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AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA

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estruturais. 
• Pacientes assintomáticos em cirurgias de alto risco; 
• Pacientes obesos mórbidos com fatores de risco; 
• Pacientes com baixa capacidade funcional candidatos 
a procedimento de risco intermediário ou alto; 
• Pacientes em uso de medicamentos que podem afetar 
o ECG, como antiarrítmicos, metadona, entre outros; 
• Qualquer paciente cujo ECG pré-operatório possa 
mudar o manejo perioperatório. 
Condições cardíacas maiores: 
• Insuficiência cardíaca congestiva descompensada; 
• Valvulopatia grave; 
• Arritmia grave (p. ex., fibrilação atrial de alta 
resposta, bloqueio atrioventricular avançado); 
• Angina instável ou infarto recente (< 1 mês). 
Equivalentes metabólicos (METs): 
1 MET – Comer, vestir-se, ir ao banheiro; 
4 METs – Subir um lance de escada ou uma rampa; 
4-10 METs – Trabalho pesado de casa (esfregar o chão, 
arredar móveis); 
> 10 METs – Esportes extenuantes (corrida, natação, etc.). 
*1 MET = 3,5 mL O2/kg/min. 
O ECG não está indicado para pessoas assintomáticas em 
procedimentos de baixo risco (cirurgias superficiais, 
endoscópicas, catarata, mama e procedimentos 
ambulatoriais). 
TESTE DE COAGULAÇÃO: 
Suspeita de coagulopatia, sangramento exagerado em 
procedimentos anteriores, doença hepática, estado nutricional 
ruim, uso de anticoagulantes ou outros fármacos que afetem a 
coagulação. 
Não devem ser solicitados de rotina. Os testes anormais 
obtidos de pacientes sem história positiva de sangramento em 
geral são falso-positivos e devem ser repetidos antes de se 
iniciar qualquer outra investigação. O tipo de exame deve ser 
solicitado de acordo com a suspeita clínica. 
GLICEMIA: 
Pacientes com DM suspeito ou conhecido. 
BIOQUÍMICA SÉRICA: 
Solicitar de acordo com a condição clínica do paciente. 
Doenças endócrinas, extremos de idade, disfunção renal e 
hepática e uso de fármacos que desencadeiam distúrbios 
eletrolíticos. 
POTÁSSIO: 
Solicitar em casos de IRC em estágios avançados. 
TIPAGEM SANGUÍNEA: 
Previsão de transfusão sanguínea. 
FUNÇÃO HEPÁTICA: 
História de hepatite, icterícia, cirrose, hipertensão portal, 
doença biliar, uso de fármacos hepatotóxicos e distúrbios 
hemorrágicos. 
TESTE DE GESTAÇÃO: 
A pedido da paciente ou se houver suspeita de gestação. 
UROCULTURA: 
Pacientes sintomáticos, alguns procedimentos urológicos, 
específicos, implantação de próteses. 
 
 
 
 
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO FÍSICO 
– ASA 
ASA I: 
• Paciente com saúde normal. 
Saudável, não tabagista, nenhum ou mínimo uso de álcool. 
ASA II: 
• Paciente com doença sistêmica leve. 
Doenças leves, sem limitações funcionais significativas. 
Exemplos: tabagista atual, etilista social, gestação, obesidade 
(30 < IMC < 40), hipertensão ou DM controladas, doença 
pulmonar leve. 
ASA III: 
• Paciente com doença sistêmica grave. 
Limitações funcionais significativas; uma ou mais doenças 
moderadas ou graves. Exemplos: hipertensão ou DM 
descompensadas, DPOC, obesidade mórbida (IMC ≥ 40), 
hepatite ativa, dependência ou abuso de álcool, uso de 
marcapasso, redução moderada da fração de ejeção, 
insuficiência renal terminal com diálise regular, 
prematuridade, história de IAM (> 3 meses), acidente 
cardiovascular, acidente isquêmico transitório, doença 
coronariana com colocação de stent. 
ASA IV: 
• Paciente com doença sistêmica grave com ameaça 
constante de morte. 
Exemplos: IAM recente (> 3 meses), acidente cardiovascular, 
acidente isquêmico transitório, doença coronariana com 
colocação de stent, isquemia coronária atual, disfunção valvar 
grave, redução grave da fração de ejeção, sepse, insuficiência 
respiratória aguda, insuficiência renal terminal sem diálise 
regular, coagulação intravascular disseminada. 
ASA V: 
• Paciente moribundo sem expectativa de sobrevida se 
não for operado. 
Exemplos: aneurisma abdominal/torácico roto, trauma 
maciço, sangramento intracraniano, isquemia mesentérica 
devida à doença cardíaca grave ou disfunção de múltiplos 
órgãos. 
ASA VI: 
• Paciente com morte encefálica declarada, cujos 
órgãos estão sendo removidos para doação. 
CLASSIFICAÇÃO DE LEE 
ÍNDICE CARDÍACO REVISADO (ICR) 
Pontos 
Procedimento de alto risco 
(intraperitoneal, intratorácico, vascular 
suprainguinal) 
1 
Cardiopatia isquêmica (angina classe I ou 
II ou IAM prévio visto por onda Q) 
1 
Insuficiência cardíaca congestiva 1 
Creatinina maior que 2 mg/dL 1 
Diabetes insulinodependente 1 
Acidente vascular encefálico 1 
 
