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Psicologia Social I - Aulas EAD

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os psicólogos sociais são dotados viessem a ser colocados à disposição de projetos de desenvolvimento social” (Krüger, 1986, p. 7). Ou seja, deveria existir uma integração entre sua produção de conhecimento da Psicologia Social e o grupo sociocultural em cuja produção é fundamentada, de maneira que as diversas conclusões possam ser sempre contextualizadas e com derivações práticas significativas para a sociedade.
· Concordamos com o grande cientista francês, Louis Pasteur, que afirma não existir tal coisa chamada de ciência aplicada, o que existe é a aplicação da ciência. Em outras palavras, o que a ciência faz é  descobrir primeiro as leis que regem os fenômenos, constituindo objeto de seu estudo. 
· Seguidamente, procura aplicar esse conhecimento a situações da vida real. No entanto, a Psicologia Social, segundo Krüger, pode ser vista de forma diferente. Após entender os fenômenos estudados através da metodologia científica, o psicólogo social deve procurar como aplicar as suas descobertas científicas a problemas específicos de ordem prática. Esta característica é especialmente verificada, sobretudo, em períodos ou épocas de conflito social, momento no qual se evidencia um direcionamento mais utilitarista, no fomento da pesquisa, na maioria dos campos científicos.
· “Na Psicologia Social, o cognitivismo insere-se na esteira deixada pela Teoria de Campo, de Kurt Lewin, bastando uma simples inspeção de manuais introdutórios para se alcançar uma ideia de sua marcante presença neste domínio científico” (Krüger, 1986, p. 7). 
· A realidade social é uma coisa que interpretamos de um modo subjetivo. Assim, as pessoas reagem de maneiras diferentes porque, em parte, pensamos de formas diversas. Além do mais, nossas convicções a respeito de nós mesmos são também particulares e importantes do jeito como nos relacionamos com os outros. Diversas teorias importantes, da Psicologia Social, podem ser caracterizadas desta forma. 
· Os psicólogos sociais estudam o processo cognitivo pelo qual formamos impressões sobre nós mesmos, em relação ao mundo social, onde vivemos, assim como sobre o ambiente social ao qual pertencemos.
· A última característica da Psicologia Social, ressaltada por Krüger (1986), é o seu a-historicismo. Para o historicismo, todo comportamento deve ser revisado e entendido à luz de processos históricos de formação. Quando retiramos da história os fenômenos que estudamos, eles passam a ser fixados em categorias irremediáveis e imutáveis. Para o a-historicismo, o modo de realizar pesquisas deve fixar o objetivo principal na influência de estímulos e situações imediatas, relacionados diretamente com as manifestações comportamentais observadas. Em outras palavras, a preocupação do psicólogo social não é tanto a origem dos comportamentos apresentados, mas a sua correlação com circunstâncias observáveis.
· Uma vez entendida a forma de trabalho e a maneira que a Psicologia Social tem de se aproximar ao seu objeto de estudo, ressaltaremos a variedade de aplicações e campos de trabalho desta ciência.
Aplicações da Psicologia Social
· Vários são os setores nos quais podem ser aplicados os conhecimentos produzidos pelas pesquisas. Em geral, todas as situações que envolvem interação entre pessoas podem se beneficiar de achados da Psicologia Social. No entanto, os ensinamentos são muitas das vezes incorporados por outras áreas do saber e passam a ser utilizados em suas respectivas atividades sem fazer justiça à sua origem, já que não é dado o crédito merecido à Psicologia Social.
· Em geral, os conhecimentos fornecidos servem de orientação no entendimento e na solução de problemas concretos que devem ser encarados com todas as suas particularidades, já que cada caso é um caso. Assim, podemos citar alguns setores em que encontramos importantes aplicações desta ciência. São eles:
· 
· Educação
· Direito
· Saúde
· Política
Exemplos Práticos da Psicologia Social
· Os achados da Psicologia Social, nas áreas de cooperação e competição e de atribuição de causalidade, podem ser aplicados a situações concretas da atividade escolar. Afinal de contas, o ambiente escolar é rico em interações sociais. Professores interagem com os alunos, estes interagem entre si e toda a equipe de diretores, coordenadores, orientadores, psicólogos e professores além de outros funcionários precisam estar interagindo entre eles, continuamente.
· Outro importante exemplo de relacionamento interpessoal é encontrado na relação médico – paciente, onde é obvio que a Psicologia Social tem muito para contribuir. Mas é importante destacar que a Psicologia Social não dita ao clínico como fazer uso dos conhecimentos psicossociais, em sua atividade, no consultório. 
· Acreditamos que um clínico possuindo o conhecimento, derivado das pesquisas da Psicologia Social, encontrará importantes considerações para sua atividade, em cada caso concreto, que faça parte da sua atividade profissional.
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Aula 2 – Percepção Social e Comportamento Social
Comportamentos
· A ampla pesquisa na área de comportamento interpessoal nos leva a entender, através da Psicologia Social, os diversos comportamentos manifestos nas dinâmicas dos processos interativos dos sujeitos sociais. 
· Neste campo, encontramos vários tópicos de destaque, como, por exemplo, a definição e o estudo da proxêmica, da comunicação não verbal, da personalidade e da interação social, como veremos nas próximas telas.
· Você já parou para pensar por quê quando chegamos a um local nunca antes visitado, aproximamo-nos sempre primeiro das pessoas que julgamos ser mais parecidas fisicamente e/ou psicologicamente com a gente?
Poxêmica
· Em relação ao estudo da proxêmica observamos pesquisas sobre as distâncias físicas que mantemos com outras pessoas e grupos em relação a diversos fatores como sexo, status, papel social, entre outros. Em outras palavras, o quão próximos nos colocamos dos outros, em função de diversos elementos determinantes do grupo social.
· Muitas vezes, mantemos uma proximidade maior daquelas pessoas que representam papeis sociais semelhantes ao nosso, ou das pessoas que realizam atividades sociais complementares à nossa. Como, por exemplo, quando vamos almoçar com colegas que exercem o mesmo cargo que nós. Assim, dentro da sala de aula, é normal nos sentirmos mais próximos de nossos colegas do que do nosso professor, pois ainda que ele se posicione de maneira acessível à turma, o papel por ele desempenhado no momento, não permite uma proximidade total com o grupo de alunos. Mas, talvez, em outro ambiente, como, por exemplo, em uma confraternização, os alunos possam se sentir mais próximos de seus professores. Em relação a isto, Helmuth Krüger (1986, p. 55) aponta. “Presume-se que as pessoas tendem a preservar distâncias médias estabelecidas pelo grupo social do qual façam parte, nas diversas situações interativas de que venham a participar. Desse modo, é de supor que haja a tendência à manutenção de espaços considerados (social e culturalmente) convenientes entre leitores de bibliotecas, doentes hospitalizados, passageiros de elevadores e professores e alunos em salas de aula”.
Conceitos e Fatores do Comportamento Social
· Na verdade, como o domínio da pesquisa da Psicologia Social sobre a interação social carece de teorias gerais, é necessário recorrer a conceitos e definições de fatores centrais que participam no comportamento social interpessoal. Na continuação, destacamos alguns desses conceitos e fatores básicos.
Percepção da Pessoa
· Em termos gerais, o ato de perceber implica a possibilidade de tornar conscientes informações dos estímulos ambientais decodificadas pelos nossos órgãos sensoriais. Por outro lado, este processo perceptivo não pode ser considerado como linear ou passivo.
· A percepção implica a construção destas informações de forma que as mesmas passem a ser significativas para o sujeito que as percebe. Krüger (1986) identifica esta condição da