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ESTUDO DE CASO: TRANSTORNO DEPRESSIVO EM IDOSO

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DISCIPLINA: CLÍNICA DO IDOSO - PSI048 - PS-MR01 
NOME DO DOCENTE: Rafael de Oliveira Rodrigues 
PERÍODO LETIVO: 2020.1 
SEMESTRE: 9 
EMAIL PRINCIPAL: 
EMAIL SECUNDÁRIO: 
 
NOMES COMPLETO DOS INTEGRANTES DO GRUPO Nº DE MATRÍCULA 
1. ANGELICA LOPES DOS REIS 
2. BRUNO MOREIRA MONTEIRO 
3. DRIELLE COSTA SANTOS 
4. PALOMA BORGES FERREIRA 
 
 
 
Estudo de Caso - Responda o que se pede sobre o “Caso Clemente”: 
 
1. Faça uma síntese dos principais dados do caso. 
Inf. Adicionais: Nesse item, pode-se utilizar a estratégia da numeração em tópicos dos 
dados, mas elabore uma resposta dissertativa. 
 
O paciente José Clemente, 66 anos, casado, provedor familiar, possui dois filhos do 
sexo masculino, que residem com ele. O bairro em que reside apresenta saneamento 
precário e baixo poder econômico. 
No que tange à saúde, José Clemente apresentou um quadro de AVC Isquêmico que 
o deixou hemiparético do lado esquerdo. Enquanto internado na UTI, apresentou também 
pneumonia. O paciente recebeu alta após o controle do quadro e atualmente, além da 
hemiparesia, apresenta hipertensão arterial, fazendo uso regular de hidroclorotiazida para 
o controle da mesma. 
Em visita domiciliar realizada pela médica e enfermeira da equipe da UBS do bairro 
em que reside não foi possível averiguar o peso corporal devido sua falta de equilíbrio ao 
subir na balança. Durante a visita, o paciente referiu insatisfação quanto a sua falta 
autonomia, demonstrando desanimo com sua atual condição, salientando pensamentos de 
morte por sua situação de dependência; especificou necessidade de autonomia para se 
locomover (ir à igreja e estar entre os amigos). Além disso demonstra estar em relação 
conflituosa com sua esposa por esta se sentir sobrecarregada (por apresentar prejuízo 
motor, necessita de auxílio de sua cônjuge para realizar atividades cotidianas como: vestir-
se, tomar banho e cortar alimentos para facilitar a ingestão). Mesmo morando com dois 
filhos, os mesmos são ausentes nos cuidados com o pai, sendo essa ausência validada pela 
mãe sob a justificativa de serem do sexo masculino. 
 
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José Clemente lembrou, ainda, que apresenta ferida no corpo desde o seu retorno 
do hospital e dentadura quebrada desde a queda que gerou o AVC, dificultando a deglutição 
de alimentos, além de boca amarga. 
2. Elabore e/ou enumere hipóteses-diagnósticos para compor uma Proposta de 
Intervenção. 
Inf. Adicionais: Nesse item, pode-se utilizar a estratégia da numeração em tópicos dos 
dados, mas elabore uma resposta dissertativa. 
 
HIPÓTESE-DIAGNÓSTICA: TRANSTORNO DEPRESSIVO DEVIDO A OUTRA 
CONDIÇÃO MÉDICA ([F06.31] transtorno depressivo devido a AVC Isquêmico, com 
características depressivas) 
 
De acordo com o DSM V, o Sr. Clemente apresenta (sintomas e indícios na 
descrição do caso, respectivamente): 
A. Um período proeminente e persistente de humor deprimido ou de 
diminuição acentuada de interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades 
que predomina no quadro clínico (“— Então, Sr. Clemente – pergunta a médica –, o 
senhor está me dizendo que anda desanimado desde que teve o derrame? — É verdade, 
doutora, e Deus me perdoe, mas tem hora que eu acho que era melhor eu ter morrido”); 
B. Existem evidências, a partir da história, do exame físico ou de achados 
laboratoriais, de que a perturbação é consequência fisiopatológica direta de outra 
condição médica (“Sr. Clemente há dois meses teve um AVC isquêmico que o deixou 
hemiparético à esquerda, tendo tido alta há 15 dias”); 
D. A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de delirium (o 
paciente não apresenta delirium); 
E. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no 
funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do 
indivíduo (“Eu sempre fui muito ativo, sempre corri para manter as coisas aqui em casa 
funcionando, mas agora não faço nada”). 
 
