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(Curta / Salve / Siga) Zoologia - Teoria e exercícios

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de Chagas. Na fase adulta, tan-
to a fêmea quanto o macho são hematófagos. A 
espoliação sanguínea realizada pelos barbeiros 
não é tão marcante a ponto de ocasionar inter-
nação de pessoas.
Resposta: C
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1. Introdução
O organismo de um ser humano é consti-é consti-
tuído por trilhões de células, todas deriva-lhões de células, todas deriva-ões de células, todas deriva-deriva-
das do zigoto, resultante da união de um 
espermatozoide com um óvulo.
O núcleo do zigoto tem carga cromossômi-úcleo do zigoto tem carga cromossômi-
ca diploide. Por divisões mitóticas suces-oide. Por divisões mitóticas suces-
sivas, o zigoto gera células geneticamente 
iguais. No entanto, as células passam a ter 
funções especializadas, num processo de-ções especializadas, num processo de- de-
nominado diferenciação celular, gerando 
os tecidos epitelial, conjuntivo, muscular 
e nervoso.
A embriologia estuda o desenvolvimento 
do organismo desde a formação do zigoto 
até a definição dos sistemas que compõem 
o indivíduo. O estudo da embriologia tem 
muitas aplicações, auxiliando na classifica-ções, auxiliando na classifica-
ção dos animais e na compreensão de sua 
evolução.
Atualmente, a embriologia mantém fortes 
vínculos com áreas relacionadas aos estu-aos estu-
dos de células-tronco e de clonagem.
2. Fecundação
A fecundação ou fertilização é o processo no 
qual	 o	 gameta	masculino	 (espermatozoide)	
se une ao gameta feminino (óvulo, nos ani-
mais, e ovócito secundário, na espécie hu-
mana).
O gameta feminino apresenta algumas bar-
reiras para a penetração dos espermato-
zoides: a coroa radiada, externa e formada 
por células foliculares, e a zona pelúcida, ca-
mada glicoproteica, situada logo após a co-
roa radiada. Os espermatozoides possuem, 
na região da cabeça, o acrossomo, que, ao 
entrar em contato com tais barreiras, libe-
ra enzimas hidrolíticas, que dissolvem os 
envoltórios do gameta feminino. Após ven-
cê-las, ocorre a fusão entre as membranas 
dos dois gametas. Imediatamente após a 
fecundação, as células foliculares glandula-
res que envolvem a célula reprodutora femi-
nina retraem-se, liberta-se o conteúdo dos 
grânulos corticais, formando a membrana 
de fecundação, que impede a entrada de 
outros espermatozoides. Todavia, o proces-
so de fecundação só é completo quando os 
dois núcleos haploides, um de cada game-
ta, unem-se formando um núcleo diploide, 
processo chamado cariogamia ou anfimixia. 
Nesse momento, forma-se uma única célula, 
chamada ovo, célula-ovo ou zigoto.
3. Etapas do desenvolvimento
O zigoto sofre mitoses sucessivas até se 
formar o organismo com as características 
e as estruturas básicas existentes no corpo 
dos adultos da espécie. As etapas do de- adultos da espécie. As etapas do de-écie. As etapas do de-
senvolvimento são: segmentação (mórula 
e	blástula),	gastrulação,	neurulação	e	orga-ástula),	gastrulação,	neurulação	e	orga-),	gastrulação,	neurulação	e	orga-
nogênese.
A. Segmentação ou clivagem
Os processos que descreveremos a seguir 
referem-se a um cordado hipotético, mas ba-ético, mas ba-
seiam-se principalmente no anfioxo. O anfioxo 
é um animal com cerca de 6 cm de compri-
mento, que vive enterrado na areia, em praias 
de águas rasas, com sua extremidade anterior 
para fora do substrato.
Cavidade
da boca
Tubo nervoso
dorsal Intestino
Ânus
Notocorda
AtrióporoFendas
na faringe
Esquema representativo de um anfioxo
CAPÍTULO 03 EMBRIOLOGIA
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O zigoto sofre mitose, gerando duas células filhas, chamadas blastômeros, que se dividem for-
mando quatro blastômeros e, posteriormente, oito blastômeros. Os quatro blastômeros meno-
res, denominados micrômeros, ficam sobre os quatro maiores, denominados macrômeros.
Novas mitoses ocorrem até se formar um agrupamento maciço de células, denominado mórula, 
descrita usualmente como sendo semelhante a uma amora. A mórula tem o volume igual ao 
apresentado pelo zigoto.
