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DOENÇA RENAL CRÔNICA -resumo

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DOENÇA RENAL CRÔNICA 
Características 
-A DRC é uma doença secundária a múltiplos 
agentes que lesam o rim crônica e 
concomitantemente. 
-O curso da DRC varia dependendo da causa 
subjacente, uma vez que as doenças 
glomerulares tendem a progredir a uma 
velocidade mais rápida do que os distúrbios do 
compartimento tubulointersticial ou a doença 
hipertensiva. 
-Seja qual for o evento iniciador, os aspectos 
histopatológicos comuns a todas as formas de 
DRC progressiva incluem glomeruloesclerose, 
fibrose tubulointersticial e doença vascular. As 
alterações que ocorrem em todos esses 
compartimentos são alimentadas pela interface 
dinâmica de uma série de vias sucessivas que 
incluem fatores metabólicos, inflamatórios e 
hormonais. 
(1) lesão do parênquima renal, com ou sem 
diminuição da filtração glomerular (FG), 
evidenciada por anormalidades histopatológicas 
ou por marcadores de lesão renal, incluindo 
anormalidades na composição do sangue ou da 
urina, alterações nos exames de imagem; 
(2) FG menor que 60 mf/min com ou sem lesão 
renal, por um período igual ou superior a 3 
meses. Preconiza-se o estadiamento da DRC 
com base em marcadores de lesão renal; na 
prática, a proteinúria (albuminúria) persistente 
e a taxa de FG, estimada por equações 
matemáticas, utilizando a creatinina sérica (Crs) 
e variáveis demográficas, tais como idade, sexo, 
raça e peso corporal. 
A DRC é dividida em 5 estágios. O estágio 3 foi 
subdividido em 3A e 3B, recentemente. 
Pacientes com DRC apresentam risco maior de 
evoluir para insuficiência renal crônica terminal 
(IRCT) e aumento de mortalidade 
cardiovascular. Pacientes com IRCT (FG menor 
que 15 m.t'/min) necessitarão de diálise ou de 
transplante renal para sobreviver. 
A perda progressiva da função renal ocasiona o 
aparecimento de um conjunto de sinais e 
sintomas decorrentes do acúmulo de toxinas 
urêmicas que recebem a denominação de 
uremia. Inúmeras condições patológicas 
provocam a destruição de néfrons com perda 
progressiva da função renal. Algumas doenças 
podem levar à IRCT em poucos meses, como é o 
caso das glomerulonefrites rapidamente 
progressivas. A maioria, entretanto, tende a 
evoluir durante anos, e mesmo décadas, até 
chegar ao estágio terminal da função renal. 
Causas mais frequentes: 
• Diabetes mellitus - 40% dos pacientes 
em terapia renal substitutiva 
• HAS (desregulação do sistema 
angiotensina aldosterona). 
• Glomerulonefrites 
• Uropatia obstrutiva 
• Doença renal policística (característica 
genética hereditária, caracterizada por 
muitos cistos renais. 
• Amiloidose (doença de depósitos, 
paciente deposita excesso de proteínas 
em alguns órgãos). 
• Mieloma múltiplo (secreta proteínas 
que se depositam nos rins). 
• Outras 
Fisiopatologia: 
- A DRC é uma doença secundária a múltiplos 
agentes que lesam o rim crônica e 
concomitamente. 
-O curso da DRC varia dependendo da causa 
subjacente, uma vez que as doenças 
glomerulares tendem a progredir a uma 
velocidade mais rápida do que os distúrbios do 
compartimento túbulointersticial ou doença 
hipertensiva. 
-Os aspectos histopatológicos comuns a todas as 
formas de DRC progressiva incluem 
glomeruloesclerose, fibrose tubulointersticial e 
doença vascular. 
• Fatores de progressão: 
1.Fatores de risco não modificáveis: Idade, 
gênero, raça, genético e perda de massa renal. 
2.Fatores modificáveis: tabagismo, 
dislipidemia, obesidade, hiperuricemia, 
glicemia, sistema renina-angiotensina, 
albuminúria, proteinúria e hipertensão arterial 
sistêmica. 
HAS-> acredita-se que a transmissão da 
hipertensão sistêmica aos capilares 
glomerulares e a hipertensão glomerular 
resultante contribuam para a progressão da 
glomeruloesclorose. 
Proteinúria-> Está associada á maior velocidade 
de progressão da DRC. A presença contínua de 
proteína em quantidade anormal na luz tubular 
ativa vias inflamatórias peritubulares, como 
ativador da endotelina-1 (aumentar a 
resistência vascular renal por vasoconstrição das 
arteríolas aferentes e eferentes e artérias 
arqueadas e interlobulares). 
