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Resumo Fisiologia Fetal e Pre-natal. Atendimento ao Recém nascido a termo

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Luan Alves – T75
PROBLEMA 4
FISIOLOGIA FETAL
O feto, provem todos os nutrientes necessários para o seu metabolismo da conexão placentária com a mãe. Por volta do quarto mês os órgãos do feto são em geral iguais aos do RN, mesmo que alguns não estejam completos. 
Sistema circulatório
O coração começa a bater na 4 a semana com frequência de 65 bpm e vai aumentando gradualmente até cerca de 140 bpm. A hematopoiese se inicia saco vitelino (4sem), fígado (6sem), baço (3mês) e MO (dps do 3 mês).
Sistema RESPIRATÓRIO
	Ainda na vida intrauterina não é necessário que o feto realize a respiração pulmonar. Só que normalmente no 3º mês de gestação, ocorrem tentativas de movimentos respiratórios, gerados por estímulos táteis e asfixia fetal que são inibidos nos últimos 3 a 4 meses de gestação, buscando evitar que os pulmões se encham de líquido e resíduos do mecônio excretado pelo trato gastrointestinal do feto no líquido amniótico.
Sistema gastrointestinal
	Na metade da gestação o feto começa a ingestão de líquido amniótico e nos últimos 2 a 3 meses o sistema gastrointestinal está com funcionamento semelhante ao do RN com excreção de mecônio (resíduos de líquido amniótico deglutido e excretas da mucosa) no líquido amniótico.
rins
	No segundo trimestre os rins começam a excretar urina que será responsável por 70-80% da formação do líquido amniótico (se falha oligodrâmnio). Entretanto, os mecanismos de regulação de liquido extracelular e eletrólitos (ex: acidobásico) só se desenvolvem alguns meses após o nascimento.
metabolismo fetal
	Basicamente glicose (principal fonte de energia e gordura. 
O fosfato e o cálcio são armazenados no feto principalmente nas últimas 4 semanas devido a ossificação (inicio no 4 mês), as perdas maternas acontecem principalmente na lactação. 
O acúmulo de ferro acontece mais rapidamente, e inicia mesmo antes da implantação no endométrio gestacional. Mais tarde o fígado recebe esse armazenamento servindo de fonte para produção de células sanguíneas durante muitos meses após o nascimento. As vitaminas:
B9 e B12 formação de hemácias e tecido nervoso
C substancias intercelulares e tecido conjuntivos e ósseos
D tecidos osseos e absorção de cálcio na mãe (se a mãe tiver bastante há armazenamento no fígado por meses depois do nascimento.
E desenvolvimento do embrião inicial
K produção do fator de coagulação VII, o feto não tem flora desenvolvida ate a primeira semana depois do nascimento necessitando da reserva hepática dessa vitamina para evitar hemorragia fetal, sobretudo cerebral devido aos traumas do canal de parto. 
FISIOLOGIA NEONATAL
Entretanto, com o nascimento o bebê perde a conexão placentária com a mãe, e assim, perde o seu suporte metabólico, sendo necessária então a realização de ajustes anatômicos e fisiológicos para manutenção da vida;
sistema respiratório
Com a perda da fonte metabólica (placenta) é fundamental que o bebê comece a respirar. No parto normal em mãe não deprimida por anestésicos o bebê começa a respirar dentro de segundos e atinge o ritmo normal em menos de 1 minuto. Esse tempo pode ser maior em bebês com trauma cefálico (hemorragia, síndrome da concussão com lesão do centro respiratório) ou em trabalho de parto prolongado (hipóxia (1) compressão do cordão, (2) separação precoce da placenta ou (3) contração excessiva do útero causando depressão do centro respiratório). O adulto só aguenta em média 4 minutos sem respirar. Mas um RN aguenta até 8 minutos, desenvolvendo depois graves lesões no tálamo e tronco.
Essa rapidez ocorre provavelmente devido ao reflexo à leve asfixia e queda de temperatura. Caso ele não respire o corpo fica hipotóxico e hipercápnico (↑Co2), alertando o centro respiratório (+1min).
Quando o bebê nasce as primeiras inspirações são potentes (60mmHg) para vencer o colapso dos alvéolos devido a tensão superficial (25mmHg necessário). Até uns 40 minutos as demandas pressões vão diminuindo.
