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Dermatófitos

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de dermatófitos (DTM) é o meio de esporulação rápido . Os 
dermatófitos geralmente utilizam proteínas e produzem um pH alcalino, causando 
uma reação de cor visível com o indicador de pH no meio. Alguns precisam de meio 
de enriquecimento para crescer, como a tiamina, inositol e ácido nicotínico. 
Em gatos e cães com lesões suspeitas, exame com lâmpada de Wood deve sempre 
ser realizado. Uma fluorescência característica de cor verde-maçã nos pêlos 
infectados é evidente em mais de 50% dos cães e dos gatos afetados. A detecção 
de fluorescência depende de fatores como estágio de infecção e características da 
linhagem infectante. Em gatos com infecções inaparentes, pêlos fluorescentes 
devem ser cultivados. Pode ser realizada investigação de outros patógenos que 
causam lesões na pele ou de infecções mistas. 
 
Dermatofitoses em cães e em gatos 
A maioria das infecções em gatos é causada por M. canis e os sinais clínicos 
incluem alopecia, etrirema, escamas, costras, pápulas, vesículas, lesões 
arredondadas de bordas elevadas, entre outros. A doença geralmente apresenta-se 
como áreas de alopecia, descamação e pêlos quebrados rodeados por zonas 
inflamatórias. A distribuição de lesões no focinho em gatos está associada com suas 
atividades comportamentais. 
Os sinais clínicos variam com a virulência da cepa e do status do sistema 
imunológico do hospedeiro. Infecções inaparentes têm ocorrência conhecida, e 
gatos também podem portar artrósporos fisicamente em seus pêlos. 
Frequentemente são assintomáticos, exceto filhotes e imunossuprimidos. Esses 
animais podem desenvolver otite externa com descarga ceruminosa. Infecção 
generalizada em cães é rara, mas quando infectados apresentam lesões 
musculares. 
 
 
 
 
Dermatofitoses em bovinos 
São atingidos por Trichophyton mentagrophytes e verrucosum . Apresentam cura 
espontânea das lesões circulares escamosas com alopecia, podendo tornar-se 
longas, circundadas e crostosas. 
Não se usa tratamento oral para tratar essas dermatofitoses em grandes animais, 
apenas tratamento tópico, com uso de iodo e clorexidina. 
Caprinos e ovinos são acometidos com T. verrucosum. 
 
 
 
Dermatofitoses em equinos 
Acometidos principalmente por T. equinum e M. gypseum . A transmissão ocorre por 
contato direto ou por arreios e utensílios de montaria contaminados. A distribuição 
das lesões na pele pode indicar a via mais provável da infecção. Infecções 
causadas por M. gypseum podem ser adquiridas pelo hábito de rolar no solo, com 
lesões geralmente confinadas no dorso. As lesões são múltiplas, circunscritas, 
escamosas e acinzentadas. 
Eqüinos jovens, com menos de quatro anos de idade, são particularmente sensíveis 
à dermatofitose. Tratamento com preparações tópicas, como cal de enxofre 5% ou 
natamicina, geralmente é eficaz. Animais afetados devem ser isolados, e arreios e 
utensílios de montaria contaminados, desinfetados com hipoclorito de sódio 0,5%. 
 
 
 
Dermatofitoses em suínos 
A dermatofitose em suínos é rara, sendo geralmente causada por M. nanum , mas 
podem ser infectados também por M. canis, M gypseum e T. mentagrophytes. Todas 
as idades são suscetíveis, e as lesões ocorrem em qualquer local da superfície do 
corpo como crostas espessas amarronzadas. 
 
Dermatofitoses em aves 
Aves galináceas ocasionalmente são infectadas por M. gallinae . Crostas irregulares 
brancas desenvolvem-se na crista e na barbela. Se a doença é severa, os folículos 
das penas podem ser invadidos, por sua vez, as aves afetadas podem apresentar 
sinais clínicos de doença sistêmica. 
 
Controle e tratamento 
Antes de tudo, deve-se determinar a fonte de infecção e a espécie, seguindo para a 
descontaminação do ambiente e objetos contaminados com hipoclorito de sódio 
0,5%. O tratamento tópico consiste no uso de antifúngicos (banhos de enxofre de 
cal, iodo, povidona e clorexidina). É aconselhável a tosa da região lesada. O 
tratamento sistemático consiste no uso de griseofulvina, terbinafina, itraconazol e 
cetoconazol , sendo os dois últimos os mais comuns. Griseofulvina e itraconazol 
não devem ser usados em fêmeas prenhes e em gatos diagnosticados com FIV, 
pois causam neutropenia. O controle pode ser feito pela vacinação, incomum em 
gados. Os animais infectados devem ser isolados e o animais em contato com 
doentes devem ser examinados com lâmpada de Wood e monitorados 
rigorosamente para lesões na pele.