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Anatomia ruminantes

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se distinguindo uma porção dorsal mais 
larga – a asa – e uma porção ventral mais estreita – o corpo. 
 A asa do ílio tem seu eixo maior disposto transversalmente e apresenta duas 
faces: face glútea e face sacropelvina. A face glútea é aquela voltada para cima e para 
fora. É côncava e está percorrida por uma elevação linear denominada linha glútea, 
pouco evidente em animais jovens. A face sacropelvina é aquela voltada para baixo e 
para dentro. É convexa e apresenta uma área rugosa para articulação com o sacro 
(parte da coluna vertebral). A extremidade lateral da asa do ílio forma uma saliência 
volumosa denominada túber coxal; a extremidade medial constitui outra saliência, o 
túber sacral. Entre o túber coxal e o túber sacral estende-se uma borda denominada 
crista ilíaca. 
 O corpo do ílio dirige-se para baixo e para trás, terminando em uma cavidade 
articular ampla e profunda, de contorno arredondado, denominada acetábulo e 
destinada à articulação com a cabeça do fêmur. A borda dorsal do corpo forma com a 
asa uma ampla reentrância denominada incisura isquiádica maior, que se continua 
caudalmente com uma crista cortante denominada espinha isquiádica. 
 
4.2.2 Pube 
 
É o menor e mais ventral dos ossos do quadril, formando a parte cranial do assoalho da 
cavidade pelvina. É composto de dois ramos, cranial e caudal. 
O ramo cranial é a parte maior do pube, dirigida para frente e para fora, de 
modo a se fundir com o corpo do ílio e formar parte do acetábulo. Seu limite com o 
corpo do ílio, na borda cranial do osso do quadril, é marcado pela presença de uma 
pequena saliência denominada eminência iliopúbica. 
O ramo caudal é a parte menor do pube, dirigida para trás para se fundir com o 
ísquio. Ele está unido ao seu correspondente do lado oposto por cartilagem fibrosa, 
constituindo esta união a parte cranial (sínfise púbica) da sínfise pelvina. Em animais 
mais velhos, esta sínfise costuma estar completamente ossificada. 
 
4.2.3 Ísquio 
 
É o mais caudal dos ossos que formam o quadril, podendo se distiguir nele três partes: 
corpo, tábula e ramo. 
O corpo é a parte do ísquio que se dirige para frente, de modo a se fundir com o 
corpo do ílio e contribuir para a formação do acetábulo. 
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A tábula é a parte mais larga e plana do ísquio, dirigida trás e para cima. Sua 
extremidade caudal forma uma saliência volumosa, de contorno aproximadamente 
triangular, denominada túber isquiádico. Entre este último e a espinha isquiádica, o 
ísquio forma uma reentrância, a incisura isquiádica menor. Caudalmente, as tábulas 
dos dois ísquios delimitam em conjunto uma outra reentrância, o arco isquiádico. Este 
arco tende a ser mais aberto nas fêmeas e mais fechado nos machos. 
O ramo é a parte menor e mais medial do ísquio, dirigindo-se para frente de 
modo a se fundir com o ramo caudal do pube. Está unido ao seu correspondente do 
lado oposto por cartilagem fibrosa, formando esta união a parte caudal (sínfise 
isquiádica) da sínfise pelvina. 
 A cada lado da sínfise pelvina, o ísquio delimita, juntamente com o pube, um 
amplo oríficio de contorno arredondado – o forame obturado – que recebe este nome 
pelo fato de estar ocluído por músculos. Há uma tendência de o forame obturado ser 
mais circular nas fêmeas e mais ovóide nos machos. 
 
4.2.4 Acetábulo 
 
É a cavidade articular do osso do quadril, formada conjuntamente pelo ílio, pube e 
ísquio e destinada à articulação com a cabeça do fêmur. O acetábulo está voltado para 
baixo e para fora, apresentando um típico contorno circular. Em seu interior encontra-
se, além da superfície articular propriamente dita, uma depressão não-articular 
denominada fossa do acetábulo. A borda do acetábulo é espessa e apresenta-se 
interrompida, no contorno caudomedial, por uma pronunciada incisura, denominada 
incisura do acetábulo. Apenas no bovino encontra-se também uma segunda incisura, 
mais discreta e situada cranialmente à primeira. 
 
