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Anatomia ruminantes

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a cada lado do atlas. Na face dorsal da asa, 
próximo à sua borda cranial, observa-se uma pequena depressão, na qual se abrem 
dois orifícios: um dirigido para dentro, denominado forame vertebral lateral; outro 
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dirigido para fora, denominado forame alar. Na face ventral da asa encontra-se uma 
depressão maior, a fossa do atlas, na qual se abre o forame alar. 
 
5.2.2 Áxis 
 
O áxis é a segunda e a mais longa das vértebras cervicais. Sua principal característica 
é a presença, na extremidade cranial do corpo, de uma saliência articular mediana, de 
forma hemicilíndrica, denominada dente do áxis. O processo espinhoso é bastante 
desenvolvido, com a forma de uma crista alta e espessa. Os processos transversos são 
ponteagudos e estão voltados caudalmente. Os processos articulares craniais situam-
se um a cada lado da base do dente, apresentando-se como expansões de superfície 
articular voltada cranialmente. Os processos articulares caudais projetam-se 
caudalmente da borda caudal do arco. 
O áxis possui, a cada lado, dois forames: um bem desenvolvido – forame 
vertebral lateral – situado próximo à borda cranial do arco; outro bem menor – forame 
transversal – situado na base do processo transverso. Em alguns casos, o forame 
transversal está ausente. 
 
5.2.3 Terceira à sétima vértebras cervicais 
 
As cinco últimas vértebras cervicais apresentam aproximadamente as mesmas 
características A sexta e a sétima vértebras possuem algumas peculiaridades, sem 
contudo fugir ao padrão da região. 
A terceira, quarta e quinta vértebras cervicais são aproximadamente cubóides e 
seus corpos diminuem de comprimento à medida que se distanciam na coluna. 
Possuem um processo espinhoso bem saliente e inclinado cranialmente. Os processos 
transversos estão divididos em duas partes: parte dorsal, mais curta e voltada para trás; 
parte ventral, mais longa e voltada para baixo e para frente. Na base de cada processo 
transverso encontra-se o forame transversal, bem amplo. Os processos articulares 
craniais e caudais são bem desenvolvidos, projetando-se respectivamente da borda 
cranial e da borda caudal do arco. 
A sexta vértebra cervical diferecia-se das precedentes por apresentar a parte 
ventral do processo transverso sob a forma de uma larga lâmina voltada ventralmente, 
dando ao conjunto o aspecto de uma sela. 
A sétima vértebra cervical caracteriza-se por seu processo espinhoso bem mais 
alto que o das vértebras precedentes e por não apresentar a parte ventral do processo 
transverso e nem o forame transversal. Por outro lado, ela apresenta, a cada lado da 
fossa da vértebra, uma pequena superfície articular côncava, a fóvea costal, destinada 
à articulação com a cabeça da primeira costela. 
 
5.3 Vértebras torácicas 
 
As vértebras torácicas caracterizam-se por apresentar processos espinhosos longos e 
inclinados caudalmente, sendo os mais altos os da terceira e quarta vértebras. Além 
disto, possuem pequenas superfícies articulares côncavas, as fóveas costais, 
destinadas à articulação com as costelas. Existem, a cada lado da vértebra, três fóveas 
costais: fóvea costal cranial, junto à cabeça da vértebra; fóvea costal caudal, junto à 
fossa da vértebra; fóvea costal do processo transverso, no processo transverso, que é 
bastante curto. 
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Na maioria das vértebras torácicas, os processos articulares craniais e os 
processos articulares caudais estão reduzidos a simples facetas articulares planas, 
situadas respectivamente junto à borda cranial e à borda caudal do arco da vértebra. 
No bovino, além da série de forames intervertebrais formados entre uma 
vértebra e a vértebra seguinte, cada vértebra torácica possui um forame próprio, 
denominado forame vertebral lateral, situado caudalmente ao processo transverso. 
 
