela ECA, que está 
altamente expressa nas células 
endoteliais. 
-O aumento da angiotensina II circulante 
produz vasoconstricção arteriolar direta, 
estimula as células adrenocorticais da 
zona glomerulosa a sintetizar e liberar 
aldosterona e também estimula a liberação 
de arginina vasopressina pela neuro-
hipófise. 
-O potássio também constitui importante 
estímulo fisiológico para a produção de 
aldosterona, ilustrando um exemplo 
clássico de regulação de hormônio pelo íon 
que ele próprio controla. A aldosterona é 
de importância crítica na manutenção da 
homeostasia do potássio, aumentando a 
excreção de K+ na urina, nas fezes, no suor 
e na saliva, impedindo o desenvolvimento 
de hiperpotassemia durante exercício 
vigoroso. Por sua vez, as elevações nas 
concentrações do K+ circulante estimulam 
a liberação de aldosterona pelo córtex 
suprarrenal. 
 
• Metabolismo dos 
mineralocorticoides. 
-A quantidade total de aldosterona 
liberada é acentuadamente menor que a 
dos glicocorticoides. 
-Os níveis plasmáticos de aldosterona são, 
em média, de 0,006 a 0,010 mg/dL 
(diferentemente dos níveis de cortisol de 
13,5 mg/dL). Pode ocorrer um aumento de 
2 a 6 vezes na secreção em consequência 
da depleção de sódio ou da redução do 
volume sanguíneo circulante efetivo, como 
ocorre na ascite. 
-A ligação da aldosterona às proteínas 
plasmáticas é mínima, resultando em meia-
vida plasmática curta de cerca de 15 a 20 
minutos. Esse fato é relevante para os 
efeitos mediados pelos receptores de 
mineralocorticoides e de glicocorticoides 
e sua especificidade. 
-A aldosterona é metabolizada, no fígado, 
no derivado tetra-hidroglicuronídeo e 
excretada na urina. 
-Uma fração da aldosterona é 
metabolizada a 18-glicuronídeo de 
aldosterona, que pode ser hidrolisado em 
aldosterona livre em condições de pH 
baixo; trata-se, portanto, de um 
“conjugado acidolábil”. 
-Em resumo: Cerca de 5% da aldosterona 
são excretados na forma de acidolábil; 
uma pequena fração da aldosterona 
aparece intacta na urina (1%), e até 40% 
são excretados na forma de 
tetraglicuronídeo. 
• Função dos 
mineralocorticoides 
-A principal função fisiológica da 
aldosterona consiste em regular o 
equilíbrio dos minerais (sódio e potássio), 
especificamente a excreção renal de 
potássio e a reabsorção de sódio, daí a 
designação de “mineralocorticoide”. 
-Os receptores de aldosterona são 
expressos na parte distal do néfron, 
incluindo o túbulo contornado distal e o 
ducto coletor. Dentro do ducto, as células 
principais expressam um número 
significativamente maior de receptores de 
mineralocorticoides do que as células 
intercaladas. 
-Por conseguinte, os efeitos fisiológicos 
mais relevantes da aldosterona são 
mediados por sua ligação ao receptor de 
mineralocorticoides nas células principais 
do túbulo distal e do ducto coletor do 
néfron. A ativação das proteínas 
preexistentes e a estimulação de novas 
proteínas induzidas pela aldosterona 
medeiam um aumento no transporte 
transepitelial de sódio. 
-Os efeitos específicos da aldosterona 
consistem em aumentar a síntese dos 
canais de Na+ na membrana apical, 
aumentar a síntese e a atividade da Na+ 
/K+ -adenosinatrifosfatase (ATPase) na 
membrana basolateral (que arrasta o Na+ 
citosólico para o interstício em troca do 
transporte de K+ para dentro da célula) e 
aumentar a expressão da H+ -ATPase na 
membrana apical e do trocador Cl– /HCO3 
na membrana basolateral das células 
intercaladas. As células intercaladas 
expressam a anidrase carbônica e 
contribuem para a acidificação da urina e 
a alcalinização do plasma. 
-Por conseguinte, a aldosterona aumenta a 
entrada de sódio na membrana apical das 
células do néfron distal através do ENaC 
sensível à amilorida. A Na+ /K+ -ATPase, 
localizada na membrana basolateral das 
células, mantém a concentração 
intracelular de sódio ao deslocar o sódio 
reabsorvido para os compartimentos 
extracelular e sanguíneo, criando um 
gradiente eletroquímico que facilita a 
transferência do K+ intracelular das 
células tubulares para a urina. 
-O aumento da reabsorção de Na+ leva a 
um aumento da reabsorção de água. 
Quando a maior parte do Na+ filtrado é 
reabsorvida no túbulo proximal, apenas 
uma pequena fração do sódio alcança o 
túbulo distal (o local de regulação da 
aldosterona). Nesse caso, não ocorre 
qualquer reabsorção efetiva de Na+, 
mesmo na presença de níveis elevados de 
aldosterona. Em consequência, a excreção 
de potássio é mínima. Com efeito, apenas 
2% do sódio filtrado são regulados pela 
aldosterona. O papel da aldosterona na 
regulação do transporte de sódio constitui 
um importante fator que determina os 
níveis corporais totais de Na+ e, portanto, 
a regulação da pressão arterial de longo 
prazo. 
Anatomia funcional dos rins 
-Os rins são órgãos pareados situados na 
parede posterior do abdome, atrás do 
peritônio, em cada lado da coluna 
vertebral. 
 
-Se o rim for cortado ao meio, serão 
visualizadas duas regiões: externa, 
chamada de córtex e interna, chamada de 
medula. O córtex e a medula são 
compostos por néfrons (unidades 
funcionais dos rins), vasos sanguíneos, 
linfáticos e nervos. 
-As partes que constituem o néfron são o 
corpúsculo renal, o túbulo proximal, a 
alça de henle, o túbulo distal e o sistema 
do ducto coletor. O corpúsculo renal é 
formado por capilares glomerulares e pela 
cápsula de Bowman. 
-O túbulo proximal forma inicialmente 
diversas convoluções, seguidas por trecho 
reto que desce em direção à medula. O 
segmento seguinte é a alça de Henle, 
composta pela parte reta do túbulo 
proximal, pelo ramo descendente fino (que 
termina em curva em "U"), pelo ramo 
ascendente fino (somente em néfrons com 
alças de Henle longas) e pelo ramo 
descendente espesso. Perto