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Anatomia ruminantes

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32.3 Longíssimo da cabeça 
 
Este músculo consiste de duas porções, que são mais ou menos distintas nos 
ruminantes domésticos. A porção lateral, mais curta, insere-se na asa do atlas, 
constituindo para alguns autores o músculo longíssimo do atlas. A porção medial, mais 
longa, insere-se no osso temporal. As duas porções originam-se nos processos 
transversos das duas primeiras vértebras torácicas e nos processos articulares das 
quatro ou cinco últimas vértebras cervicais. É irrigado pelas artérias cervical profunda e 
vertebral. 
Ação e inervação: Sua ação assemelha-se à do músculo esplênio. É inervado 
pelos ramos dorsais dos últimos nervos espinhais cervicais e primeiro nervo espinhal 
torácico. 
 
32.4 Longíssimo do pescoço 
 
É um músculo predominantemente tendíneo, situado profundamente à parte cervical do 
músculo serrátil ventral. Origina-se nos processos transversos das sete primeiras 
vértebras torácicas. Insere-se nos processos transversos da terceira à sétima vértebras 
cervicais. É irrigado pelas artérias cervical profunda e vertebral. 
Ação e inervação: As mesmas do músculo longíssimo da cabeça. 
 
32.5 Semispinhal da cabeça 
 
É o maior dos músculos da região, constituindo a camada muscular mais profunda do 
pescoço. Origina-se nos processos transversos das oito primeiras (bovino) ou seis 
primeiras (pequenos ruminantes) vértebras torácicas e nos processos articulares das 
cinco últimas vértebras cervicais. Alguns de seus fascículos têm origem no ligamento 
da nuca. Insere-se no osso occipital. É irrigado pelas artérias cervical profunda e 
vertebral. 
Ação e inervação: Sua ação é semelhante à do músculo esplênio. É inervado 
pelos ramos dorsais dos quatro últimos nervos espinhais cervicais e primeiros nervos 
espinhais torácicos. 
 
32.6 Reto dorsal maior da cabeça 
 
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É um músculo pequeno, que se estende desde o processo espinhoso do áxis até o 
osso occipital. É irrigado pela artéria occipital. 
Ação e inervação: Auxilia na elevação da cabeça. É inervado pelo ramo dorsal 
do primeiro nervo espinhal cervical (C1). 
 
32.7 Reto dorsal menor da cabeça 
 
Situa-se profundamente ao reto dorsal maior da cabeça, estando parcialmente fundido 
a ele nos bovinos. Origina-se no arco dorsal do atlas e insere-se no osso occipital. É 
irrigado pela artéria occipital. 
Ação e inervação: As mesmas do músculo reto dorsal maior da cabeça. 
 
32.8 Oblíquo cranial da cabeça 
 
É um músculo curto, situado entre o atlas e o osso occipital, profundamente às 
aponeuroses dos músculos cleidocefálico e esplênio. Origina-se na asa do atlas e 
insere-se no processo jugular do occipital. É irrigado pela artéria vertebral. 
Ação e inervação: Estende a cabeça. É inervado pelo primeiro nervo espinhal 
cervical (C1). 
 
32.9 Oblíquo caudal da cabeça 
 
É um músculo relativamente bem desenvolvido, que ocupa a face dorsal do atlas e do 
áxis. É inteiramente carnoso e suas fibras dirigem-se craniolateralmente. Origina-se no 
processo espinhoso e no processo articular caudal do áxis e insere-se na face dorsal da 
asa do atlas. É irrigado pelas artérias vertebral e occipital. 
Ação e inervação: Produz rotação do atlas sobre o dente do áxis, causando 
indiretamente rotação da cabeça. É inervado pelos ramos dorsais do primeiro e 
segundo nervos espinhais cervicais. 
 
32.10 Esternocefálico 
 
É um músculo longo que, nos bovinos e caprinos, apresenta-se dividido em parte 
mandibular e parte mastóidea. Nos ovinos, compreende somente a parte mastóidea. 
Ambas as partes do músculo esternocefálico originam-se no manúbrio do esterno. A 
parte mandibular, nos bovinos, insere-se na fáscia que recobre o músculo masséter e 
também na mandíbula. Nos caprinos, a inserção desta parte dá-se um pouco mais 
dorsalmente, no osso zigomático. A parte mastóidea, nos bovinos, caprinos e ovinos, 
insere-se, juntamente com o músculo longo da cabeça, no osso temporal. É irrigado 
pela artéria carótida comum. 
Ação e inervação: Atuando unilateralmente, inclina a cabeça e o pescoço para o 
lado correspondente; quando os músculos dos dois lados atuam simultaneamente, 
abaixam a cabeça e o pescoço. É inervado pelo ramo ventral do nervo acessório. 
 
