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EXERCICIOS 
01. (UFRS) Assinale a afirmativa correta em relação à obra O Uraguai, de Basílio da Gama. 
a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada, Governador do Rio de Janeiro, às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. 
b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental, como a Odisseia, a Eneida e Os Lusíadas. 
c) Basílio da Gama expressa uma visão europeia em relação aos indígenas, acentuando seu caráter bárbaro, incapaz de sentimentos nobres e humanitários. 
d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. 
e) Lindoia, única figura feminina do poema, morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. 
 
02. (UFSM-RS) O poema épico O Uraguai, de Basílio da Gama, é: 
a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões, no Uruguai, contra o exército espanhol, sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri (1750). 
b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil, pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. 
c) exaltação à terra brasileira, que o poeta compara ao paraíso, o que pode ser comprovado nas descrições, principalmente do Ceará e da Bahia. 
d) crítica a Diogo Álvares Correia, misto de missionário e colono português, que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. 
e) exaltação à índia Lindoia, que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema, que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. 
 
03. (Vunesp) Nestes versos de Silva Alvarenga, poeta árcade e ilustrado, faz-se alusão ao episódio de uma obra em que a heroína morre. Assinale a alternativa correta em que se mencionam o nome da heroína 
“Quem vê girar a serpe da irmã no casto seio, 
Pasma, e de ira e temor ao mesmo tempo cheio 
Resolve, espera, teme, vacila, gela e cora, Consulta o seu amor e o seu dever ignora. 
Voa a farpada seta da mão, que não se engana; 
Mas aí, que já não vives, ó mísera indiana!” (1), o título da obra (2) e o nome do autor (3): 
a)Moema; (2) Caramuru; (3) Santa Rita Durão; 
b)Marabá; (2) Marabá; (3) Gonçalves Dias; 
c)Lindoia; (2) O Uraguai; (3) Basílio da Gama; 
d)Iracema; (2) Iracema; (3) José de Alencar; 
e)Marília; (2) Marília de Dirceu; (3) Tomás A. Gonzaga. 
 
04. (UFAM 2009) Assinale a alternativa CORRETA a respeito do poema épico O Uraguai, de Basílio da Gama: 
a) O herói do poema, Diogo Álvares, é visto como um herói cultural, em virtude de ter ensinado aos índios tupinambás as virtudes e as leis da civilização. 
b) A estrutura do livro é camoniana, no sentido de que as estrofes se apresentam com oito versos decassílabos, no seguinte esquema de rimas: abababcc. 
c) De acordo com o estilo arcádico, período em que o poema foi escrito, a natureza é artificial e genérica, sendo colhida através de imagens bucólicas e sensoriais. 
d) A motivação para a escrita desse poema veio do desejo do autor de agradar o Marquês de Pombal, louvando, em conseqüência, a sua política em favor dos jesuítas. 
e) Um episódio do poema mostra como a feiticeira Tanajura, para tirar de Lindóia o desejo de morrer, lhe proporciona a visão do terremoto de Lisboa e a posterior reconstrução da cidade. 
 
05. (UP - 2018) Sobre o livro Últimos Cantos (1851), de Gonçalves Dias, é correto afirmar: 
a) Trata-se de uma obra póstuma em que o autor antecipa as tendências da segunda geração romântica, denominada de Ultrarromantismo, como atestam os poemas “Sobre o túmulo de um menino” e “O que mais dói na vida”. 
b) O eu-lírico do poema “Leito de folhas verdes”, uma índia, canta as suas núpcias com Jatir, guerreiro timbira, simbolizando a origem do povo brasileiro. 
c) O poema “Canção de Bug-Jargal” pode ser considerado um modelo da poesia indianista, pois o autor, como era uso na época, aproveitou-se muito de termos e expressões das línguas indígenas. 
d) A musicalidade do poema “I-Juca-Pirama” está fortemente relacionada à construção dos eventos narrados pelo eu-lírico, que, na última parte, afirma ter tido conhecimento da história por meio de um velho índio. 
e) O poeta romântico rompe com a tradição clássica para fundar uma nova linguagem poética a partir da língua tupi. 
 
