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FARMACOLOGIA DO SNA - ADRENÉRGICO E COLINÉRGICO

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Victoria Chagas 
FARMACOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 
 Divide em simpático, parassimpático e entérico 
 Neurônios aferentes recebem sinais que serão integrados pelo sistema nervoso central. Já 
os neurônios eferentes levam a resposta gerada pelo SNC aos órgãos alvos 
 
 Neurônios eferentes 
- Motora somática → musculo esquelético, a acetilcolina é liberada diretamente no músculo 
em receptores nicotínicos. 
- Autônoma → musculo liso, estriado cardíaco, glândulas endócrinas e exócrinas → dividido 
em simpático e parassimpático 
 
 Neurônios do SNS e SNP 
- Pré-ganglionares → origem no SNC e terminam em um gânglio autonômico (fora do SNC). 
- Pós-ganglionares → corpo celular encontra-se no gânglio autonômico, recebe a sinapse 
do neurônio pré-ganglionar, e seu axônio transmite a mensagem para o tecido alvo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Victoria Chagas 
FARMACOLOGIA ADRENÉRGICA 
 
SÍNTESE DAS CATECOLAMINAS (NORADRENALINA E ADRENALINA) 
 Nos neurônios: 
Tirosina → DOPA → dopamina → noradrenalina 
 
 Nas células cromafins da medula da adrenal: a 
noradrenalina sai das vesículas e é metilada no 
citoplasma, a fim de formar a adrenalina. 
 
 Captura e degradação: 
1. Recaptação pelos neurônios NA e pelos neurônios 
pós-sinápticos (transporte por proteínas carreadoras 
de NET) 
2. Difusão e captação extraneuronal – TEN, TOC1 e 
TOC 2. 
3. Catecolaminas (ex: Nad e Ad) são degradadas 
principalmente por 2 enzimas→MAO (dentro do 
neurônio) e COMT (dentro de outras células) 
 
 Autorreceptor → feedback negativo (regulador) 
 
 A noradrenalina é um neurotransmissor → a 
comunicação é neural 
 A adrenalina é um hormônio → a comunicação 
se dá via corrente sanguínea. 
 
RECEPTORES ADRENÉRGICOS 
 Os receptores 
adrenérgicos podem 
ser de dois tipos: α e β. 
 São metabotrópicos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ADRENAIS 
Autorregulação 
Victoria Chagas 
FÁMARCOS SIMPATOMIMÉTICOS 
 Mimetiza o simpático 
 
▪ Ação direta: atuam diretamente nos receptores α ou β. NE e EPI mostram relativamente 
pouca seletividade de receptor → mesma coisa que agonista adrenérgico 
▪ Ação indireta: promovem liberação de NE dos terminais pré-sinápticos ou inibem sua 
captação (ou seja, potencializam os efeitos da NE endógena, mas não atuam diretamente 
nos receptores pós-sinápticos) → aumenta a oferta do neurotransmissor 
▪ Ação mista: induzem liberação de NE dos terminais pré-sinápticos, ativando também os 
receptores adrenérgicos na membrana pós-sináptica. 
 
o Agonistas α1 seletivos 
- Fenilefrina e oximetazolina (descongestionantes nasais/tópico) → vasoconstrição 
- Efeitos adversos: causar hipertensão (principalmente em criança) 
 
o Agonistas α2 seletivos 
- Clonidina → tratamento da hipertensão arterial sistêmica; diminui PA (atuação periférica) 
 
o Agonistas β1seletivos 
- Dobutamina → O aumento da contratilidade cardíaca pode ser útil clinicamente, mas todos 
os agonistas β1 adrenérgicos podem causar arritmias cardíacas 
 
o Agonistas β2 seletivos 
- Salbutamol, Terbutalina (broncodilatadores) 
- Usados principalmente na asma, DPOC por sua ação broncodilatadora 
 
o Agonistas β3 seletivos 
- Podem ser desenvolvidos para o controle da obesidade → estimula a lipólise 
 
o Ação indireta → anfetamina e cocaína (↑ a liberação da NE ou inibe recaptação) 
 
o Ação mista → Efedrina e Pseudoefedrina (tratamento da congestão nasal; produzem 
vários efeitos adrenérgicos que são similares aos da epinefrina, embora menos potentes) 
 
FÁRMACOS SIMPATOLÍTICOS 
 Ação contrária ao simpático 
 Ligam-se reversível ou irreversivelmente ao receptor, evitando sua ativação 
 
o Antagonistas α1 seletivos 
- Prazosina, Doxazosina (usados no tratamento da hipertensão, diminui PA) 
- Efeito adverso: hipotensão ortostática 
 
o Antagonistas β-adrenérgicos (anti-hipertensivos) 
- Não seletivos: Propranolol, Alprenolol 
- Seletivos para β1: Atenolol, Nebivolol 
- Efeitos adversos importantes: broncoconstrição nos não seletivos e bradicardia 
 
o Não seletivos 
- Labetalol, Carvedilol → bloqueiam tanto receptores α como β → usados para pacientes com 
dificuldade para abaixar a PA → eficaz na redução de PA pois inibe a1 tb 
 