ESTIMATIVA DE RISCO 
Número de fatores 
presentes 
Risco estimado 
0 0,4% 
1 0,9% 
2 2,4% 
3 5,4% 
 
RECOMENDAÇÕES DE JEJUM PARA REDUZIR O 
RISCO DE ASPIRAÇÃO DE SUCO GÁSTRICO 
Material ingerido 
Tempo de 
jejum mínimo 
Líquido claro (água, suco de fruta sem 
polpa, chá claro, café e bebidas 
gaseificadas) 
2 horas 
Leite materno 4 horas 
Leite não humano 6 horas 
Fórmulas infantis 6 horas 
Refeição leve (torrada e líquidos claros) 6 horas 
Refeição sólida (carne, frutas, alimentos 
gordurosos) 
8 horas 
 
MEDICAÇÕES 
MANTER ATÉ O DIA DA CIRURGIA: 
• β-bloqueadores/digoxina; 
• Antiarrítmicos; 
• Antidepressivos, ansiolíticos e outras medicações de 
uso psiquiátrico; 
• Fármacos para o tratamento das doenças da tireoide; 
• Contraceptivos e terapia de reposição hormonal; 
o Podem ser descontinuados por 4-6 semanas 
se o procedimento for de alto risco para 
evento tromboembólico. 
• Colírios; 
• Medicamentos contra doença do refluxo 
gastresofágico; 
• Anticonvulsivantes; 
• Fármacos para o tratamento da asma; 
• Corticoides (orais e inalatórios); 
• Estatinas; 
• Anti-hipertensivos. 
o Em pacientes candidatos a procedimentos 
com perda de fluidos importante ou que 
apresentem comorbidades nas quais a 
hipotensão seja particularmente prejudicial, é 
prudente a interrupção de IECA ou de 
BRAII. 
OUTROS: 
Ácido acetilsalicílico: 
Deve ser interrompida 7-10 dias antes se: 
• Risco de sangramento > risco de trombose; 
• Procedimentos com sérias consequências caso ocorra 
sangramento (p. ex., intracraniano); 
• Usada para profilaxia primária (sem doença vascular 
associada). 
Deve ser mantida em caso de: 
• Paciente com doença vascular; 
• Paciente com stents medicados com menos de 12 
meses de implantação; 
• Pacientes com stent metálico com menos de 1 mês de 
implantação; 
• Cirurgia de catarata. 
Tienopiridinas (clopidogrel e ticlopidina): 
Se a reversão do efeito plaquetário for necessária, a 
ticlopidina deve ser interrompida 14 dias antes, e o 
clopidogrel, 7 dias. Não se deve interromper o uso dessas 
medicações em paciente com stent medicado com menos de 
12 meses do tempo de implantação. 
Insulina: 
Todos os pacientes devem interromper o uso das insulinas de 
curta ação (regular) no dia da cirurgia. Para evitar a 
cetoacidose nos pacientes com DM1, deve-se aplicar um terço 
ou metade da dose usual matinal da insulina (intermediária ou 
lenta). Para os pacientes com DM2, pode-se suspender a 
insulina matinal ou aplicar metade da dose da insulina 
(intermediária ou lenta). Monitorar HGT de 4/4 horas e 
suplementar insulina regular se necessário. Soro glicosado 
5%, 100 mL/h, desde a manhã da cirurgia até o término do 
nada por via oral. 
Medicamentos tópicos: descontinuar no dia da cirurgia. 
Hipoglicemiantes orais: descontinuar no dia da cirurgia. 
Diuréticos: descontinuar no dia da cirurgia, com exceção dos 
tiazídicos usados para tratamento da hipertensão. 
Sildenafila: interromper 24 horas antes. 
Inibidor da monoaminoxidase (IMAO): continuar, realizar 
anestesia com cuidados referentes à interação medicamentosa 
Medicamentos herbais: recomenda-se, de forma geral, que 
sejam interrompidos 1 semana antes. 
MANEJO TERAPÊUTICO PERIOPERATÓRIO DO 
PACIENTE COM DIABETES MELITO 
ORIENTAÇÃO GERAL 
• Todos os pacientes – Suspender hipoglicemiante oral 
no dia da cirurgia; 
• Níveis glicêmicos recomendados: 140-180 mg/dL; 
• Evitar nível glicêmico <