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Gestão do Meio Ambiente - 3 Parte (Introdução a Ciência do Ambiente para Engenheiros)

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15.2.1. DIREITO DE PETIÇÃO 
 
O direito de petição é um instrumento importante para garantir o pleno acesso à informação. A-
través do mesmo, qualquer pessoa pode obter informações sobre a situação atual do ambiente, 
tais com: diagnósticos ambientais, estudos sobre problemas ambientais produzidos pelos órgãos 
de planejamento e controle ambiental, prognósticos ambientais, informações sobre condições das 
praias, potabilidade da água, índices de poluição do ar, índices de ruído, gastos orçamentários, 
multas aplicadas aos poluidores, multas não pagas, planos futuros, previsão de gastos, estudos de 
impacto ambiental, posição do órgão ambiental frente a determinadas situações de agressão am-
biental. 
 
 
108 - Introdução às Ciências do Ambiente para Engenharia 
 
 
15.2.2. DIREITO DE CERTIDÃO 
 
O direito de certidão é um instrumento que atesta a atuação dos órgão públicos na defesa do meio 
ambiente. A certidão serve para fundamentar a ação do cidadão no exercício do seu direito, como 
defensor do patrimônio ambiental, como prova para a ação civil pública ou para a ação popular. 
 
 
15.2.3. LICENÇAS AMBIENTAIS 
 
As licenças ambientais - prévia, instalação e operação -, são instrumentos de defesa do meio am-
biente, requeridos pelo órgão estadual competente integrante do SISNAMA, ou pelo IBAMA, em 
caráter supletivo. As mesmas devem ser solicitadas pelo empreendedor, nas fases de localização, 
instalação/ampliação e operação, de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos am-
bientais, considerados efetiva e potencialmente poluidores, bem como os capazes, sob qualquer 
forma, de causar degradação ambiental. 
 
As entidades e órgãos de financiamento e incentivos governamentais, condicionarão a aprovação 
de projetos habilitados a esses benefícios ao licenciamento, na forma da Lei, e ao cumprimento 
das normas, dos critérios e dos padrões expedidos pelo CONAMA. 
 
 
15.2.3.1. LICENÇA PRÉVIA - LP 
 
É expedida na fase inicial do planejamento da atividade e implica em compromisso, por parte do 
empresário, de manter o projeto final compatível com as condições do deferimento. Sua conces-
são está fundamentada em informações prestadas pelo interessado, específicas às condições bá-
sicas a serem atendidas durante a localização, instalação e funcionamento do equipamento ou 
atividade poluidora. 
 
 
15.2.3.2. LICENÇA INSTALAÇÃO - LI 
 
É expedida com base no projeto executivo final e autoriza o início da implantação do equipa-
mento ou atividade poluidora, subordinando-o a condição de construção, operação e outras ex-
pressamente especificadas. 
 
 
15.2.3.3. LICENÇA OPERAÇÃO - LO 
 
É expedida com base na vistoria, realizada pelo órgão licenciador, e autoriza a operação de equi-
pamentos ou atividades poluidoras, subordinando a sua continuidade ao cumprimento das con-
dições de concessão das LP e LI. Este tipo de licença deverá ser solicitado tanto para as ativida-
des existentes como para as novas. 
 
Os prazos de validade das licenças serão expressos nas mesmas e passarão a contar da data de 
sua emissão. Nos casos em que não estejam explicitamente determinados, serão adotados os se-
guintes prazos máximos: 2 (dois) anos para a LP e LI, e 4 (quatro) anos para a LO. 
 
3a Parte - Gestão do Meio Ambiente - 109 
 
 
Com exceção das atividades de interesse da segurança nacional, como a atividade nuclear, insta-
lação de polos petroquímicos, cloroquímicos, siderúrgicos, grandes rodovias e ferrovias federais, 
o licenciamento da atividade é de responsabilidade do órgão estadual. A localização de usinas 
nucleares só pode ser definida em lei e cabe à Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN 
baixar diretrizes para a segurança da atividade, transporte de materiais, tratamento e eliminação 
de rejeitos radioativos, construção e operação de usinas nucleares. 
 
Em nosso Estado, as licenças supra citadas, são concedidas pelo COPAM - Conselho de Proteção 
Ambiental através da SUDEMA - Superintendência de Administração do Meio Ambiente e dos 
Recursos Hídricos, após o cumprimento das exigências do SELAP - Sistema Estadual de Licen-
ciamento de Atividades Poluidoras. 
 
