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Gestão do Meio Ambiente - 3 Parte (Introdução a Ciência do Ambiente para Engenheiros)

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corretivas e preventivas 
• Registros das anormalidades 
• Auditorias do sistema de gestão 
 
 
MELHORIA 
CONTÍNUA 
Avaliação da Organização 
•Sistema de Gestão Ambiental 
•Auditoria Ambiental 
•Avaliação do Desempenho Ambiental 
Avaliação do Produto 
•Rotulagem Ambiental 
•Análise do Ciclo de Vida 
•Aspectos Ambientais de Normas de Produtos 
 
GESTÃO AMBIENTAL 
ISO 14.000 
3a Parte - Gestão do Meio Ambiente - 129 
 
 
18.3. AUDITORIA AMBIENTAL 
 
A auditoria ambiental é um instrumento de gestão que permite fazer uma avaliação sistemática, 
periódica, documentada e objetiva dos sistemas de gestão e do desempenho ambiental de empre-
sas, para fiscalizar e limitar o impacto de suas atividades sobre o meio ambiente. Ela pode ser 
voluntária, por decisão da empresa de conformidade com a sua Política Ambiental ou imposta 
por legislação local. Pode ainda ser interna, realizada pelo pessoal da própria empresa, de forma 
rotineira, como parte de sua Política Ambiental , ou externa, realizada por empresas especializa-
das, quando houver motivos legais que a justifiquem. 
 
O objetivo básico da auditoria ambiental é avaliar o grau de conformidade do estabelecimento 
com a legislação ambiental e com a Política Ambiental da empresa, incorporada ao seu SGA. Os 
três alvos fundamentais de investigação são: a situação do licenciamento, a competência para 
controle dos riscos ambientais e a confiabilidade do monitoramento realizado. 
 
 
18.4. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO AMBIENTAL 
 
Entende-se por desempenho ambiental o estágio alcançado por uma organização no trato das re-
lações entre todos os aspectos das suas atividades e seus riscos e efeitos ambientais significantes. 
A avaliação de desempenho ambiental - ADA - é um processo para medir, analisar, avaliar e 
descrever o desempenho ambiental de uma organização contra um determinado critério acorda-
do, visando ao gerenciamento apropriado. O processo é desenvolvido com base em indicadores 
de desempenho ambiental - IDA - em cada área de avaliação - sistema de gestão, sistema opera-
cional e meio ambiente. 
 
O processo pode ser utilizado pelo gerenciamento de uma organização com diversos propósitos, 
dentre os quais destacam-se: 
 
♦ medir, avaliar e analisar o desempenho ambiental; 
♦ aprimorar e corrigir o desempenho ambiental; 
♦ para melhorar a compreensão dos efeitos ambientais das atividades da organização; 
♦ contribuir para a constante identificação e priorização de políticas ambientais; 
♦ demonstrar conformidade; 
♦ comunicar para as partes interessadas internas e externas; 
♦ avaliar riscos ambientais. 
 
 
18.5. ROTULAGEM AMBIENTAL 
 
A rotulagem ambiental da série ISO 14.000 consiste em normas para disciplinar o uso de selos e 
mensagens relacionadas ao meio ambiente, contidas nos produtos ou nas respectivas embalagens. 
Os “selos verdes” em uso desde o final da década de setenta por alguns países, passaram a identi-
ficar produtos e, consequentemente, prestigiar empresas que segundo os seus outorgantes, não 
causariam danos ao meio ambiente. A regulamentação do seu uso através de normas internacio-
nais visa homogeneizar a linguagem e o seu uso no tempo da globalização. 
130 - Introdução às Ciências do Ambiente para Engenharia 
 
 
O “selo” é definido como uma afirmação que indica os atributos ambientais de um produto ou 
serviço, podendo ter a forma de proclamações, símbolos, gráficos, etc. O mesmo tem por objeti-
vo comunicar, de forma verificável, acurada e não enganosa, os aspectos ambientais de produtos 
e serviços, com vistas a encorajar a demanda daqueles que causam menor pressão sobre o meio 
ambiente. A seguir, exemplos de selos já em uso no mercado mundial. 
 
Blue Angel, implementado na Alemanha em 1977. Marca registrada no Ministério 
do Meio Ambiente alemão, administrada por três agências alemães. É o selo mais 
empregado em todo o mundo, certificando mais de 3.000 produtos, considerados 
ambientalmente sadios, em várias linhas. 
 
