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2 Disturbios hipertensivos na gestação

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cálcio 
o Fita 
o Triagem em qualquer maternidade 
o Vê a proteinúria 
o O protein fica com coloração diferente, fica 
esverdeado a partir de 1+ 
 
o Na ausência de proteinúria, observa: 
plaquetopenia, dobro de enzimas hepáticas 
(TGO, TGP), ureia e creatinina elevada, edema 
agudo de pulmão ou alteração em exames 
laboratoriais junto com níveis pressóricos 
elevados na metade da gestação 
o Pré-eclâmpsia leve: 
▪ Aumento súbito e exagerado do peso 
costuma ser o primeiro sinal do 
desenvolvimento da pré-eclâmpsia. O 
ganho ponderal que excede 1kg em uma 
semana ou 3 kg em um mês 
▪ Retenção hídrica e precede o 
desenvolvimento do edema. Geralmente a 
hipertensão arterial é o próximo sinal 
identificado, sendo a proteinúria o sinal 
mais tardio 
▪ Sem proteinúria porque não tem lesão 
renal grande suficiente para proteína ser 
encontrada na urina 
▪ Precede o edema: costuma ser em face e 
nos dedos das mãos 
o Pré-eclâmpsia grave 
▪ PA ≥ 160x110, proteinúria ≥ 2g/24h, 
oliguria, EAP, sindrome Hellp, dor 
epigástrica e sintomas visuais 
▪ Presença de qualquer sinal da tabela: 
 
▪ Pode se instalar mesmo na ausência de 
niveis tensionais muito elevados 
o Iminência de eclampsia 
▪ Distúrbios cerebrais, como cefaleia 
(frontoccipital e pouco responsiva a 
analgésicos), torpor e obnubilação; 
▪ Distúrbios visuais como turvação da visão, 
escotomas, diplopia e amaurose 
▪ Dor epigástrica (dor em barra de 
Chaussier) ou no quadrante superior 
direito, causada por isquemia hepática ou 
distensão da cápsula do órgão devido a 
edema ou hemorragia 
▪ Reflexos tendinosos profundos exaltados 
o Sindrome HELLP 
▪ Hemolisys (bilirrubina total > 1,2mg%), 
Elevated Liver enzimes (TGO ≥ 60-70 ui/l) e 
Low Platelets (≤100.000/mm³), do inglês 
Hemólise, Aumento de Transaminases e 
Trombocitopenia 
▪ Geralmente em brancas, multíparas e 
gravidas com mais 35 anos 
▪ 15 a 20% das pacientes não apresentam 
antecedentes de hipertensão ou 
proteinúria 
▪ A hemólise é definida pela presença de 
anemia hemolítica microangiopática, 
sendo a alteração mais importante da 
tríade 
▪ O diagnóstico pode ser fornecido por um 
esfregaço anormal de sangue periférico, 
que identifica esquizócitos (ou helmet 
cells), equinócitos e burn cells 
▪ Outros dados laboratoriais incluem 
aumento da bilirrubina indireta, 
haptoglobina diminuída (< 25 mg/dl), LDH 
aumentado e diminuição da hemoglobina 
▪ Outros sintomas: dor no quadrante 
superior direito ou epigástrica (80% dos 
casos); Aumento excessivo do peso e piora 
do edema (50 a 60%); Hipertensão (85%); 
Proteinúria (87%); Náusea e vômito (50%); 
Cefaleia (40%); Alterações visuais (15%); e 
Icterícia (5%) 
▪ Critérios: Esfregaço periférico com 
esquizócitos; LDH > 600 U/L ou BT = 1,2 
mg/dl; TGO = 70 U/L; Plaquetas < 
100.000/mm3 
o Fundo de olho 
o Dooplerfluxometria 
o Teste de hipotensão supina ou Roll-Over Test 
(Teste de Gant): IG entre 28 e 32s. O exame é 
positivo quando a PAD eleva no mínimo 
20mmHg ao mudar o paciente de decúbito 
lateral para dorsal 
o Teste de angiotensina II 
o Dosagem urinaria do fator de crescimento 
placentário 
o Aferição sanguínea e urinaria de proteínas 
angiogenicas: sFlt-1/sEng estão elevados e 
VEGF/PIGF estão reduzidos 
 
