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Artigo Coordenação PEDAGÓGICA 2

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partindo da necessidade individual de cada aluno, desenvolvendo um ambiente específico para que estes superem seus desafios individuais e coletivos. 
Para Oliveira, Dourado e Moraes (s/d, p. 4 apud VIANA 2017, p.24), a gestão democrática é entendida como a participação efetiva dos vários segmentos da comunidade escolar [...] na organização, na construção e na avaliação dos projetos pedagógicos, na administração dos recursos da escola, enfim, nos processos decisórios da escola.
A gestão democrática como princípio da educação nacional, presença obrigatória em instituições escolares públicas é a forma dialogal, participativa com que a comunidade educacional se capacita para levar a termo, um projeto pedagógico de qualidade e da qual nasçam “cidadãos ativos” participantes da sociedade como profissionais compromissados. (CURY, 2006, p.11 apud VIANA, 2017, p. 23)
Diante desse princípio que norteia a gestão democrática de transparência, qualquer decisão e ação tomada ou implantada na escola pública devem ser do conhecimento de toda a administração, as decisões e as ações devem ser elaboradas e executadas de forma não hierárquicas (descentralização) e a participação onde todos no cotidiano escolar devem participar da gestão. (FERREIRA, 2016, P.05)
Segundo Gonçalves (2015, p. 109), é preciso que a escola reflita o seu papel em busca de formar cidadãos críticos, participativos e atuantes na sociedade em que vivem e serem capazes de enfrentar o mercado de trabalho como realização profissional através de atitudes solidárias e respeito ao próximo. Pensando em um modelo de escola democrática, gestores e docentes devem proporcionar um espaço de intercâmbio de saberes e delegação de poder em prol da aprendizagem significativa do aluno.
2.2 - O PAPEL E A IMPORTÂNCIA DO COORDENADOR PEDAGÓGICO
Sabe-se que um dos papéis de um coordenador Pedagógico é ser o elo ser o elo entre os professores e gestor e a escola e família, manter comunicação constante entre respeitar valores procurando colaborar com o desenvolvimento e a formação do educando, fixando sempre o rendimento escolar do aluno, fazendo com que as ações desenvolvidas pela escola e as tomadas de decisão sejam coletivas.
Segundo o autor Alves (1991 apud SANTOS 2015, p.10), o papel desse profissional é fundamental para o bom desenvolvimento da aprendizagem escolar, dentro de uma comunidade escolar o coordenador pedagógico é a pessoa que articula, pesquisa, interage, estuda, busca meios e metodologias para auxiliar docentes e discentes. 
O papel do coordenador deve, segundo ALVES (1991), ser definido como facilitador, na escola considerada espaço de construção de cultura e de relações humanas, bem como atitudes, conceitos de justiça, compromisso, democracia, e gestão democrática. ( SANTOS, 2015, p.10)
Para Orsolon (2006, p. 24 apud VIANA 2017, p. 26- 27), o coordenador deve: Criar oportunidades e estratégias para que o estudante participe, com opiniões, sugestões e avaliações, do processo de planejamento do trabalho docente é uma forma de tornar o processo de ensino e de aprendizagem mais significativo para ambos (constam dessas 27 oportunidades espaço nos planos de ensino para unidades decididas pelo grupo, disciplinas eletivas, cuja temática seja construída a partir de sugestões e necessidades dos alunos; espaços para ouvi-los, sistematicamente, a respeito do processo escolar que estão vivenciando, entre outras).
Entre as funções que envolvem o trabalho do coordenador, Orsolon (2006) salienta situações que podem contribuir para mudanças na escola. Verificar a competência docente, momento em que o coordenador é o intermediário entre o saber fazer, o saber ser e o saber agir do professor. Essa atividade mediadora se dá na direção da transformação quando o coordenador considera o saber, as experiências, os interesses e o modo de trabalhar do professor, disponibilizando recursos para modificar as condições da prática. ( VIANA, 2017, p.24).
