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Cimento de ionômero de vidro

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um ambiente aquoso ocorre uma ionização 
onde ocorre a quebra de H+ e os íons carboxílicos 
vão de soltar aí eles ficam disponíveis e o H+ vai 
atacar as partículas 
↳ Ácido carboxílico quando entra em contato com 
água vai liberar dois componentes o íon carboxílico 
(COOH-) + H+ (acontece a ionização, que é um 
fenômeno que acontece com os ácidos, ou seja, 
ácido + água libera o H+ e o íon carboxílico) 
 ↪ Agora sobrou três componentes 
 ↪ Cada um vai ter sua função: 
↳ H+ quando ele entrar no meio ele vai atacar as 
partículas básicas, ou seja, as partículas do pó 
(alumina e sílica) 
↳ Alumina libera alumínio e sílica libera sílica pro meio 
e assim ocorre outra reação (o íon carboxílico se 
liga a elas) 
 ↪ Essa reação acontece em três fases, mas 
existe só uma fase específica dessa reação que 
você deve colocar o material na cavidade (caso não 
ocorra isso o material não tem adesividade e ele 
não funciona) 
→ Fase 1: fase da aglutinação 
↳ Quando mistura as partículas do pó com o líquido 
↳ Quando se iniciar a reação é a fase 1 
↳ Está acontecendo à ionização do ácido poliacrílico 
e consequentemente a liberação do H+ que vai 
atacar as partículas do pó liberando assim íons 
básicos 
↳ A partir desse momento tem componentes no 
meio: H+ atacando as partículas e o ácido liberando 
o íon carboxílico 
→ Fase 2: formação dos primeiros polissais 
↳ Formada pela formação dos primeiros polissais: 
policarboxilato de cálcio e policarboxilato de alumínio 
(COOH- + H+) e (COOH- + alumina) 
→ Fase 3: formação do sal de sílica 
↳ Sílica é tão pouco reativa que existe uma fase só 
para ela (pro íon carboxílico se ligar a ela demora) 
↳ Essa fase demora para acontecer (24 a 48h para 
formar um sal) 
↳ A formação do gel de sílica é a presa do 
ionômero 
(COOH - + sílica) 
OBS: 
 ● Fase 1 é importante porque tem que inserir o 
ionômero de vidro na cavidade ainda nessa fase 
↳Se não colocar ocorre a perda da adesividade do 
ionômero de vidro, ou seja, perde a chance de 
formar carboxilato de cálcio não só com o cálcio da 
composição mais também com o cálcio do dente 
↳Tem que inserir o material na cavidade quando o 
material ainda tem brilho, pois significa que ainda tem 
íon carboxílico no meio se o material tiver fosco 
opaco não tem mais íon e não vai se ligar ao cálcio 
do dente. 
● Na fase 2 é importante devido a formação dos 
primeiros polissais ligação do cálcio do fluoreto e do 
dente também 
↳ São as primeiras horas do material 
↳ Material começa a ter sua resistência inicial 
↳ Paciente nessa fase não pode morder o dente 
com força, pois a reação ainda tá acontecendo. 
 ↪ Acontece em cerca de 4 min 
↳ Pode colocar material restaurador em cima (resina 
composta) 
↳ Tem que avisar ao paciente (olha o material não 
endureceu por completo então tome cuidado 
quando for mastigar algo) 
↳ Tem que proteger, pois como o material ainda tá 
reagindo é importante que ele nem perca água e 
nem ganhe água (reação só acontece em ambiente 
aquoso) 
↳ Sinérese e embebição acontecem nessa fase 
↪ Protege da sinérese (material perde líquido e sem 
fluido não ocorre reação) e embebição (material 
absorve líquido e a reação acontece de forma 
errada): colocando sistemas adesivos vaselina em 
cima ou esmalte de unha incolor (assim o material 
não sofre interferência externa na reação) 
↪ Isso protege a restauração na fase 2 
 
 
 
