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Direito do Consumidor - Leis Especiais para Concursos - Leonardo Garcia (2019)

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de pessoas, ainda 
que indetermináveis , que haja intervindo nas relações de consumo. 
. . .. . ..... ... .......... .... ........ ........ ................ ...... . .. . ............ .... .. .... .. . ... ... . .. ..... .. .................. , ... .... .... ... . ...... .. . ; 
Os concursos mesclam a cobrança simples de letra de lei, interpre-
tação de letra de lei ( quando a questão exige que o candidato conheça 
o artigo e o aplique na prova - normalmente com um caso prático, exi-
gindo que o candidato interprete a questão por meio do conhecimento 
da lei) e jurisprudência do STJ. 
Por se tratar de lei federal, a jurisprudência do STF quase não é exi-
gida nos concursos. Mas, atenção: quando o STF decide em Repercussão 
Geral um caso envolvendo relação de consumo, é preciso ficar atento 
( ex: decisão envolvendo a prevalência da Convenção de Varsóvia sobre 
o CDC nos transportes aéreos internacionais). 
Na jurisprudência do STJ é preciso ficar atento, principalmente, às 
teses dos Recursos Repetitivos e às Súmulas. No concurso do CESPE/ 
CEBRASPE, além destes é necessária também atenção aos julgamentos 
"precedentes,, ( aqueles que não são repetitivos, mas que não possuem 
entendimento contrário no respectivo tribunal - no livro indico quais 
são estes julgados importantes que vocês devem saber). 
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Código de Defesa do Consumidor 
Lei nº 8.078 de 11.09.1990 
J' ~ ' 
TÍTULO I 
Dos Direitos do Consumidor 
Capítulo·! 
Disposições Gerais 
Art. 1 º· O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consu-
midor, de ordem pública e interesse social, nos termos dos arfs. 5°, inciso 
XXXII, 170, inciso V, da Constituição Federal e art. 48 de suas Disposições 
Transitórias. 
1. Saber principalmente que as normas do coe são de ordem pública e 
interesse social, prevalecendo sobre a vontade das partes . 
...,_ Aplicação pelo STJ 
"CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. NORMA DE ORDEM PÚBLICA. 
DERROGAÇÃO DA LIBERDADE CONTRATUAL. O caráter de~ 
pública atribuído ao Código de Defesa do Consumidor derroga.a liber-
dade contratual para ajustá-la aos parâmetros da lei ( ... )." (STJ, REsp 
292942/MG, Rei. Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira, DJ 07.05.2001) 
"As normas de proteção e defesa dó consumidor têm índole de "ordem 
pública e interesse social". São, portanto, indisponíveis e inafastáveis, 
pois resguardam valores básicos e fundamentais da ordem jurídica 
do Estado Social, daí a impossibilidade de o coos11midor delas abrir -mão ex qntee no atacado;" (STJ, REsp 586316 / MG, Rei. Min. Herman -Benjamin, DJe 19/03/2009) 
·- ~ . . ' ~ - . ' . P Aplicação em concurso_ 
• Juiz de Direito Substituto - PE/2013 - FCC. 
"As normas consumeristas são de natureza dispositiva e de interesse .!!J.d,i-
vidual dos consumidores." --Gabarito: A afirmativa está errada. 
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tHIA DIREITO DO CONSUMIDOR- Leonardo Garcia 
2. o juiz poderá, nas relações de consumo, aprecia r qualquer matéria de ~ 
ofício. Ex: poderá Lnvert~r o ônu? da prova de ofício (art. 6, VII I}; descon-
s~a personalidad~.Jurídica de ofj~io (art. 28); declarar a nulTdade de ~ 
cláusula· abusiva de ofício (art. 51). . 1 , 1 • ( ,, , ..__.- ---- - ~ S,--:;k..·/0 e.o.,") -7~t':/_ OOJ.-'J>-0/"o-'~, ,.._?tj-~~ 1 
h p Aplicação em concurso 
• DPE-AM - Defensor Público - FCC - 2018 
"1 
"Por se tratarem de normas cogentes de ordem pública e de inegável Íii 
interesse social, os contratos fi rmados sob o pálio do Código de Defesa do 
Consumidor ocasionam a possibilidade, pelo julgador, de ofício, em reco- 9 
nhecer a nulidade de cláusulas abusivas, com exceção daquelas prevista~ 
em contratos bancár ios_,." -- - ,ra -- ~ 
Gabarito: a afirmativa está correta. A única exceção é a Súmula 381 do STJ, 
que 'v_!_da o reconhecimento das cláusulas a~usivas nos contraJQ~_an_c_~. 
• TRF 2 - Juiz Federal Substituto 2ª região/2014. 
"A inversão do ônus da prova ~~cjg,, .. Q&J.e_querimen.!Q__da pa rte, e não 
pode ser determinada ex officio pelo juiz." 
Gabarito: A afirmativa está errada. 
