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MICROBIOLOGIA EM ENDODONTIA - C2

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MICROBIOLOGIA EM ENDODONTIA 
 
Patologia pulpar e perirradicular: 
Existem M.O que facilmente são eliminados 
pelo preparo químico-mecânico, porém 
outros apresentam uma maior resistência 
devido ao seu rebuscamento. Também é 
importante levar em consideração a 
resposta imunomoduladora do paciente 
afim de estabelecer o controle dessa 
infecção. 
Requisitos para se definir um 
patógeno endodôntico: 
• Quantidade de M.O 
• Fatores de virulência expressos 
durante a infecção (endotoxinas 
liberadas pelos microrganismos - 
subprodutos) 
• Localização no sistema de canais 
radiculares 
• Ambiente do canal radicular 
adequado 
• M.O antagônicos em baixa 
quantidade (ambientes que 
favorecem a colonização de 
determinados M.O) 
• Defesa do organismo 
 
 
 
Vias de comunicação: 
Em condições normais, o ESMALTE e o 
CEMENTO protegem e isolam a dentina e a 
polpa da agressão bacteriana. 
Outros exemplos = exposição pulpar; 
túbulos dentinários; periodonto e 
anacorese hematogênica (menos comum) 
Cárie dental 
A vida mais comum de contaminação é a 
CÁRIE DENTAL, induzindo respostas 
inflamatórias que podem causar danos à 
polpa 
 
 
Periodonto 
A principal via de comunicação entre o canal 
radicular e o periápice é o FORAME APICAL 
 
 
Anacorese Hematogênica 
É a atração que os tecidos inflamados 
debilitados ou necrosados exercem sobre as 
bactérias presentes na circulação sanguínea 
durante uma bacteremia 
Tipos de infecção endodôntica 
• Infecção intrarradicular 
primária/inicial (mais comum de 
ANAERÓBIOS ESTRITOS – 
polimicrobiana e mista) 
 
• Infecção intrarradicular 
secundária/persistente: causada 
por MO que não estavam presentes 
na infecção primaria e que 
penetram no canal durante o 
tratamento endodôntico, entre as 
sessões ou mesmo após a 
conclusão do tratamento. Por sua 
vez, a infecção PERSISTENTE é 
causada por MO que de alguma 
forma resistiram aos 
procedimentos intracanais de 
desinfecção. A microbiota de canais 
com insucesso é caracterizada por 
monoinfecções ou infecções com 
número limitado de MO com 
predominância de ANAERÓBIOS 
FACULTATIVOS. 
 
Principais MO envolvidos: 
Enterococcus faecalis; Candida 
albicans e outras espécies. 
Levar em consideração 
complexidade anatômicas e 
iatrogenias. 
 
Requisitos de sobrevivência 
de MOs: 
 
Adapta-se ao microambiente 
drasticamente modificado; 
resistindo aos efeitos 
antimicrobianos dos materiais 
obturadores; alto nível de 
virulência para manter ou induzir a 
inflamação perirradicular; acesso 
irrestrito aos tecidos 
perirradiculares para exercer a 
patogenicidade 
Infecções intrarradiculares 
persistentes: 
Por que monoinfecções ou nº limitado de 
MO? 
Bactérias capazes de resistir aos 
procedimentos; meio ambiente escasso de 
nutrientes; relações bacterianas mínimas. 
Por que ANAERÓBIOS FACULTATIVOS? 
Menos susceptibilidade aos procedimentos; 
podem permanecer em uma fase latente; 
períodos de baixa atividade metabólica 
HIDROXÍDO DE CÁLCIO 
Limitações: baixa solubilidade/capacidade 
tampão da dentina/ pouca difusibilidade; 
resistência de algumas espécies; formação 
de smear layer química. 
 
• Infecção extrarradicular: são 
originados usualmente de uma 
infecção intrarradicular que se 
estendeu para os tecidos 
perirradiculares 
 
Estalabelecimento da infecção: 
Avanço direto de espécies que 
superam as defesas do hospedeiro; 
persistência bacteriana em uma 
lesão após um abcesso 
perriradicular agudo; detritos 
contaminados extruídos que 
podem proteger bactériais 
 
Obs: grupos de MO predominantes 
em determinados momentos da 
infecção! 
 
Biofilme extrarradicular = 
actinomicose perirradicular 
é formada, basicamente, por 
Actinomyces e P. propionicum