ECLÂMPSIA 
 
o Ocorrência de crises convulsivas, seguidas ou 
não de coma, em uma paciente com pré-
eclâmpsia, descartando-se outras causas. São 
geralmente do tipo tonicoclônicas 
generalizadas e podem aparecer antes, 
durante ou após o parto, sendo mais raras 
após 48h de puerpério, embora possam 
ocorrer até o 10º dia 
o Algumas pacientes evoluem para o coma sem 
apresentar antes convulsão (“eclâmpsia 
branca” ou “eclampsia sine eclampsia”) 
o Pode ter como causas o vasoespasmo cerebral 
com isquemia local, encefalopatia 
hipertensiva, edema vaso gênico e dano 
endotelial 
o As convulsões são autolimitadas, durando de 
dois a três minutos, e são precedidas de sinais 
como cefaleia, alterações visuais, epigastralgia 
e dor no quadrante superior direito do 
abdome 
o Em exames de ressonância nuclear magnética 
o achado mais comum é o de edema cerebral; 
na necropsia, hemorragia intracraniana e 
petéquias podem ser observadas 
o Não complicada – quadro convulsivo não 
acompanhado de outras intercorrências 
o Complicada – associada a coagulopatia, 
insuficiência respiratória e cardíaca, icterícia, 
temperatura corporal = 38oC, insuficiência 
renal aguda ou pressão diastólica > 115 mmHg; 
o Descompensada – choque, coma, hemorragia 
cerebral ou necessidade de assistência 
ventilatória 
 
HIPERTENSÃO 
GESTACIONAL/TRANSITÓ
RIA 
 
o Hipertensão (em geral leve) que se desenvolve 
na parte final da gestação, sem a presença de 
proteinúria (ou de outros sinais de pré-
eclâmpsia) 
o A pressão retorna aos níveis normais dentro 
das primeiras 12 semanas de puerpério e 
recorre em 80% dos casos nas gestações 
subsequentes 
o O diagnóstico é basicamente retrospectivo 
 
HIPERTENSÃO AGRAVADA 
PELA GRAVIDEZ (PRÉ-
ECLÂMPSIA SOBREPOSTA) 
 
o A hipertensão essencial crônica preexistente 
se agrava em algumas gestantes, 
caracteristicamente após 24 semanas 
o Durante o exame clínico, uma pressão arterial 
maior ou igual a 180 x 110 mmHg fala mais a 
favor de hipertensão crônica. A fundoscopia 
revela, nos casos de hipertensão de longa 
duração, alterações características, como 
estreitamento de arteríolas, cruzamentos 
arteriovenosos, exsudatos etc. Outras 
evidências sugerem o diagnóstico de pré-
eclâmpsia sobreposta, como o aparecimento 
recente de proteinúria (a nefroesclerose 
hipertensiva não costuma cursar com 
proteinúria ou proteinúria acima de 1 g/24h), 
trombocitopenia e elevação das enzimas 
hepáticas 
 
 
DOENÇA VASCULAR 
HIPERTENSIVA CRÔNICA 
 
o A hipertensão crônica na gravidez é definida 
como um estado hipertensivo (PA ≥ 140 x 90 
mmHg) presente antes do início da gestação 
ou diagnosticado antes de 20 semanas. Esta 
condição não está associada a edema e 
proteinúria (salvo se já houver dano renal 
antes da gravidez) e persiste decorridas 12 
semanas de pós-parto 
o Pacientes que apresentem uma PAD maior que 
100 mmHg ou que estavam fazendo uso de 
medicação anti-hipertensiva antes da gravidez 
com bom controle pressórico devam ser 
medicadas durante a gestação. As drogas mais 
usadas são a alfametildopa, a hidralazina, os 
betabloqueadores e os bloqueadores dos 
canais de cálcio. Os diuréticos devem ser 
evitados, e os inibidores da ECA são 
contraindicados 
o PA maior igual a 140x90 mmHg antes da 
gestação ou antes das 20 semanas 
o Sem edema e sem proteinúria 
o Persiste por 12 semanas pós parto 
o Pressão cai no decorrer da gestação, podendo 
ficar normal 
o Geralmente não complica porque não tem 
alteração placentária 
o Não evolui para eclampsia ou pré-eclampsia 
o Não pode usar captopril, losartana, enalapril, 
não pode 
o Troca a medicação pelo Metildopa 
 
SEGUIMENTO E TTO 
 
o Conduta conservadora até 37s 
o Avaliação periódica clinicolaboratorial da 
gestante e da vitalidade fetal 
o AFU e USG com 20, 26, 32 e 36 semanas 
o Dopplervelocimetria obstétrico: melhor 
exame para avaliar o bem estar fetal 
▪ AA. umbilicais de 20 semanas primeira 
onda normal? Pode apresentar incisura 
protodiastólica das artérias uterinas a 
partir de 20 sem é sugestivo de pré-
eclâmpsia 
▪ AA. umbilicais e uterinas com 26 sem 
segunda onda normal? 
▪ AA. umbilicais com 32 sem lesão 
placentária? 
▪ Avaliação da cerebral média e ducto 
venoso 
▪ Perfil biofísico fetal semanal 
 
o Exames laboratoriais semanais: hemograma 
(hemoconcetração – número de 
hemoglobinas aumentadas –, 
plaquetopenia), função hepática (TGO e TGP), 
função renal (ureia e creatinina), ácido úrico, 
proteinúria de 24 horas, proteínas totais e 
frações, desidrogenase lática 
o Atingido o termo, recomenda-se interrupção 
da gravidez por via vaginal