32.11 Esternotireóideo e esterno-hióideo 
 
Constituem duas estreitas fitas musculares que se estendem do esterno até a região 
laríngea. Apresentam-se fundidos até o terço médio do pescoço, onde os dois músculos 
então se separam. O músculo esterno-hióideo, mais medial, corre ventralmente à 
traquéia e à laringe e vai inserir-se no osso basi-hióide. Já o músculo esterno-tireóideo 
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passa lateralmente à metade cranial da traquéia, indo inserir-se na cartilagem tireóidea 
da laringe. São irrigados pela rtéria carótida comum. 
Ação e inervação: Retraem o osso hióide, a língua e a laringe. São inervados 
por ramos ventrais dos nervos espinhais cervicais. 
 
32.12 Escalenos 
 
Compreendem três músculos: escaleno dorsal, escaleno médio e escaleno ventral. O 
escaleno dorsal, que falta nos ovinos, tem aspecto laminar e se estende dos processos 
transversos da quarta à sexta vértebras cervicais até a terceira e quarta costelas. O 
escaleno médio estende-se dos processos transversos da sexta e sétima vértebras 
cervicais à parte dorsal da primeira costela. O escaleno ventral é o mais volumoso, 
estendendo-se dos processos transversos da terceira à sexta vértebras cervicais até a 
parte ventral da primeira costela. São irrigados pela artéria vertebral e pelas primeiras 
artérias intercostais dorsais. 
Ação e inervação: Flexionam o pescoço e atuam na inspiração. São inervados 
por ramos ventrais dos últimos nervos espinhais cervicais. 
 
32.13 Intertransversais do pescoço 
 
São feixes musculares que se prendem nos processos transversos e costais das 
vértebras cervicais.Distingue-se entre eles uma porção maior, denominada músculo 
intertransversal longo, que se prende nos processos costais da sexta à terceira 
vértebras cervicais e na borda caudal da asa do atlas, situando-se entre o músculo 
longo da cabeça ventralmente e o músculo escaleno ventral dorsalmente. São irrigados 
pela artéria vertebral. 
Ação e inervação: Inclinam a cabeça e o pescoço lateralmente. São inervados 
por ramos ventrais dos nervos espinhais cervicais. 
 
32.14 Longo da cabeça 
 
Origina-se nos processos costais da sexta à terceira vértebras cervicais e dirige-se 
cranialmente, relacionando-se ventralmente com o músculo intertransversal longo. Na 
altura da asa do atlas, seu tendão funde-se com o da parte mastóidea do 
esternocefálico, indo inserir-se no osso temporal. É irrigado pela artéria carótida 
comum. 
Ação e inervação: Flexiona ventralmente a cabeça e o pescoço. É inervado 
pelos ramos ventrais dos seis primeiros nervos espinhais cervicais. 
 
 
 
 
 
32.15 Longo do pescoço 
 
É constituído por vários feixes carnosos, que se estendem sucessivamente desde a 
sexta vértebra torácica até o atlas. Sua porção torácica consta de feixes mais ou menos 
isolados, que se originam no aspecto ventrolateral dos corpos vertebrais e se inserem 
nos processos transversos da sexta e sétima vértebras cervicais. Os feixes da porção 
cervical não são tão distintos; originam-se no corpo e no processo transverso de cada 
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vértebra cervical e terminam na crista ventral da vértebra precedente. Os últimos feixes 
são tendíneos e inserem-se no tubérculo ventral do atlas. É irrigado pela artéria 
carótida comum. 
Ação e inervação: Flexiona ventralmente o pescoço e a cabeça. É inervado pelo 
ramo ventral do sétimo nervo espinhal cervical. 
 
32.16 Omo-hióideo 
 
É um músculo pouco desenvolvido, de aspecto laminar, que se dispõe obliquamente na 
extremidade cranial do pescoço. Origina-se nos processos transversos da segunda e 
terceira vértebras cervicais por meio de uma

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