● Fase 3: é a presa do material que se inicia já na 
fase dois mas só se completa com a formação do 
gel de sílica 
Quais são as consequências clínicas de inserir 
material do inúmero de vidro durante a fase 
2 da reação de presa? 
↳ Não vai haver adesividade 
Composição de outros aditivos 
● Ácido tartárico (está no líquido) 
↳ Melhora a manipulação do material (pois ele 
consome parte da alumina, pois normalmente a 
alumina consome muito íon carboxílico sobrando 
pouco para se ligar com cálcio e com a sílica. Dessa 
forma quando é adiciona o ácido tartárico ele se liga 
a alumina deixando mais íon carboxílico para se ligar 
a sílica, ao cálcio e principalmente ao cálcio do 
dente) : 
↳ Aumenta o tempo de trabalho 
↳ Diminui a viscosidade (porque no momento que 
coloca o ácido tartárico não deixa de formar 
polissais ele só é formado de forma mais lenta) 
↳ Diminui o tempo da presa (antes a reação 
acontecia rápido por conta da alumina e o tempo de 
presa se estendia muito) 
↳ Aumenta o tempo de trabalho pois ele deixa mais 
íons carboxílicos disponíveis para se ligar ao cálcio 
do dente 
↳ Diminui o tempo de presa porque ele reage com 
a alumina depois formando um polissal 
● Água 
↳ É o solvente do ácido poliacrílico 
↳ Meio onde a reação acontece 
↳ Ajuda na translucidez do cimento 
↳ Promove a liberação dos prótons (H+) que é com 
eles que realmente inicia a reação 
↳ Quando tem a perda da água gera 
microvilosidades e rachaduras (material fica opaco e 
ressecado) 
↳ Material fica fragilizado por conta da sinérese 
↳ Quando termina de fazer a restauração tem que 
proteger o material porque o contato com coisas 
mais quentes ou mais frias pode prejudicar 
 ↪ Ter muita água é ruim é ter pouca água é 
ruim (Invibializa a reação) 
 
Caso ocorra essas alterações: pode ocorrer a 
contração da massa, formação de trincas 
perceptíveis e diminuição das propriedades 
mecânicas finais do material. 
 
Propriedades mecânicas 
● Para manter é sempre respeitar a proporção pó 
líquido (depende da marca) 
↳ O tamanho das partículas do pó (varia de uma 
indicação pra outra, ou seja, depende pra que você 
vai usar o ionômero de vidro), mas a composição é 
sempre a mesma, o que varia é o tamanho das 
partículas do pó. 
↳ Concentração do ácido poliacrílico (principal ácido 
da reação) pode ser usado para fazer uma limpeza 
superficial antes do material pois a cavidade tem que 
tá limpa e apropriada para receber o material (pode 
limpar com pedra poomes e água e depois adiciona 
o ácido poliacríico para ficar pronto para receber o 
material assim aumenta a adesividade = profilaxia ) 
↳ Smear Layer - é uma lama dentinária 
 ↪ É uma camada que a gente forma 
↳ Quando você tá fazendo o preparo cavitário sem 
querer entra coisas dentro dos túbulos dentinários 
(pó restos de bactérias mortas pedacinhos que 
soltam da própria broca) e todas essas coisas vão 
concentrando dentro dos túbulos dentinários e vão 
formando como se fosse uma camada de poeira 
que é chamada de smear l.ayer 
 ↪ Era considerada uma coisa ruim, mas pode ter 
algo bom, pois dentro dele tem mineral cálcio e 
pode ser usado para adesividade (a bactéria que tá 
lá tá morta e se ela n tem substrato ela morre 
mesmo) 
 ↪ Forma uma camada superficial dentro dos 
túbulos dentinários 
↳ Matérias que tem adesividade precisam muitas 
vezes essa camada seja levemente removível, pois 
ela tampa aí o material não consegue penetrar e 
fazer a união micromecânica aí pode ser o usado o 
ácido poliacrílico para remover superficialmente o 
smear l.ayer Para deixar a camada mais adequada 
para o ionômero entrar e formar a camada híbrida 
entre o material restaurador e o dente. 
 
OBS: ● Esmalte: tem maior porcentagem de mineral 
(98% de hidroxiapatita) então o CIV tem maior 
adesividade para o esmalte 
● Dentina: mais de 70% de mineral 
OBS: Dentes que tem uma perda considerável de 
esmalte tem um comprometimento da adesividade 
do CIV 
↳ O ionômero libera flúor então o próprio ionômero 
consegue se recarregar de flúor então ele é um 
contínuo reservatório (ele libera para o meio e 
consegue absorver do ambiente e ser um 
reservatório) - função importante no controle da 
cárie 
Interações micromecanicas 
● Quando o ionômero de vidro quebra ou cai o 
dente não tá exposto, pois parte do material 
continua unido no dente pois a união do material 
com o dente é muito forte 
↳ (Fraturas coesivas):