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Psicologia Social I - Aulas EAD

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contrário à facilitação social, em que o esforço do sujeito quando avaliado na presença dos outros sofre uma excitação emocional. No caso da vadiagem a excitação provocada pela avaliação dos outros é trocada por certo relaxamento. Mas será que o desempenho melhora ou piora? Novamente, a resposta a esta questão depende do nível de complexidade das tarefas realizada.
· No caso de tarefas simples, como foi estudado por Ringelmann (1913), o esforço coletivo da equipe é apenas a metade da soma dos esforços individuais. Podemos pensar que os membros da equipe se sentem menos motivados quando desempenham tarefas aditivas onde a realização do grupo depende da soma dos esforços individuais. 
· O sujeito sente que o seu esforço não se diferencia dos outros. Este fenômeno de preguiça social pode ser visto como se os sujeitos pegassem carona no esforço do grupo. Por outro lado, quando a tarefa realizada implica um nível maior de complexidade, como os participantes do grupo não se sentem diretamente avaliados, podem inclusive melhorar o seu desempenho. Em outras palavras, os fenômenos de vadiagem social e facilitação social se diferenciam em relação à força psicológica da apreensão frente à avaliação. Como no fenômeno de vadiagem o medo da avaliação diminui pelo fato da pessoa se sentir diluída no grupo, ela pode até melhorar o desempenho em tarefas mais complexas que, em outras condições, poderia se sentir mais nervosa.
· Formas de Diminuição
· 
· Existem várias formas de diminuir a vadiagem social, tais como:
· Aumentando a identificação e a avaliação de cada contribuição
· Aumentando o envolvimento e a responsabilidade de cada um
· Aumentando o nível de motivação e o atrativo das tarefas realizadas
Liderança
· Uma das teorias para explicar liderança é a teoria do indivíduo superior. Segundo este princípio, existem certos traços de personalidade decisivos e que nos permitem identificar quem é líder de quem não é, qualquer que seja a natureza da situação a ser enfrentada. No entanto, um dos mais importantes conceitos da Psicologia Social é que para compreender o comportamento social não basta levar somente em conta os traços de personalidade, pois temos sempre que considerar também a situação. Desta forma, várias teorias de liderança centram-se nas características do líder, de seus seguidores e da situação. Uma delas é a teoria da contingência da liderança de Fiedler (1967 e 1978). Ele afirma que a efetividade de todo líder depende do quão orientado ele é para a tarefa ou para o relacionamento e como ele controla sua influência sobre o grupo. Para este autor existem dois tipos de líderes:
· 
· O líder orientado para sua tarefa: que se preocupa mais em conseguir com o trabalho a ser feito do que com os sentimentos das pessoas envolvidas e
· O líder orientado para o relacionamento: que se preocupa mais com os sentimentos e a forma como as pessoas envolvidas se relacionam.
· 
· Mas na verdade, um dos problemas desta teoria é que nenhum dos dois tipos de líder é invariavelmente mais efetivo que o outro, já que tudo depende da natureza da situação.
Conflito Cooperação
· Conflito e cooperação são fenômenos que também formam parte dos grupos sociais. 
· O conflito ocorre frequentemente quando há tensão entre dois ou mais indivíduos como é no caso do dilema social, onde a ação que seria mais benéfica para um indivíduo, se escolhida pela maioria, produziria efeitos prejudiciais para o grupo como um todo. 
· Um dos dilemas sociais mais comuns é o dilema do prisioneiro. Este é um clássico porque coloca o desejo de uma pessoa em cuidar de seus próprios interesses contra o seu desejo de também cuidar dos interesses de seu parceiro. Para chegar a uma solução desejável a ambas as partes, as pessoas devem confiar umas nas outras. Uma boa estratégia para lidar como este conflito dentro do grupo é permitindo ao indivíduo responder de maneira cooperativa ou competitiva a partir da resposta da outra pessoa. Esta estratégia é conhecida como "pagar na mesma moeda" e o sujeito tem a oportunidade de reagir da maneira como agiu o adversário na jogada anterior e assim poder comunicar a sua disposição de cooperar e ou a recusa de ser explorado.