Environmental Choice, implementado no Canadá em 1988, pelo ECP - Envi-
ronmental Choice Programme, do Ministério do Meio Ambiente Canadense. Al-
guns produtos já certificados: detergentes, fraldas, baterias, material de constru-
ção, utilidades e aquecedores domésticos, lâmpadas, lenços de papel reciclado, 
embalagens comerciais, tinta à base de água, produtos de plástico reciclado, 
combustíveis. 
 
Eco Mark, implementado no Japão em 1989. É concedido pelo JEA - Associação 
Japonesa de Meio Ambiente. Alguns produtos já certificados: detergentes, produ-
tos de plástico, tintas, baterias, pesticidas, artigos eletrônicos, sprays aerosol, frutas 
processadas, comidas para crianças, aditivos alimentares, óleos lubrificantes. 
 
 
 
18.6. ANÁLISE DO CICLO DE VIDA 
 
O ciclo de vida compreende estágios interligados e consecutivos de um sistema de produtos ou 
serviços, desde a extração dos recursos naturais - ‘berço’- até a disposição final - ‘túmulo’(Figura 
18.3). Este grupo de normas da série ISO 14.000 estabelece padrões e procedimentos para avali-
ação “do berço-ao-túmulo” dos impactos de produtos ou serviços. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 18.3: Ciclo de vida do produto. 
 
 
 
 
 
1.Marketing 
2.Desenv. de Processos 
3.Matérias-Primas 
4.Proces. de Produção 
5.Embalagens 
6.Distribuição 
7.Consumo do Produ-
to 
8.Disposição Final 
3a Parte - Gestão do Meio Ambiente - 131 
 
 
18.7. ASPECTOS AMBIENTAIS DE NORMAS DE PRODUTOS 
 
Qualquer produto produz algum efeito sobre o meio ambiente durante seu ciclo de vida. Estes 
efeitos podem variar de leves a insignificantes; de curto ou longo prazo e podem ocorrer nos ní-
veis local, regional ou global. Precauções nas normas de produtos podem influenciar significati-
vamente a extensão de tais efeitos ambientais. Este grupo de normas apresenta: 
 
♦ considerações gerais que devem ser levadas em conta quando do desenvolvimento do produto, 
a fim de alcançar o desempenho pretendido com redução dos efeitos adversos sobre o meio 
ambiente; 
♦ descreve os meios pelos quais os dispositivos das normas e produtos podem afetar o meio 
ambiente, durante os estágios do ciclo de vida do produto; 
♦ oferece descrição de metodologias científicas para avaliação dos efeitos ambientais dos dispo-
sitivos das normas de produtos; e 
♦ evidencia estratégia para aprimorar o desempenho ambiental. 
 
 
A ISO 14.000 se aplica a qualquer tipo de empreendimento ou organização, por exemplo, um 
negócio, uma empresa, um órgão governamental, uma instituição de caridade ou sociedade, etc., 
dos mais diversos portes e nas mais diferentes condições sociais, culturais, e geográficas. Com a 
ISO 14.000, empresas localizadas em países diferentes, participam de um sistema único de certi-
ficação, o qual deixa de ser barreira para o comércio internacional. Tem caráter voluntário, mas é 
de se esperar que, com o aumento do grau de informação dos consumidores, muitas empresas 
optem pela norma ambiental, que sem dúvida será decisória na competitividade. 
 
 
18.8. ECOPRODUTOS E O CONSUMIDOR ‘VERDE’ 
 
A aplicação da ISO 14.000 reforça a presença de ecoprodutos no mercado. Os ecoprodutos ou 
produtos ‘verdes’ refletem um novo paradigma de consumo, contrário à mentalidade de uso e 
descarte de produtos, e, em particular, de produtos descartáveis. Segundo Simon (1992)5, eco-
produto é aquele que apresenta as seguintes características: 
 
♦ reduzido consumo de matérias-primas e elevado índice de conteúdo reciclável; 
♦ produção não poluidora e matérias não tóxicas; 
♦ não realiza testes desnecessários com animais e cobaias; 
♦ não produz impacto negativo ou danos a espécies em extinção ou ameaçadas de extinção; 
♦ tem baixo consumo de energia durante seu ciclo de vida; 
♦ a embalagem é mínima ou nula; 
♦ possibilita o reuso ou reabastecimento; 
♦ tem