Síndrome da Angústia Respiratória devido à falta da produção de surfactante pelo epitélio respiratório (2-3 meses do final da gestação): alguns prematuros ou RN de mães diabéticas nas primeiras horas após o parto até alguns dias com os alvéolos preenchidos por liquido proteináceo e células epiteliais alveolares descamadas (doença da membrana hialina)
sistema circulatório
	No feto o foco do bombeamento cardíaco é a placenta pois o fígado é parcialmente funcional e não é necessário grande fluxo de sangue para os pulmões (12%). No RN a perda da placenta aumenta sua resistência vascular sistêmica que aumenta a pressão aórtica e a pressão no VE e AE. Também a expansão dos pulmões acarreta na perda de resistência vascular pulmonar (pequeno volumevasos comprimidos) vasodilatação com a aeração, diminuindo a pressão arterial pulmonar, a pressão do VD e AD.
	Fechamento do forame oval: devido ao aumento de pressão no AE e diminuição da pressão no AD o sangue tende a voltar, por essa razão a válvula sobre o forame oval se fecha, caso não forame oval patente (patológico).
	Fechamento do ducto arterial: (1) alta resistência altera o sentido do fluxo (a.aortaa. pulmonar) e depois de algumas horas ele se contrai, fechando completamente de 1 a 8 dias. Essa contração se deve ao aumento de fluxo sanguíneo e perda dos efeitos relaxantes da PGE2.
	Fechamento do ducto venoso: no feto o sangue do sistema porta se junta ao sangue da veia umbilical e passa pelo ducto venoso direto para veia cava (desvia do fígado). 
Imediatamente após o nascimento a via umbilical fecha e há um fluxo pequeno para o fígado que aumenta de 1 a 3 horas após a contração do ducto venoso (0 a 6 para 10mmHg) criando um fluxo da veia porta para os sinusóides hepáticos.
Nutrição
	O glicogênio armazenado no corpo do bebê só é suficiente para algumas horas depois do nascimento. O fígado ainda não é totalmente funcional para gliconeogênese significativa, por isso a [glicose] cai para 30-40 mg/dL no primeiro dia. O que faz o bebê usar reservas de gordura e proteínas até receber leite materno de 2 a 3 dias depois.
	Há também a renovação de líquido corporal que chega a ser 7x a de um adulto, mas a amamentação pode levar vários dias para se desenvolver. A perda de líquido é a grande responsável pela perda de peso, de 5 a 10%, mas podendo chegar a 20%.
PROBLEMAS FUNCIONAIS ESPECIAIS
SISTEMA RESPIRATÓRIO
	A FR do RN é cerca de 40 rpm com um volume a cada respiração de 16mL (640 mL/min = 2x em relação ao peso de um adulto). Entretanto, a capacidade funcional residual é metade em relação ao peso corporal de um adulto. Se a FR diminuir pode acarretar em aumentos e reduções excessivas das concentrações de gases no sangue.
Circulatório
	Em média o volume sanguíneo do RN é de 300mL, mas se o bebê ficar preso na placenta durante alguns minutos depois do nascimento ou se o cordão umbilical for pressionado para sair o sangue (“ordenha”) esse volume pode aumentar até 375mL. Esse líquido penetra nos tecidos intersticiais aumentando o hematócrito algumas horas depois. (volta aos 300 mL). Alguns pediatras acreditam que esse volume extra possa causar edema pulmonar ou angustia respiratória, mas as hemácias extras podem ser valiosas.
	O débito cardíaco é cerca de 500mL/min (dobro do adulto em relação ao peso corporal), mas pode estar diminuído caso o RN tenha tido hemorragia da placenta ao nascer.
	A PA ao nascer é cerca de 70/50 mmHg aumentando com o decorrer da vida.
	A contagem de hemácias do RN é cerca 45 milhões por mm3 (podendo ser maior caso haja “ordenha”) e a produção de hemácias é baixa. Esse número decai até a 6-8 semana (anemia fisiológica), quando a atividade do bebê é suficiente para estimular a produção de hemácias, normalizando em cerca de 2 a 3 meses. A contagem de leucócitos é cerca de 45 mil por mm3, cerca de 5x a de um adulto normal. 
	O RN na primeira semana não é capaz de eliminar a bilirrubina com ácido glicurônico na bile de forma significativa uma vez que o fígado não é completamente funcional, gerando um quadro de hiperbilirrubinemia fisiológica (pele e esclera-> uma ou duas semanas) que abranda à medida