5.4 Vértebras lombares 
 
As vértebras lombares caracterizam-se por apresentar processos transversos longos, 
laminares, dispostos horizontalmente e ligeiramente encurvados em sentido cranial. 
Seus processos espinhosos apresentam-se como lâminas quadrangulares, dispostas 
verticalmente. 
Os processos articulares craniais são tuberosos e suas facetas articulares são 
côncavas e voltadas medialmente. Já os processos articulares caudais possuem, 
conforme o esperado, facetas articulares convexas. 
Como nas vértebras torácicas, as primeiras vértebras lombares do bovino 
podem também apresentar, além da série de forames intervertebrais, um forame 
vertebral lateral. 
 
5.5 Sacro 
 
O sacro é formado pela fusão das vértebras sacrais e constitui o teto da cavidade 
pelvina. Ele articula-se cranialmente com a última vértebra lombar, caudalmente com a 
primeira vértebra coccígea e distalmente com o osso do quadril. Entre a extremidade 
cranial do sacro e a extremidade caudal da última vértebra lombar permanece 
dorsalmente um amplo espaço, denominado espaço interarcual lombossacral. Este 
espaço é um importante local para introdução de agulhas dentro do canal vertebral, 
com a finalidade de punção do líquor ou aplicação de anestésicos. 
A face dorsal do sacro é bastante irregular. Assim, no plano mediano os 
processos espinhosos das vértebras sacrais estão fundidos de modo a formar uma 
crista alta e espessa, denominada crista sacral mediana. A cada lado da base da crista 
sacral mediana encontra-se uma crista bem mais discreta e irregular, denominada crista 
sacral intermédia, resultante da fusão dos processos articulares das vértebras sacrais. 
A borda lateral do sacro constitui a crista sacral lateral, resultante da fusão dos 
processos transversos das vértebras sacrais. Na face dorsal do sacro são encontrados, 
a cada lado da crista sacral mediana e parcialmente cobertos pela crista sacral 
intermédia, orifícios denominados forames sacrais dorsais. 
A face ventral ou pelvina do sacro é lisa, apresentando-se cruzada por discretas 
linhas transversais, que indicam os limites dos corpos das vértebras sacrais. Nela se 
encontram duas séries de orifícios, os forames sacrais pelvinos, mais amplos que os 
forames sacrais dorsais. 
A extremidade cranial do sacro denomina-se base e apresenta, em seu contorno 
ventral, uma discreta saliência abaulada, denominada promontório sacral. A cada lado 
da base, o sacro forma uma expansão volumosa, de contorno aproximadamente 
triangular, denominada asa do sacro e que se articula com o ílio (osso do quadril). 
 
5.6 Vértebras coccígeas (caudais) 
 
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As vértebras coccígeas formam a base óssea da cauda. À medida que se distanciam 
na cauda, elas diminuem progressivamente de tamanho, devido à redução de seus 
processos espinhosos e transversos. 
As cinco ou seis primeiras vértebras coccígeas possuem corpo e arco. Da face 
ventral do corpo projetam-se duas expansões discretas, os processos hemais. Estes 
últimos delimitam um sulco, no qual passa uma artéria cuja pulsação pode ser sentida 
pela palpação da face ventral da cauda. As últimas vértebras coccígeas estão reduzidas 
a simples ossos de forma cilíndrica. 
 
5.7 Costelas e cartilagens costais 
 
As costelas formam o arcabouço lateral da parede do tórax e dão proteção aos órgãos 
da cavidade torácica e parte dos órgãos abdominais. Articulam-se dorsalmente com as 
vértebras torácicas e ventralmente com as cartilagens costais. Os ruminantes possuem 
treze pares de costelas, podendo em alguns casos ocorrer quatorze pares. As três 
primeiras costelas são aproximadamente retas, enquanto as restantes apresentam-se 
ligeiramente curvas. 
As oito primeiras costelas prendem-se ventralmente ao esterno por meio de 
peças cartilaginosas denominadas cartilagens costais; são por isto denominadas 
costelas verdadeiras ou esternais. Já costelas restantes são chamadas falsas ou 
asternais, pelo fato de suas cartilagens costais não se prenderem diretamente ao 
esterno, mas se unirem uma à outra de modo a formar

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