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SUPERVISÃO ESCOLAR

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identificando	 e	 relacionando	
as atividades prioritárias para o ano em exercício, tendo em vista os 
resultados esperados. 
Um bom plano de ação deve deixar claro tudo o que deverá ser 
feito, como e quando, para o cumprimento de seus objetivos e 
metas. Quando a sua execução envolver mais de uma pessoa, 
deve esclarecer quem será o responsável por cada ação, para 
evitar possíveis dúvidas. Deve, ainda, esclarecer os porquês da 
realização de cada ação e onde serão feitas.
Para atingir um objetivo, uma meta, precisamos fazer alguma 
coisa, precisamos agir - realizar uma ou, geralmente, várias 
ações. Até “não fazer nada” pode ser uma ação necessária para 
atingir um objetivo. E, exceto nos casos de urgência máxima, 
precisamos	definir	uma	data	para	concluir	–	um	prazo.
Quanto maior a quantidade de ações e pessoas envolvidas, 
mais necessário e importante é ter um plano de ação. E, quanto 
melhor o plano de ação, maior a garantia de atingir a meta. 
Para aplicar as decisões tomadas pelo PPP, um bom plano 
Quanto maior a 
quantidade de 
ações e pessoas 
envolvidas, mais 
necessário e 
importante é ter 
um plano de ação. 
E, quanto melhor 
o plano de ação, 
maior a garantia de 
atingir 
a meta. 
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O Planejamento Escolar e os Desafios da 
Supervisão para uma Escola Atual e IdealCapítulo 2
de ação é indispensável. Um plano de ação pode conter, além de 
outros dados:
a) Objetivo - O QUE FAZER
São	propósitos	específicos,	alvos	a	serem	alcançados	ao	longo	
de determinado período de tempo, que, em conjunto, resultarão 
no cumprimento da missão da organização. Indica onde estarão 
concentrados os esforços. 
b) Estratégias - COMO FAZER
São os caminhos escolhidos que indicam como a organização 
pretende concretizar seus objetivos e, consequentemente, sua 
missão. Constituem respostas às ameaças e às oportunidades 
identificadas,	 bem	 como	 aos	 pontos	 fracos	 e	 pontos	 fortes	
encontrados.
c) Cronograma – QUANDO FAZER
Relaciona as atividades a serem executadas e o tempo previsto 
para sua realização. O cronograma permite que se faça um esforço 
no sentido de: 
•	 Identificar	o	tempo	necessário	para	a	execução;
• Estimar o tempo em face dos recursos disponíveis;
• Analisar a possibilidade de sobrepor atividades, executando-as 
paralelamente;
•	 Verificar	a	dependência	entre	as	atividades.
d) Responsável - QUEM IRÁ FAZER
Indica o/os responsável/eis pela execução.
e) Recursos Necessários – COM QUE FAREMOS 
Identifica	os	recursos	necessários	para	a	execução	da	ação.
f) Acompanhamento e Avaliação – QUEM SERÁ O FISCAL
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Supervisão escolar
Uma vez o Plano de Ação elaborado, é hora de acompanhar sua 
execução e cobrar datas e resultados.
FONTE: ARAÚJO JÚNIOR. Odair Lima. Plano de Ação. Disponível em: <http://www.
webartigos.com/articles/48927/1/Plano-de-Acao/pagina1.html>. Acesso em: 22 jun. 2011.
Quadro 5 - Exemplo de Plano de Ação
Fonte: Adaptado de Gandin (1986).
Agora é com você! Esperamos que realize um bom trabalho na elaboração 
do Plano de Ação de sua escola.
Algumas	Considerações
Neste capitulo, vimos a importância do planejamento escolar em suas 
etapas	 e	 dificuldades	 na	 circunstância	 de	 supervisor.	 Identificamos	 os	 desafios	
da supervisão na elaboração do planejamento escolar e sua aplicabilidade na 
escola atual e para a escola ideal e discutimos o planejamento escolar como 
OBJETIVO ESTRATÉGIA CRONOGRAMA RESPONSÁVEL RECURSOS AVALIAÇÃO
(O Que Fazer?) (Como Fazer?) (Quando Fazer?) (Quem Fará?) (Quanto?) (Acompanhar)
Diminuir a evasão
Ministrar aulas 
mais dinâmicas e 
atrativas
Ano letivo
Coordenador 
Pedagógico;
Professores
“Maria”
Nenhum
Trimestral – 
“Maria”
Estimular a 
prática docente 
e o nível de 
satisfação 
profissional
Reuniões de 
avaliação perma-
nente; Auxílio na 
preparação do 
plano de aula;
Participação em 
cursos de aperfei-
çoamento.