Consequentemente, há redução do fluxo 
sanguíneo, taxa de filtração glomerular e 
inibição da reabsorção de sal e de água); essa 
ativação resulta em fibrose túbulointersticial. 
Albuminúria, doença renal crônica e doença 
cardiovascular-> Disfunção endotelial e vascular 
parece ser a via em comum entre a presença de 
albuminúria e o desenvolvimento e o 
agravamento da DRC e da doença 
cardiovascular. 
Sistema renina-angiotensina-> Encontra-se em 
hiperatividade na DRC 
Glicemia-> Seu controle adequado pode 
retardar a progressão de complicações 
microvasculares no diabetes mellitus, incluindo 
a nefropatia diabética. 
3.Mecanismos de progressão: O rim é capaz de 
se adaptar a danos, aumentando a taxa de 
filtração nos néfrons normais restantes, 
processo denominado hiperfiltração 
adaptativa. Assim, o paciente com insuficiência 
renal leve geralmente tem uma concentração 
normal ou quase normal de creatinina sérica. A 
hiperfiltração adaptativa, embora inicialmente 
benéfica, parece resultar em danos a longo 
prazo aos glomérulos dos néfrons 
remanescentes, que se manifestam por 
proteinúria e insuficiência renal progressiva. 
O declínio gradual da função em pacientes com 
DRC é inicialmente assintomático. No entanto, 
diferentes sinais e sintomas podem ser 
observados com insuficiência renal avançada, 
incluindo sobrecarga de volume, hipercalemia, 
acidose metabólica, hipertensão, anemia e 
desordens minerais e ósseas. O inicio da DRT 
resulta na constelação de sinais e sintomas 
denominados de uremia. 
A lesão renal provoca, então, um 
remodelamento que pode resultar tanto em 
reparação do dano e cura quanto em fibrose e 
perda de função renal, com DRC progressiva. 
A cura caracteriza-se por recuperação da 
estrutura e da função renal e ocorre 
primariamente na insuficiência renal aguda, na 
qual os túbulos agudamente lesados se 
recuperam do insulto inicial e substituem as 
células tubulares perdidas, de modo a 
reconstituir a integridade tubular e restaurar a 
função renal. Entretanto, a maior parte das 
formas de lesão renal, como a induzida por HAS, 
diabetes e glomerulonefrite crônica, evolui para 
fibrose progressiva, perda de função renal e 
DRC. A progressão da DRC está associada a 
mudanças estruturais renais caracterizadas por 
fibrose tubulointersticial, glomeruloesclerose e 
esclerose vascular. 
Embora a lesão predomine em um dos 
compartimentos renais inicialmente 
(glomerular, tubular, intersticial ou vascular), 
com a progressão da DRC, a fibrose, 
habitualmente, afeta todos os componentes 
estruturais renais. 
Diversos estudos sugerem que a presença 
contínua de proteína em quantidade anormal na 
luz tubular ativa as vias inflamatórias Peri 
tubulares – ativação que resulta em fibrose 
tubulointersticial. Assim, nos últimos anos, a 
proteinúria emergiu não apenas como bom 
marcador de gravidade da doença, 
influenciando decisões terapêuticas, mas 
também como parâmetro clínico de resposta ao 
tratamento. O sistema da renina-angiotensina 
atua como mediador central do dano 
tubulointersticial. Além de seus efeitos 
hemodinâmicos bem estabelecidos, a 
angiotensina II ativa diversas vias pró-
inflamatórias e fibróticas. 
Estágios: 
A DRC, segundo as diretrizes mundiais publicada 
em 2012 KDIGO (Kidney Disease: Improving 
Global Outcomes) é classificada em: 
 a) Causa da doença; 
b) Seis categorias de TFG (6 estágios); 
 c) Três categorias de albuminúria (estágios). 
Achados clínicos: 
• Assintomática: estágios precoces. 
• Sintomas inespecíficos, de progressão 
lenta. 
• Sintomas gerais: fadiga, fraqueza, mal 
estar. 
• GI: anorexia, náuseas, vômitos, soluço. 
• Neuro: de irritabilidade a coma. 
• Pele: prurido, edema. 
• CV: dispneia, dor retroesternal, HAS, 
cardiomegalia, atrito pericárdico. 
• Respiratório: derrame pleural, crépitos. 
• GU: disfunção erétil, noctúria, 
irregularidade menstrual. 
• Hálito urêmico – odor de peixe