06. (UEL) A questão refere-se ao poema a seguir. 
Leito de folhas verdes 
“Por que tardas, Jatir, que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração, movendo as folhas Já nos cimos do bosque rumoreja. 
Eu sob a copa da mangueira altiva 
Nosso leito gentil cobri zelosa 
Com mimoso Tapiz de folhas brandas, Onde o frouxo luar brinca entre flores. Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco, Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor, como estas preces, No silêncio da noite o bosque exala. 
Brilha a lua no céu, brilham estrelas, 
Correm perfumes no correr da brisa, A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor, melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol, não mais, vegeta: Eu sou aquela flor que espera ainda Doce raio do sol que me dê vida. 
Sejam vales ou montes, lagos ou terra, 
Onde quer que tu vás, ou dia ou noite, Vai seguindo após ti meu pensamento; Outro amor nunca tive: és meu, sou tua! 
Meus olhos outros olhos nunca viram, 
Não sentiram meus lábios outros lábios, Nem outras mãos, Jatir, que não as tuas A Arazóia na cinta me apertaram. 
Do tamarindo a flor jaz entreaberta, 
Já solta o bogari mais doce aroma; 
Também meu coração, como estas flores, Melhor perfume ao pé da noite exala! 
Não me escutas, Jatir! Nem tardo acodes À voz do meu amor, que em vão te chama! 
Tupã! Lá rompe o sol! Do leito inútil 
A brisa da manhã sacuda as folhas!” (DIAS, Antônio G.) 
 
Sobre o poema anterior, considere as afirmativas a seguir. 
I. As marcas românticas do poema ficam evidentes na exaltação da atitude heróica do índio, sempre disposto a partir para as batalhas grandiosas, ainda que tenha que ficar longe da amada. 
II. Apresenta traços em comum com as cantigas de amigo trovadorescas, a saber: o sujeito lírico é feminino e canta a ausência do amado, que está distante. 
III. Em todo o poema a transformação da natureza revela a passagem das horas, marcando com isso a angústia do sujeito lírico pela espera de seu amado, a exemplo do que ocorre com os versos “Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco” e “Do tamarindo a flor jaz entreaberta”. IV. É possível observar, no poema, a ocorrência de momentos marcados pela ilusão da chegada do amado, como em “Eu sob a copa da mangueira altiva/Nosso leito gentil cobri zelosa”; e, por fim, um momento de clara desilusão: “Tupã! Lá rompe o sol! Do leito inútil/A brisa da manhã sacuda as folhas!” 
V) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos, tais como “luar”, “vales”, “bosque” e “perfumes”, pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. 
Estão corretas apenas as afirmativas: 
a) I, II e III. b) I, III e V. c) II, III, IV e V. 
d) I, III, IV. e) II, III e IV. 
 
07. (UEPG) Com relação à obra indianista de Gonçalves Dias, e sobre este poema em particular, assinale o que for correto. 
Canto IX - I Juca Pirama 
“O guerreiro parou, caiu nos braços 
Do velho pai, que o cinge contra o peito, Com lágrimas de júbilo bradando: 
"Este, sim, que é meu filho muito amado! 
E pois que o acho enfim, qual sempre o tive, 
Corram livres as lágrimas que choro, 
Estas lágrimas, sim, que não desonram". (Gonçalves Dias. "Poesias 
Americanas") 
01) O herói do poema não é apenas um índio tupi: representa todos os índios brasileiros ou ainda todos os brasileiros, uma vez que o índio foi durante o Romantismo o representante de nossa nacionalidade. 02) O poeta, ao pôr em discussão profundos valores e sentimentos humanos, como a bondade filial e a honra, supera os limites da abordagem puramente indianista e ganha universalidade. 04) O índio de Gonçalves Dias diferencia-se do de Joaquim Norberto e Gonçalves Magalhães, não pela questão de autenticidade do índio, mas por ser mais poético, como vemos em "I-Juca-Pirama". O deslumbramento