3. Apresente argumentos que justifiquem e embasem a Proposta de Intervenção. 
 
A proposta de intervenção se faz necessário visto que o paciente apresenta um 
notável desconforto com sua condição de saúde física atual, verbalizando a necessidade de 
autonomia para locomoção e tendo em vista a alta frequência de sintomas depressivos em 
pacientes pós-avc (DIAS, 2015). Além disso, apresenta alguns quadros de saúde que 
necessitam de cuidados especializados a serem realizados por equipe multidisciplinar, 
necessitando, portanto, e a princípio, de cuidados médicos, nutricional, odontológico, 
fisioterápico, cuidados psicológicos, enfermagem e assistência social. 
 
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Ademais, identificamos que a frequência de sintomas de estresse e cansaço físico/ 
mental em cuidadores de idosos acometidos por AVC, coincidem com o caso de Dona 
Inácia, esposa e principal cuidadora de seu José Clemente. A mesma, também reclama e 
sofre de dores na coluna. 
4. Planeje a execução de uma Proposta de Intervenção, descrevendo como pensam em 
colocá-la em ação. 
Inf. Adicionais: Nesse item, pode-se utilizar a estratégia da numeração em tópicos dos 
dados, mas elabore uma resposta dissertativa. 
 
1. PASSO: Discutir o caso com a equipe multidisciplinar, a fim de elaborar um 
Plano Terapêutico Singular para atuação com paciente e sua cuidadora. 
 
1ª VISITA DOMICILIAR: Estabelecimento de vínculo com Seu José Clemente e sua 
cuidadora; conhecer o contexto em que o indivíduo está inserido e estabelecer com ele um 
cronograma para início dos atendimentos especializados; anamnese. Segundo a Cartilha 
do Crepop: 
“Também é tarefa da(o) psicóloga(o) aprender a reconhecer 
o sofrimento psíquico não somente como demanda de 
psicoterapia, mas o exercício e o desafio que se coloca para 
a psicologia na Assistência Social é justamente o de construir 
outras respostas que considerem as características do 
território de origem do usuário e que possam incidir na 
melhoria das condições de vida desse sujeito.”. 
 
Aqui também deverá ser estabelecida a frequência das visitas domiciliares do 
Psicólogo, sugerindo que a mesma seja realizada em períodos quinzenais, podendo haver 
modificação em caso de alteração na demanda, seguindo assim até que o processo 
terapêutico singular esteja finalizado. 
 
 
 2ª VISITA DOMICILIAR: Orientar o idoso e família ao uso e apresentação da 
caderneta do idoso em todos os serviços de saúde; sugerir o acompanhamento pelas 
unidades de Cuidado Prolongado (UCP), orientar e apresentar quais serviços Seu José 
Clemente e a família tem direito e estabelecer o cronograma de encaminhamentos aos 
outros profissionais de saúde (clínico geral, neurologista, nutricionista, fisioterapeuta, 
enfermeiro e dentista). Cuidados médicos (geriatra e neurologista) para observação do 
quadro de hipertensão, da evolução da hemiparesia e das questões de mobilidade; cuidados 
odontológicos para avaliação e tratamento da saúde bucal já que seu Clemente teve sua 
dentadura fraturada na queda devido ao AVC; nutricionista para desenvolver a segurança 
alimentar e nutricional e hábitos de alimentação saudáveis, levando em conta o período em 
que ainda não estiver com a dentadura nova pronta, as especificidades de nutrientes para 
 
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idosos e alimentos que não facilitem a recorrência de um AVC; fisioterapia para cuidado 
especializado relacionado à limitação de mobilidade provocada pela hemiparesia 
estimulando a independência funcional nas atividades de vida diária; cuidados psicológicos 
para avaliação da saúde mental, recomendação de estratégias de readaptação e avaliação 
e intermediar a comunicação com os outros profissionais de saúde; enfermagem para 
elaboração de um plano de adaptação domiciliar para facilitar a autonomia do paciente e 
auxiliar os cuidadores referentes à tratamento da ferida e assistente social para acolhimento 
do idoso e da família em uma Rede de Apoio Socioassistencial. 
 
 
3ª VISITA
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