1>- Importante: O STJ não vem aceitando a decretação de ofício das cláusulas abu-
sivas nos contratos bancários, sob o argumento de ofensa ao princípio "tantum 
devolutum quantum appelattum", privilegiando assim o direito processual em 
detrimento do direito material. 
"RECURSO ESPECIAL. AÇÃO REV ISIONAL. CONTRATO DE ARRENDA-
M ENTO MERCANTIL. DESCARACTERIZAÇÃO. EXAME DE OFÍCIO. JUROS 
REMU NERATÓRIOS. CAPITALIZAÇÃO M ENSAL. - Descaract erização do 
cont rato. Incidência do verbete nº 293 da Súmula/STJ. - Exame de ofí-
cio de cláusulas contratuais pelo Tribunal de origem. Impossibilidade, 
por ofensa ao art. 515 do CPC. Princípio "tantum devolutum quantum 
appelattum". Precedentes. - Não estando as instituições financeiras 
sujeitas à limitação da Lei de Usura, a abusividade da pactuação dos juros 
remuneratór ios deve ser cabalmente demonstrada em cada cáso, com a 
comprovação do desequilíbrio cont ratual ou de lucros excessivos, sendo 
insuficiente o só fato de a estipulação ultrapassar 12% ao ano ou de haver 
estabilidade inflacionária no período (REsps nos 271.214/ RS, 407.097/RS 
e 420.111/RS). -Capital ização mensal. Inadmissibilidade na hipótese. -
Recurso parcialmente conhecido e, nessa ext ensão, provido." (REsp 
541153/RS; Min. Rei. César Asfor Rocha, Segunda Seção, DJ 14.09.2005} 
Recentemente o STJ manteve esse posicionamento, fazendo menção 
inclusive aos juízes de primeiro grau. Isso ocorreu_ na orientação 5 no 
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Código de Defiesa do Consumidor - Lei nº 8.078 de 11.09.1990 iMIA 
Recurso Repetitivo REsp 1061530 / RS, Rei. Min: Nancy And righi, 2ª Seção, 
DJe 10/03/2009: 
"ORIENTAÇÃO 5 - DISPOSIÇÕES DE OFÍCIO. É vedado aos juízes de 
primeiro e segundo g@.l:!.2 de jurisdição julgar, com fundamento no 
art. 51 do CDC, sem pedido expresso, a abusividade de cláusulas nos 
l '"Cõiltratos bancar§ Vencidos quanto ~ matéria a Min. Relator; 
e o Min. luis Felipe Salomão." 
------- ------ -- --------- ----------------- ---·- ----- ------- ---- --
r> Este E!ntendimento foi sumulado em abril de 2009 pelo STJ: 
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Súmula 381 do STJ: "Nos\contratos bancáriccl_é vedado ao julgador 
conhecer, de ofício, da qbusividade das c/áus1ul;s". 
t> Aten~:ão: A súmula 381 do STJ é muito cobrada! 
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J>I' Aplicação em concurso 
• Car1tório - BA/2014 - CESPE. 
"Por ser absoluta a proteção ao consumidor, a abusividade de cláusula 
inserida ení~ ontrato ban~ode ser reconhecidla de ofício pelo julgador." 
Gab,arito: A afirmativa está errada. 
• MPIE-RR - Promotor de Justiça - RR/2012 - CESPE. 
"Noi5\:§ntratos bancáriqs]cabe ao julgador conhecer, de ofício, da abusi-
vidade das cláusulas contratuais." 
Gabarito: A afirmativa está errada. 
• Defensor Público - ES/ 2012 - CESPE. 
"Consideram-se abusivas e nulas de pleno direito as cláusulas contratuais que· 
coloquem o consumidor em desvantagem exagerada em relação ao fornece-
dor,, cabendo ao juiz de direito competente conhecer, de ofício, da abusiv~-
dade das cláusulas dos contratos, incluindo-se as dowgntratos banê]i];;t, e_-- . 
Gabarito: A afirmativa está errada. 
• Defensor Público - RO/ 2012 - CESPE. 
"De acordo com a ·urisprudência do STJ, as cláusulas de eleição de foro em 
G§1tratos b~á.rios- ue sejam pactuadas em prejuízo ao acesso do consu-
midor à jurisdição podem ser declaradas nulas de ofício pelo magistrado.
11 
Gaharito: A afirmativa está errada. 
3. Direito do Consumidor na Constituição Federal 
3.1. Art. Sº, XXXII. A "defesa do consumidor" como direito e garantia 
fundamental. 
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- -- ;~~, 
DIREITO DO CONSUMIDOR - Leonardo Garcia ;~, IMIA 
Aplicação pelo STJ do princípio da dignidade da pessoa humana nas 
re lações de consumo: 
~. 
!fi -- --- --- --------- ---------- - · ----------------------- ---------- ~~ 
r-,,. HC 12547, Rei. Min. Rei. Ruy Rosado de Aguiar, DJ 12.02.2001: O STJ, neste 1 
caso, aplicou o e,rincípio