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(Curta / Salve / Siga) Zoologia - Teoria e exercícios

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1BiologiaZoologia
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Direção-Geral: Sandro Bonás
Direção Pedagógica: Zelci C. de Oliveira
Direção Editorial: Roger Trimer
Gerência pedagógica: Juliano de Melo Costa
Gerência Editorial: Osvaldo Govone
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Ouvidoria: Regina Gimenes
Conselho Editorial: Juliano de Melo 
Costa, Osvaldo Govone, Sandro 
Bonás e Zelci C. de Oliveira
PRODUÇÃO EDITORIAL
Autoria: Fernando Roma
Editoria: Marcos R. Rodrigues e Renato Trevilato
Assistente editorial: Luzia H. Fávero F. López
Assistente administrativo: George R. Baldim
Projeto gráfico e direção de 
arte: Matheus C. Sisdeli
Preparação de originais: Marisa A. dos Santos 
e Silva e Sebastião S. Rodrigues Neto
Iconografia e licenciamento de texto: 
Cristian N. Zaramella, Marcela Pelizaro 
e Paula de Oliveira Quirino.
Diagramação: BFS bureau digital
Ilustração: BFS bureau digital
Revisão: Flávia P. Cruz, Flávio R. Santos, 
José S. Lara, Leda G. de Almeida e 
Maria Cecília R. D. B. Ribeiro.
Capa: LABCOM comunicação total
Fechamento: Edgar M. de Oliveira
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CAPÍTULO 01 CLASSIFICAÇÃO BIOLÓGICA 7
1. Introdução 7
2.	 Sistemas	de	classificação	 7
3.	 Sistema	de	classificação	de	Lineu	 8
4. Conceito biológico de espécie 9
5. Regras de nomenclatura 9
6. Reinos de seres vivos 10
CAPÍTULO 02 PROTOZOÁRIOS 14
1. Introdução 14
2.	 Características	gerais	 14
3.	 Classificação	 15
4. Protozoários parasitas 17
CAPÍTULO 03 EMBRIOLOGIA 26
1. Introdução 26
2. Fecundação 26
3. Etapas do desenvolvimento 26
4.	 Classificação	embriológica	dos	animais	 29
5. Tipos de ovos e de segmentação 30
6. Anexos embrionários 32
7. Ovo das aves e dos répteis 33
8.	 Placenta	 34
CAPÍTULO 04 PORÍFEROS E CNIDÁRIOS 36
1. Poríferos 36
2. Cnidários 39
CAPÍTULO 05 PLATELMINTOS E NEMATELMINTOS 48
1.	 Platelmintos	 48
2. Doenças causadas por platelmintos 51
3. Nematelmintos 54
4. Doenças causadas por nematelmintos 56
CAPÍTULO 06 ANELÍDEOS E ARTRÓPODES 62
1. Anelídeos 62
2. Artrópodes 65
CAPÍTULO 07 MOLUSCOS E EQUINODERMOS 80
1.	 Moluscos	 80
2.	 Equinodermos	 84
CAPÍTULO 08 CORDADOS 90
1.	 Características	gerais	 90
2. Protocordados 91
3. Vertebrados 93
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 119
Capítulo 01 121
Capítulo 02 130
Capítulo 03 145
Capítulo 04 164
Capítulo 05 172
Capítulo 06 197
Capítulo 07 219
Capítulo	08	 232
GABARITO 261
Teoria
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Zoologia
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Biologia
CAPÍTULO 01 CLASSIFICAÇÃO BIOLÓGICA
1. Introdução
A Sistemática é um ramo da biologia que es-
tuda a biodiversidade, com os objetivos de 
organizá-la, de descrevê-la e de compreender 
os processos responsáveis pela existência da 
diversidade biológica.
A taxonomia é uma área da sistemática que 
trata da classificação e da nomenclatura dos 
seres vivos.
A grande vantagem de um bom sistema de 
classificação e de nomenclatura é a sua uni-
versalidade. O nome Homo sapiens refere-se 
à espécie humana em qualquer local do mun-
do. Assim, trabalhos científicos referentes ao 
Homo sapiens ou a qualquer outra espécie 
poderão ser analisados em qualquer parte do 
mundo, desde que se saiba a que espécie de-
terminado ser vivo pertence.
2. Sistemas de classificação
Os seres vivos são classificados por meio de cri-
térios preestabelecidos, isto é, usamos regras 
de classificação de acordo com a necessidade 
e com o sistema de classificação adotado.
Nas ciências, a classificação dos objetos, dos 
elementos químicos e dos seres vivos é feita 
para facilitar o estudo das diversas áreas do 
conhecimento, como a biologia, a química, a 
física, entre outras.