 
 
Victoria Chagas 
FARMACOLOGIA COLINÉRGICA 
 
SÍNTESE DA ACETILCOLINA 
 A acetilcolina é sintetizada nas terminações 
nervosas e nas varicosidades da fibra nervosa 
colinérgica a partir da colina e da acetil-CoA, 
pela enzima colina acetiltransferase 
 Após ser sintetizada no citoplasma, a ACh é 
transportada até o interior das vesículas 
sinápticas para armazenamento → VACHT 
 Há 2 estoques de ACh em vesículas. O primeiro 
é chamado de compartimento de depósito, e 
é liberado rapidamente após a despolarização. 
 Já o segundo é o compartimento de reserva, 
que repõe o compartimento de depósito 
depois que ele é liberado. 
 Ocorre por exocitose, desencadeada pela 
despolarização dos terminais, e consequente 
entrada de Ca2+ pelos canais de Ca2+, 
promovendo a fusão da membrana vesicular 
com a membrana plasmática, permitindo esse processo. 
 Após ser liberada na fenda sináptica, a ACh pode se ligar a 2 tipos de receptores: os 
muscarínicos e os nicotínicos 
 A degradação da acetilcolina é feita pela enzima acetilcolinesterase (Ache) na fenda 
sináptica, essa enzima é encontrada na membrana pós-sináptica. 
 A colina resultante dessa hidrólise é captada pelo neurônio (recicla) 
 
RECEPTORES 
o Receptores nicotínicos 
- São canais iônicos regulados por ligante(ionotrópicos) 
- Aumentam a permeabilidade de cátions – influxo de Na+ e Ca+ 
- Medeia a transmissão sináptica 
excitatória rápida na junção 
neuromuscular, nos gânglios autônomos, 
medula suprarrenal, e em vários locais 
do SNC. 
- Os receptores nicotínicos musculares e 
neuronais diferem quanto à estrutura 
molecular e à farmacologia 
 
 
o Receptores muscarínicos 
- São receptores acoplados à proteína G 
(metabotrópicos) 
- As respostas aos agonistas muscarínicos são mais lentas e podem ser excitatórias ou 
inibitórias e não necessariamente ligadas a alterações da permeabilidade aos íons 
- São encontrados em células estimuladas pelos neurônios colinérgicos pós-ganglionares. 
- Há 5 subunidades: M1, M2, M3, M4 e M5 (todos os ímpares são excitatórios) 
 
 
 
 
M1 SNC Excitatório 
M2 Coração (parassimpático) Inibitório 
M3 Glândulas, bexiga, 
musculatura lisa 
Excitatório 
M4 SNC Inibitório 
M5 SNC Excitatório 
Nm Placa motora 
Nn Neurônios 
Victoria Chagas 
PARASSIMPATICOMIMÉTICOS 
o Diretos (agonistas colinérgicos) 
- Ex: Carbacol, Betanecol, Pilocarpina. 
- Estimulam diretamente os receptores muscarínicos (agonistas colinérgicos), são degradados 
por colinesterases presentes por todo o organismo. 
- Tem utilidade terapêutica limitada devido à falta de seletividade e rápida degradação. 
- Pilocarpina → miótico, no controle da pressão intraocular elevada (glaucoma) 
 
o Indiretos (anticolinesterásicos) 
- Atuam na inibição da enzima acetilcolinesterase, impedindo a degradação da Ach 
- Os anticolinesterásicos também são utilizados no tratamento das intoxicações por fármacos 
antagonistas colinérgicos (como a Atropina) 
 
▪ Reversíveis 
- Inibição reversível da enzima acetilcolinesterase (minutos ou horas) 
- Ambenônio, Donepezil, Edrofônio, Neostigmina, Fisostigmina 
- Fisostigmina, Piridostigmina, Tacrina → Usados para diminuir os sintomas do Alzheimer 
 
▪ Irreversíveis 
- Efeitos de longa duração, utilizados basicamente como inseticidas tóxicos 
- Apenas um possui utilidade terapêutica: Ecotiofato (glaucoma – vantagem do uso apenas 
uma vez na semana) 
- Como são de ação irreversível (dias ou semanas) podem causar síndrome colinérgica 
(acetilcolina atuando em excesso), caracterizada por: pupila puntiforme, paciente com fezes 
e urina, salivação excessiva,