Ano letivo
Diretor;
Supervisor;
Coordenador 
Pedagógico;
Professores
“João”
R$10.000,00
Semestral – 
“João”
Aumentar a 
participação da 
comunidade 
escolar 
Reuniões e ativi-
dades periódicas 
com os pais; 
Criação da APP
Mensalmente, na 
1ª Segunda-Feira 
do mês
Supervisor;
Coordenador 
Pedagógico.
Coordenador de 
Turma
“Pedro”
Nenhum
Mensal – 
“Pedro”
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O Planejamento Escolar e os Desafios da 
Supervisão para uma Escola Atual e IdealCapítulo 2
possibilidade de mudança no ambiente escolar. 
Percebemos que a função de um bom supervisor está intimamente ligada 
ao planejamento. O conhecimento do planejamento, seja o PPP, os planos ou 
projetos, é fundamental no dia a dia da escola. Não apenas no conhecimento 
desta ferramenta, mas também na boa elaboração e principalmente na aplicação 
das ideias na realidade escolar. 
Nesse sentido, a complexidade da supervisão escolar passa a ter uma 
importância ainda maior, uma vez que pretende e deve encaminhar a educação 
para uma possibilidade que reconhece o planejamento, suas características e 
limitações, para uma escola em evolução.
Neste capítulo, discutimos o trabalho teórico do supervisor em seus aspectos 
administrativos e pedagógicos, através do planejamento. Sugerimos exemplos e 
modelos que podem ser úteis na construção do trabalho na escola. 
 
Logicamente que esses conceitos são aplicáveis na escola, mas o 
sucesso deles depende da boa “propaganda” aos professores e à comunidade 
da importância que esses conceitos têm em promover mudanças e melhorias 
necessárias para a escola e para a atividade docente e discente.
Referências
ARAÚJO JÚNIOR. Odair Lima. Plano de Ação. Disponível em: <http://www.
webartigos.com/articles/48927/1/Plano-de-Acao/pagina1.html>. Acesso em: 22 
jun. 2011.
CARNEIRO, Vera Maria Oliveira. Planejamento: um vai-e-vem pedagógico. 
Disponível em: <http://www.moc.org.br/artigos/23-05-2007_16_10_09.pdf>. 
Acesso em: 4 maio 2011.
GAMA, Anailton de Souza; FIGUEIREDO, Sonner Arfux de. O planejamento no 
contexto escolar. 2009. Disponível em: <http://www.uems.br/na/discursividade/
Arquivos/edicao04/pdf/05.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2011.
GANDIN. Danilo. Planejamento como prática educativa. São Paulo: Loyola. 
1986.
LIBÂNEO, José Carlos, Didática. São Paulo. Editora Cortez. 1994.
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Supervisão escolar
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Dezembro 2010/Janeiro 2011. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/
planejamento-e-avaliacao/planejamento/7-elementos-essenciais-ao-ppp-610996.
shtml>. Acesso em: 12 jun. 2011.
MENEGOLLA,Maximiliano e SANT’ANA, Ilza Martins. Porque Planejar? Como 
Planejar? Currículo e Área-Aula. 11 ed. Petrópolis: Vozes, 2001. 
SILVA Jr. Celestino A. O espaço da administração no tempo da gestão. In: 
MACHADO, Lurdes M.; FERREIRA, Naura S. C. (Orgs.). Políticas e gestão da 
educação: dois olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. p. 199-211.
TAKADA, Paula. Planejamento: a engrenagem da boa educação. NOVA 
ESCOLA GESTÃO ESCOLAR 2009. Disponível em: <http://revistaescola.abril.
com.br/planejamento-e-avaliacao/planejamento/planejamento-escolar-427804.
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VALLEJO, José M. Bautista. Uma escola com projeto próprio. Rio de Janeiro: 
DP&A, 2002.
VASCONCELOS, Celso dos Santos. Construção do conhecimento em sala de 
aula. São Paulo: Libertad, 1995.
_______. Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e 
Projeto Político-Pedagógico. 7 ed. São Paulo: Libertad, 2000.
VEIGA, Ilma P. A. Projeto político-pedagógico da escola: uma construção 
coletiva. In: VEIGA, Ilma P. A. (Org.). Projeto político-pedagógico da escola: 
uma construção possível. Campinas: Papirus, 1996.
_______; RESENDE, Lúcia G. de (Orgs.). Escola: espaço do projeto político-
pedagógico. Campinas: Papirus, 1998.
CAPÍTULO 3
A	Gestão	Escolar	e	as	Possibilidades	
para	uma	Escola	Democrática	
A partir da perspectiva do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
 9 Entender a importância da gestão democrática e a sua aplicação no 
bom andamento da gestão das instituições de