· Outro tipo de dilema social é o dilema do bem público. Neste caso, os indivíduos têm de contribuir para um fundo comum a fim de manter o bem público. Um exemplo deste dilema são os bancos de sangue. Para que eles possam continuar funcionando, todos devem contribuir com ele. 
· A melhor maneira de poder solucionar estes dilemas é através de negociação, procurando uma solução integrativa, na qual cada parte concede o máximo em assuntos que são sem importância para ela, mas muito importantes para a(s) outra(s) parte(s).
Coesão Grupal e Normas
· Coesão Grupal
· Coesão grupal pode ser definida como a quantidade de pressão exercida sobre os membros de um grupo a fim de que nele permaneçam. Na verdade, os grupos tendem a produzir pressões para a conformidade entre os membros. 
· Podemos entender que as pressões em geral se dirigem mais especificamente para os dissidentes com o objetivo de persuadi-los. Caso não tenha sucesso a tendência do grupo será marginalizar os membros não conformistas.
· Normas
· No caso das normas, elas fazem parte de todo grupo social. Sem elas o grupo não sobreviveria. Desta forma, as normas são aprendidas e constituem um dos mecanismos mais importantes de controle social. Assim, os membros de um grupo usam as mesmas para julgar e avaliar as percepções, sentimentos e ações de seus seguidores. Na verdade, o estabelecimento de normas grupais representa um excelente substituto para o uso de poder. Este último, muitas das vezes, provoca tensão e desgaste aos membros do grupo. Em outras palavras, em vez do líder precisar usar constantemente sua capacidade de influenciar seus orientados, a presença de normas facilita seu trabalho e dispensa o exercício constante de demonstração de poder.
Aula 5 – Atitudes, Valores e Crenças
Introdução
· Um dos tópicos mais estudados pelos psicólogos desde sempre é o tema relativo a atitudes. Os diversos pesquisadores procuram como formamos posições a favor ou contra em relação aos objetivos sociais que nos rodeiam. Cada um de nós tem, querendo ou não, posições ora mais fracas, ora mais fortes, por diversos temas como políticas, religião, futebol, entre outros. Muitas vezes, encabeçamos discussões fervoradas como algum conhecimeno por temas como aborto ou assuntos mais banais como marca de bebida etc. Em outras palavras, organizamos nosso mundo adotando posturas críticas relativamente estáveis tanto pró como contra diversos objetivos sociais de nosso entorno. Estas posturas constituem as nossas atitudes e elas, de alguma forma, nos permitem entender a maneira como reagimos e nos comportamos em diferentes situações.
Conceito
· Entre os psicólogos sociais de orientação cognitivista encontramos a definição de atitude a partir da ideia de que ela constitui uma disposição afetiva favorável (quando positiva) ou desfavorável (quando negativa) a um objeto social. Por outro lado, objeto social refere-se a qualquer pessoa, grupo, objeto, entidade abstrata ou animal que pode despertar algum tipo de afeição ou interesse social nas pessoas.
· As atitudes sociais têm uma configuração tridimensional composta pelos elementos cognitivos, afetivos e comportamentais.
· Quantas vezes, na segunda-feira, logo depois do jogo do final de semana, presenciamos a forte discussão de dois colegas de trabalho sobre a arbitragem no jogo ou o desempenho dos jogadores, ou um duvidoso pênalti? Na verdade, determinados objetos sociais, como é o futebol, podem despertar fortes sentimentos fazendo com que pessoas com atitudes opostas vejam a realidade de formas distintas. Podemos assim predizer o comportamento das pessoas através das suas atitudes frente a certos temas? Avance e encontre a resposta.
Comportamentos e Atitudes
· Um estudo do professor americano LaPière, em 1935, apontou para uma significativa contradição entre o comportamento das pessoas e as atitudes por elas