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ONCOLOGIA HM5

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1 Fabiana Nogueira- 5º semestre UNIME 
Habilidades médicas- Estação de Oncologia 
 O que é o câncer? 
Câncer é um termo que abrange os mais de 100 diferentes tipos de doenças malignas 
que têm em comum o crescimento desordenado de células, que podem invadir tecidos 
adjacentes ou órgãos a distância. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser 
muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que podem 
espalhar-se para outras regiões do corpo. Os diferentes tipos de câncer correspondem 
aos vários tipos de células do corpo. 
 
Existem características que diferenciam os diferentes tipos de câncer, como: 
 Velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e 
órgãos vizinhos ou distantes, conhecida como metástase. 
O que é neoplasia? 
No organismo, verificam-se formas de crescimento celular controlada e não controlada. 
A hiperplasia, metaplasia e a displasia, são exemplos de crescimento controlado. 
Neoplasias são formas de crescimento não controlados dos tumores. 
Neoplasia é uma proliferação anormal do tecido, que foge parcial ou totalmente ao 
controle do organismo e tende a autonomia e a perpetuação, com efeitos agressivos 
sobre o hospedeiro. 
Várias classificações foram propostas para as neoplasias. A mais utilizada leva em 
consideração dois aspectos básicos: O comportamento biológico e a histogênese. 
Comportamento biológico-→Os Tumores podem ser: 
• Benignos 
• Limítrofes 
• Malignos 
Benignos: Crescimento lento e expansivo determinando a compressão dos tecidos 
vizinhos. Nesse processo temos a formação da pseudocápsula fibrosa. 
 
2 Fabiana Nogueira- 5º semestre UNIME 
Malignos: Crescimento rápido, desordenado, infiltrativo e destrutivo. Normalmente 
não permite a formação desta pseudocápsula. 
Crescimento Benigno: 
 Crescimento lento 
 possuem estroma e uma rede vascular adequada 
 raramente apresentam necrose e hemorragia. 
Crescimento maligno: 
 Maior rapidez e desorganização do crescimento 
 maior capacidade infiltrativa e alto índice de duplicação celular 
 Temos uma desproporção infiltrativa 
 Desproporção entre parênquima tumoral e o estroma vascularizado. 
 Áreas de necrose ou hemorragia de grau variável com a velocidade do 
crescimento e a idade tumoral. 
Morfologia benigna: Semelhantes e reproduzem o aspecto das células do tecido que lhe 
deu origem. 
Morfologia maligno: Têm graus variados de diferenciação e, portanto, guardam pouca 
semelhança com as células que as originam. 
• Mitose: 
No caso de tumores, o número de mitoses está inversamente relacionado com o grau 
de diferenciação. 
 Benignos, as mitoses são raras e tem aspecto típico. 
 Malignos, são em maior número e atípicas. 
 
• Antigenicidade: 
As células dos tumores benignos, por serem bem diferenciadas, não apresentam a 
capacidade de produzir antígenos. Já as células malignas, pouco diferenciadas, têm 
esta propriedade, o que permite o diagnóstico e o diagnóstico precoce de alguns 
tipos de câncer. 
• Metástase: 
As duas propriedades principais das neoplasias malignas→ A capacidade invasivo-
destrutiva local e a produção de metástases. Por definição, a metástase constitui o 
crescimento neoplásico à distância, sem continuidade e sem dependência do foco 
primário. 
• TODO TUMOR É CÂNCER? 
 