No estudo dos seres vivos, notamos uma enorme 
biodiversidade, diferentes formas de vida com 
diferentes hábitats e complexos mecanismos de 
adaptações aos ecossistemas de nossa biosfera.
Ao longo da história da classificação dos seres 
vivos, os critérios e os sistemas de classifica-
ção adotados sempre estiveram vinculados ao 
conhecimento disponível sobre as diferentes 
espécies em diferentes épocas.
É evidente a dependência que sempre ocorreu 
entre a elaboração de critérios de classificação 
e o conhecimento da morfologia, da anatomia, 
da fisiologia, da bioquímica, do desenvolvi-
mento embrionário e dos aspectos evolutivos 
que caracterizam as diferentes espécies.
A história dos sistemas de classificação bioló-
gica acompanhou a evolução da construção 
dos microscópios ao longo do tempo. O co-
nhecimento da organização microscópica das 
células trouxe subsídios para a elaboração de 
diferentes sistemas de classificação.
Somente com o microscópio é que os cien-
tistas puderam definir a célula, conhecer sua 
organização procariótica e eucariótica, a orga-
nização das células em tecidos, diferenciar cé-
lula animal de vegetal, conhecer as organelas 
citoplasmáticas e assim por diante. Assim, os 
sistemas de classificação dos seres vivos, des-
de a época de Aristóteles até os dias de hoje, 
sofreram muitas mudanças, o que caracteri-
zou a taxonomia como uma ciência muito di-
nâmica no campo das ciências biológicas.
A primeira tentativa de classificação foi feita 
pelo	 filósofo	 grego	 Aristóteles	 (384-322	 a.C.),	
considerado o “pai da zoologia”, que indicou 
como os animais poderiam ser agrupados de 
acordo com suas características. Seus trabalhos 
serviram de base para uma classificação que di-
vidia os animais conhecidos como vertebrados, 
ou animais de sangue vermelho, e invertebra-
dos, ou animais sem sangue vermelho, e foram 
utilizados por cerca de 2.000 anos.
Na metade do século XVII, o inglês John Ray 
(1627-1705)	 tentou	 catalogar	 e	 dispor	 siste-
maticamente todos os organismos do mundo. 
Foi também o primeiro a usar o termo "espé-
cie" para designar certo tipo de organismo.
Os sistemas de classificação utilizados até o co-
meço do século XVIII tinham algo em comum: 
eram apoiados em um número extremamente 
limitado de características dos organismos que 
estavam sendo analisados. Assim, por exemplo, 
surgiu uma classificação que dividia os animais 
de acordo com sua forma de locomoção: anda-
dores, saltadores, voadores, nadadores.
Os inconvenientes de uma divisão como essa 
são óbvios, pois um mesmo grupo pode con-
ter seres muito diferentes, contrariando o ob-
jetivo principal da classificação. Por exemplo: 
insetos, pássaros e morcegos são animais vo-
adores. Apesar de muito diferentes quanto à 
sua estrutura, ficam no mesmo grupo por te-
rem uma única característica comum: o fato de 
poderem voar. Sistemas de classificação como 
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Biologia
esse, que utilizam um único critério, como, por 
exemplo, o uso de características macroscópi-
cas, para separar os organismos em grupos, 
ficaram conhecidos como artificiais. 
A partir do século XVIII, os sistemas de classi-
ficação tornaram-se naturais, usando critérios 
objetivos com dados fornecidos pela morfo-
logia, fisiologia, ecologia e embriologia. Tais 
sistemas trouxeram duas importantes vanta-
gens: primeiro, o fato de os organismos serem 
separados em grupos com base em múltiplas 
características assegura que fiquem reunidos 
seres realmente semelhantes, satisfazendo os 
objetivos da classificação; segundo, realiza-se 
a divisão dos organismos com base em seu pa-
rentesco evolutivo, refletindo a filogenia, que 
é a história evolutiva de um grupo.
Entretanto, devido a divergências entre os 
especialistas no assunto, surgem muitas in-
terpretações e, portanto, a classificação não 
é uniforme e pode variar de acordo com as 
ideias de cada autor.
3. Sistema de classificação de Lineu
Carl	von	Linné	(1707-1778),	naturalista,	médi-
co e professor sueco, cujo nome em português 
é Lineu, publicou, em 1735, o livro Systema 
naturae, propondo um sistema de classifica-
ção e de nomenclatura dos seres vivos. Em-
bora artificial, esse sistema é empregado até 
hoje, mas com algumas modificações.
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Representação artística de Lineu