4.3 Fêmur 
 
Constitui a base óssea da coxa. Articula-se proximalmente com o osso do quadril – 
mais especificamente com o acetábulo – e distalmente com a tíbia e a patela. É um 
típico osso longo, apresentando extremidade proximal, corpo e extremidade distal. 
 A extremidade proximal do fêmur é caracterizada pela presença de uma 
saliência articular esférica – a cabeça do fêmur – voltada medialmente e destinada à 
articulação com o acetábulo do quadril. Aproximadamente no centro da cabeça 
encontra-se uma pequena depressão não-articular, a fóvea da cabeça do fêmur. A 
cabeça está unida ao corpo do fêmur por um prolongamento mais estreito, o colo do 
fêmur, bem marcado medialmente. Lateralmente à cabeça do fêmur encontra-se uma 
volumosa saliência de face lateral rugosa – o trocânter maior – que se projeta para 
cima, ultrapassando a altura da cabeça. O trocânter maior continua-se, na face caudal 
da extremidade proximal, com uma crista espessa disposta obliquamente, denominada 
crista intertrocantérica. Esta crista vai terminar em uma pequena saliência rugosa – o 
trocânter menor. A crista intertrocantérica delimita, juntamente com o trocânter maior, 
uma depressão profunda, a fossa trocantérica. 
 O corpo do fêmur é cilíndrico. Sua face lateral apresenta, próximo à extremidade 
distal, uma depressão irregular, denominada fossa supracondilar. Sua face caudal 
caracteriza-se pela presença de rugosidades bem marcadas e nela se encontra 
geralmente o forame nutrício. 
 A extremidade distal do fêmur caracteriza-se por possuir três saliências 
articulares: a tróclea e dois côndilos, um lateral e outro medial. A tróclea está voltada 
cranialmente e destina-se à articulação com a patela. É uma grande saliência articular 
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em forma de polia, apresentando duas cristas separadas por um sulco. Os côndilos 
lateral e medial são duas saliências articulares globosas, voltadas caudalmente e 
destinadas à articulação com a tíbia. Estão separados um do outro por uma depressão 
profunda, a fossa intercondilar. Logo acima do côndilo medial encontra-se uma 
saliência rugosa, o epicôndilo medial; da mesma forma, acima do côndilo lateral 
encontra-se o epicôndilo lateral, porém menor que o medial. 
 
4.4 Patela 
 
A patela é um osso curto que se articula com a tróclea do fêmur, salientando-se na face 
cranial do joelho. Tem forma aproximadamente triangular, com o vértice voltado para 
baixo. Sua face cranial é convexa e rugosa; sua face caudal apresenta duas superfícies 
articulares para a tróclea do fêmur. No ângulo medial da patela prende-se uma 
cartilagem, denominada cartilagem patelar, nem sempre presente em ossos 
preparados. 
 
4.5 Tíbia e fíbula 
 
Constituem a base óssea da perna. Nos ruminantes, porém, somente a tíbia é um osso 
completamente desenvolvido, dotado de extremidade proximal, corpo e extremidade 
distal. 
 A extremidade proximal da tíbia é dilatada e de contorno aproximadamente 
triangular. Apresenta duas superfícies articulares, os côndilos lateral e medial, 
destinados à articulação com os côndilos correspondentes do fêmur. Separando os dois 
côndilos, aproximadamente no centro da extremidade proximal, encontra-se uma 
saliência voltada para cima – a eminência intercondilar – dotada de dois tubérculos, dos 
quais o medial é o mais alto. No ângulo cranial da extremidade proximal destaca-se 
uma grande saliência rugosa, denominada tuberosidade da tíbia, que se prolonga 
distalmente como uma crista no corpo do osso. Entre a tuberosidade da tíbia e o 
côndilo lateral encontra-se uma reentrância, o sulco extensor. Outra reentrância, a 
incisura poplítea, é encontrada na face caudal da extremidade proximal, entre os dois 
côndilos. 
 O corpo da tíbia é largo e de contorno triangular em seu terço proximal; 
distalmente, ele se torna mais estreito e de contorno quadrangular. Sua face caudal 
caracteriza-se pela presença de rugosidades dispostas

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