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A pandemia do COVID

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A pandemia do COVID-19 escancarou a dificuldade da rede de educação básica em definir estratégia digital para viabilizar a aprendizagem dos estudantes no período de quarentena e a falta de experiência das escolas públicas com o uso tecnologias educacionais. 
A incorporação de tecnologias não é trabalhada na formação inicial dos professores. Muitas faculdades de pedagogia não tratam desse tema e não preparam os profissionais para fazerem uma aplicação bem feita. Afinal, não é só usar a tecnologia, mas ter uma proposta e uma prática pedagógica mediada pelas tecnologias. E ainda há a falta de infraestrutura para que os professores possam realmente usar computadores e outras dispositivos para aulas online.
Outro ponto importante é que a escola brasileira não preparou o aluno para ser autônomo. São poucos os alunos que sabem a hora de estudar e como se concentrar. “Agora, esse desafio caiu no colo da família.”
Os professores também estão estressados. Alguns não tiveram oportunidades de trabalhar em rede e agora se vêm forçados a utilizar Whatsapp para manter os conteúdos de aula. Estão abandonados na hora em que mais precisam se reinventar.
Os alunos de baixa renda são os maiores prejudicados, pois nem todos os alunos têm igual acesso à internet e a recursos digitais. No pior dos cenários, se a escola não tiver estrutura (de criar uma aula online), precisa pelo menos mandar tarefas para o aluno fazer em casa, para não desaquecer o processo de aprendizagem.
 Especialistas em educação temem que estudantes de redes ou escolas menos estruturadas, particularmente em regiões carentes, acabem ficando para trás ou perdendo motivação em estudar e, futuramente, em retomar as aulas presenciais.
Um dos maiores desafios é a necessidade de adaptação a uma situação para a qual ninguém estava preparado. “Não é só uma questão de saber ou não usar a tecnologia ou de os alunos terem ou não computador em casa”. A situação fica difícil também porque ninguém estava preparado para promover aprendizado de uma maneira diferente
Outro ponto é achar que basta gravar a aula do professor e transmiti-la online para fazer os alunos aprenderem. O aluno provavelmente vai ouvir dez minutos e desligar. Tem que fazer algo diferente, e esse 'diferente' pode ser enriquecedor e eficaz se for bem feito. As escolas estão sendo convidadas a pensar em outros tipos de estratégia e projetos que motivem os estudantes a usar o celular para algo além da diversão e das redes sociais. “O ideal é não só depositar conteúdo e arquivos PDF para as crianças lerem, mas sim estimular pesquisas e pensar em temáticas criativas” para engajar os alunos.
Precisamos baixar as expectativas, porque recriar o ambiente de aprendizado da escola em casa vai ser mesmo muito difícil. "O importante é as crianças lembrarem-se deste período como um de uma convivência familiar, mais do que um de estresse."