Estão sujeitos ao SELAP, todas as pessoas físicas ou jurídicas, inclusive as entidades da admi-
nistração indireta estadual e municipal, que estiverem instaladas ou vierem a se instalar no Esta-
do da Paraíba, e cujas atividades, sejam industriais, comerciais, agropecuárias, domésticas, pú-
blicas, recreativas ou quaisquer outras, possam ser causadoras de efetiva ou potencial poluição, a 
critério do COPAM e da SUDEMA. 
 
 
15.2.4. EIA/RIMA 
 
O Estudo de Impacto Ambiental - EIA é uma exigência da legislação ambiental para o licencia-
mento de atividades modificadoras ou potencialmente modificadoras do meio ambiente. O mes-
mo é realizado por equipe de especialistas e apresentado na forma de Relatório de Impacto sobre 
o Meio Ambiente - RIMA, para apreciação da comunidade, através do órgão licenciador. O 
EIA/RIMA é o primeiro instrumento, de defesa do meio ambiente, criado no Brasil para informar 
com antecedência ao Poder Público e à própria sociedade quais os custos e benefícios dos em-
preendimentos, e sobre quem eles vão recair. O EIA/RIMA é assunto dos próximos capítulos. 
 
 
15.2.5. AUDIÊNCIA PÚBLICA 
 
A audiência pública é uma reunião aberta, com representantes do Poder Público e da comunida-
de, para debater questões sobre o meio ambiente. É parte fundamental no processo de licencia-
mento ambiental, para a tomada de decisão. Geralmente, as audiências públicas têm sido moti-
vadas para apreciação do EIA/RIMA. Nestas, o órgão ambiental, junto com o empreendedor e 
mais a equipe responsável pelo EIA, apresentam ao público o RIMA, detalhando as modificações 
ambientais, seus custos, sobre quem recairão, e seus benefícios, e quem deles vai usufruir. 
 
 
15.3. LEGISLAÇÃO BÁSICA 
 
Dentre os diplomas normativos que versam sobre matérias diretamente pertinentes ao meio am-
biente, na Legislação Federal Brasileira cabe ressaltar a importância das resoluções. A lei delega 
ao Poder Executivo a tarefa de detalhar as suas disposições através de resoluções, que passam a 
ser, de fato, os parâmetros concretos para aplicação da lei. Conforme já citado anteriormente, al-
guns desses diplomas federais são recentes outros datam de décadas, o que pode ser constatado 
no Apêndice B. A nível estadual tem-se algumas leis e decretos estaduais que criam órgãos e 
110 - Introdução às Ciências do Ambiente para Engenharia 
 
conselhos de meio ambiente, aprovam seus estatutos e dão outras providências. A legislação po-
de ser vista por temas, como água, solo, ar, fauna, flora, mineração, agrotóxicos, atividade nucle-
ar, ruído, etc. 
 
♦ Água - A lei básica é o Código das Águas de 1934, complementada por resoluções 
CONAMA, como a no 020/86 que trata da classificação dos corpos d’água, e pela Lei No 
9.433/97 que trata da Política Nacional de Recursos Hídricos. 
♦ Ar - Assunto disciplinado basicamente através de resoluções do CONAMA, que estabelecem 
padrões de qualidade do ar, limites de emissão de poluentes e detalham programas para con-
trole da poluição do ar (PROCONVE - Resolução no 018/86, PRONAR - Resoluções nos 
005/89 e 003/90). 
♦ Solo - A lei básica é o Estatuto da Terra de 1964. Cabe diferençar o solo rural do solo urbano. 
Este, em cidades com mais de 20 mil habitantes, fica subordinado ao Plano Diretor do Muni-
cípio. Aquele, deve ser objeto de política agrícola que contemple medidas de defesa do solo. 
♦ Agrotóxicos e outro produtos perigosos - A legislação estabelece que a produção, transpor-
te, comercialização e uso dependem de registro prévio junto ao governo federal. Este registro 
está condicionado ao grau de perigo que o produto representa para o meio ambiente. O assun-
to é tratado em lei (Lei dos Agrotóxicos, de 1989) e resoluções do CONAMA nos 013/84 e 
005/85.

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