3 Fabiana Nogueira- 5º semestre UNIME 
Não, nem todo tumor é câncer. A palavra tumor corresponde ao aumento de volume 
observado numa parte qualquer do corpo. Quando o tumor se dá por crescimento do 
número de células, ele é chamado de neoplasia- que pode ser benigna ou maligna. Ao 
contrário do câncer que é uma neoplasia maligna, às neoplasias benignas, têm seu 
crescimento de forma organizada, em geral lento, e apresenta limites bem definidos. 
Elas tampouco invadem os tecidos vizinhos ou desenvolvem metástases. O lipoma e o 
mioma são exemplos de tumores benignos. 
• COMO SURGE O CÂNCER? 
O Câncer surge a partir de uma mutação genética, ou seja, de uma alteração do DNA da 
célula, que passa a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações 
podem ocorrer em genes especiais, denominados proto-oncogenes, que a princípio são 
inativos em células normais. Quando ativados, os proto-oncogenes tornam-se 
oncogenes responsáveis por transformar as células normais em células cancerosas. 
Os efeitos cumulativos de diferentes agentes cancerígenos ou carcinógenos, são 
responsáveis pelo início, promoção, progressão e inibição do tumor. A carcinogênese é 
determinada pela exposição a esses agentes, em uma dada frequência e em dado 
período, e pela interação entre eles. Devem ser considerados, no entanto, as 
características individuais, que facilitam ou dificultam a instalação do dano celular. 
 ESTÁGIO DE INICIAÇÃO: 
Genes sofrem ação dos agentes cancerígenos, que promovem modificações em alguns 
de seus genes. As células encontram-se geneticamente modificadas, porém ainda não é 
possível detectar um tumor clinicamente. Elas encontram-se preparadas, ou seja, 
iniciadas. 
 ESTÁGIO DE PROMOÇÃO: 
Células geneticamente alteradas, ou seja, iniciadas, sofrem o efeito dos agentes 
cancerígenos classificados como oncopromotores. A célula iniciada é transformada em 
célula maligna, de forma lenta e progressiva. Para que ocorra essa transformação, é 
necessário um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor. Alguns 
componentes da alimentação e a exposição excessiva e prolongada a hormônios são 
exemplos de fatores que promovem a transformação da célula iniciada em malignas. 
 ESTÁGIO DE PROGRESSÃO: 
Se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. 
Nesse estágio o câncer já instalado, evolui até o surgimento das primeiras manifestações 
clínicas da doença. Os fatores que promovem a iniciação ou progressão da 
carcinogênese são chamados agentes oncoaceleradores ou carcinógenos. O fumo é um 
agente carcinógeno completo, pois possui componentes que atuam nos três estágios de 
carcinogênese. 
 
4 Fabiana Nogueira- 5º semestre UNIME 
• FATORES DE RISCO DO CÂNCER: 
 Genes e cromossomos 
 Oncogenes, proto-oncogenes e genes supressores tumorais 
 idade 
 Fatores ambientais, etilismo, tabagismo 
 Dieta 
 Medicamentos e tratamentos médicos 
 Infecções 
 Distúrbios inflamatórios 
 Excesso de peso 
 Sedentarismo 
FATORES MODIFICÁVEIS: tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, 
sedentarismo. 
FATORES NÃO MODIFICÁVEIS: herança genética, envelhecimento, menopausa tardia 
ou menarca precoce, ausência de gestação, histórico familiar. 
 TERMINOLOGIA: 
A designação de tumores baseia-se na sua histogênese e na sua Histopatologia. Para os 
tumores benignos, a regra é acrescentar o sufixo “oma” (tumor) ao termo que designa 
o tecido que originou. 
Exemplo: Tumor benigno de tecido cartilaginoso: condroma 
 Tumor benigno de tecido granuloso: Lipoma 
 Tumor benigno do tecido glandular: Adenoma 
Exceções: Tumores embrionários: Teratomas (podem ser benignos ou malignos, 
dependendo do seu grau de diferenciação), seminomas, coriocarcinomas e carcinoma 
de células embrionárias. 
Epônimos: Linfoma de burkitt, doença de Hodgkin, sarcoma de Ewing, sarcoma de 
Ewing, sarcoma de Kaposi, Tumor de Wilms, tumor de krukenberg. 
 Morfologia tumoral 
Os carcinomas e adenocarcinomas podem receber nomes complementares 
(epidermoide, papilífero, seroso, mucinoso, cístico, medular, lobular etc.). Para melhor 
descrever sua morfologia. 
Sufixo indevido: Algumas neoplasias malignas ficaram denominadas como se fossem 
benignas (ou seja, apenas com o sufixo OMA) por não possuírem a correspondente 
variante benigna: Melanoma, linfoma e sarcoma. 
Algumas vezes, a nomenclatura de alguns tumores escapa a qualquer critério 
histogenético ou morfológico: mola hidatiforme e micose