Segundo Nascimento (2014), o trabalho do coordenador pedagógico tem sido objeto de muitos estudos e debates na busca da compreensão que defina a especificidade de sua atuação na unidade escolar, uma vez que a função desse profissional encontra-se carregada ainda por uma definição negativa, e, dessa forma, distancia-se das ações educativas em fazer aquilo que é de sua atribuição. No exercício de uma gestão democrática participativa encontra-se esse especialista, o coordenador pedagógico, agente articulador do diálogo e da transformação da comunidade escolar que está sempre predisposto a realizar um trabalho compartilhado com seus colaboradores na gestão da escola.
Na concepção de Viana (2017, p.27), O coordenador pedagógico é marcado, muitas vezes, como a pessoa designada para fiscalizar o professor, tapa buraco e quebra-galhos, garoto de recado do diretor. Na realidade, ele é o agente de transformação no cotidiano escolar responsável pela construção e reconstrução da ação pedagógica, com vistas à construção e articulação do projeto político pedagógico.
Tem como principal função mobilizar os diferentes saberes dos profissionais que atuam na escola para levarem os alunos ao aprendizado. É a visão que Freire (1982) defende ao descrever que o coordenador pedagógico é, primeiramente, um educador e como tal deve estar atento ao caráter pedagógico das relações de aprendizagem na escola. Ele leva os professores a mudarem suas práticas, resgatando a autonomia docente sem, desconsiderar a importância do trabalho coletivo. (VIANA, 2017, p. 27)
Entende-se que é função do coordenador pedagógico fiscalizar, tem a função de criar projetos de estudo, que viabilizam a melhor forma do professor ensinar e o aluno aprender. Ele é o profissional, que tem a responsabilidade de estreitar a relação, educador e o aluno, o bom desempenho desse educador, faz com que a escola tenha credibilidade na educação.
Percebe-se que o trabalho de um coordenador pedagógico é de suma importância para o desenvolvimento do ensino-aprendizagem no ambiente escolar, pois, a sua principal função é de acompanhar o professor na realização das atividades em sala de aula sugerindo melhorias a partir de diagnósticos realizados na turma. Além de buscar novos métodos e materiais para sugerir aos professores novas possibilidades de melhorar a prática em sala de aula.
2.3. A ATUAÇÃO DO COORDENADOR PEDAGÓGICO NA CONSTRUÇÃO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA E OS DESAFIOS POR ELES ENFRENTADOS NO CENTRO MUNICIPAL LÍVIA LORENE BUENO MAIA.
A presente pesquisa foi realizada no Centro Municipal de Educação Básica Lívia Lorene Bueno Maia, situada na Avenida JK nº. 08, Setor Arnaldo Prieto, na Cidade de Arraias – TO. Criada pela Lei Municipal de n°. 662 de 08 de dezembro de 2003, a escola no seu primeiro momento recebeu o nome de Escola Municipal Escadinha do Saber e, em 2007, foi renomeada com o título de homenagem a uma professora que foi uma das pioneiras no processo de formação da Instituição: a servidora Professora Lívia Lorene Bueno Maia.
O CMEB Lívia Lorene Bueno Maia atualmente conta com uma estrutura administrativa de Diretor (a), Coordenador (a) Pedagógico (a), Professores, Assistentes Administrativos, Auxiliares de Serviços Gerais, Vigias e Porteiros. 
Segundo a Coordenadora Pedagógica, a escola conta com um quadro de profissionais qualificados, todos graduados em Pedagogia, alguns com especializações, outros cursando. Portanto, a escola é bem vista pela comunidade local pelos trabalhos desenvolvidos. 
 E quanto à estrutura física, a escola possui 10 salas, 01 cozinha, 03 banheiros, 01 dispensa 01 secretaria, 01 diretoria, 01 sala de professores e uma 01 sala de recursos.
A escola dispõe-se dos seguintes equipamentos: televisão, mimeógrafo, computadores, impressoras, geladeiras, armários, arquivos, relógios de parede, ar condicionado, caixa acústica de som, globo terrestre, microfone, livros didáticos, livros literários, revistas pedagógicas, coleções pedagógicas variadas, coleções de alfabeto móvel, materiais dourado, ábacos, DVD e Data Show.
No que se refere ao atendimento diário

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