Zigoto
Micrômero
Macrômero
2 blastômeros
4 blastômeros 8 blastômeros
16 blastômeros
Mórula
Formação da mórula
No final do processo de segmentação, as cé-
lulas da mórula se posicionam na porção pe-
riférica e passam a secretar um líquido que 
se acumula e preenche uma cavidade central 
denominada blastocele. Essa etapa do desen-
volvimento embrionário é a blástula. É nesse 
estágio do desenvolvimento que, nos seres 
humanos, o embrião chega à cavidade uterina 
e realiza o processo denominado nidação ou 
implantação.
Micrômero
Blastocele
Macrômero
Micrômero
Esquema representativo de um blástula
B. Gastrulação
No final da blástula do anfioxo, o embrião é 
uma esfera preenchida por um líquido e com 
dois polos, o polo animal, formado por mi-
crômeros, e o polo vegetativo, formado por 
macrômeros. Os micrômeros se dividem com 
maior rapidez e forçam os macrômeros a se 
deslocar para o interior da blastocele, inician-
do um processo de invaginação.
Dessa forma, inicia-se a formação da gástru-
la, e o embrião passa a ter duas camadas de 
células, chamadas de folhetos embrionários: o 
ectoderma	(externo)	e	o	endoderma	(interno).	
Com o processo de invaginação, forma-se uma 
nova cavidade, delimitada pelo endoderma, 
chamada arquêntero, que representa o intes-
tino primitivo do animal. O arquêntero apre-
senta uma abertura denominada blastóporo. 
Nos animais cordados, essa abertura originará 
o ânus do organismo adulto.
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Blastocele
Arquêntero
Endoderma
Ectoderma
Invaginação
Blastóporo
Formação da gástrula por invaginação
Até a fase da gástrula, desenvolve-se principalmente o esboço do sistema digestório do animal. 
Já na fase subsequente, chamada de nêurula, inicia-se o desenvolvimento do sistema nervoso.
C. Neurulação
Na formação da nêurula, o ectoderma, situado ao longo da região dorsal do embrião, sofre um 
achatamento e origina a placa neural. Essa estrutura levará à formação do tubo neural dorsal que, 
depois, formará todo o sistema nervoso do animal.
O teto do arquêntero sofre evaginações e origina a notocorda, estrutura de sustentação do em-
brião, que se desenvolve paralelamente ao tubo neural. Lateralmente à notocorda, o teto do 
arquêntero forma duas expansões de células que originam o terceiro folheto embrionário, deno-
minado mesoderma. No interior do mesoderma, forma-se uma cavidade, o celoma. Ao longo do 
corpo do embrião observam-se os somitos, que são blocos de tecido mesodérmico.
No anfioxo, a notocorda permanece a vida toda, mas nos vertebrados é substituída pela coluna vertebral.
ArquênteroEndoderma
Intestino
Celoma
Notocorda
Ectoderma
Mesoderma
Placa neural
Tubo neural
Formação da nêurula
D. Organogênese
O processo de organogênese é o último estágio do desenvolvimento do embrião e carac-
teriza-se pela ocorrência de divisões e especializações celulares. Os três folhetos germina-
tivos	ou	embrionários	(ectoderma,	mesoderma	e	endoderma)	originam	todos	os	órgãos	e	
todas as estruturas do corpo do embrião, além dos anexos embrionários.
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O ectoderma, através do tubo neural, fi cará 
responsável pelo desenvolvimento de todo o 
sistema nervoso: encéfalo, medula espinhal e 
nervos. Formará também a epiderme e seus 
anexos	 (pelos,	unhas,	 cascos,	 chifres	etc.),	as	
três	 mucosas	 corpóreas	 (oral,	 anal	 e	 nasal),	
o esmalte dos dentes, a retina, o cristalino, a 
córnea, a hipófise, entre outros.
O mesoderma, por sua vez, origina o es queleto 
axial,	a	derme	(tecido	conjuntivo),	os	 tecidos	
musculares	 (esquelético,	 liso	 e	 cardíaco),	 os	
rins, as gônadas, os ureteres, além da pleura, 
que reveste externamente o pulmão, do peri-
cárdio, que reveste o coração, e do peritônio, 
localizado no abdome.
Já o endoderma é responsável pelo de-
senvolvimento dos alvéolos pulmonares, do 
fígado, da glândula tireóidea, das glândulas 
paratireóideas e do revestimento interno dos 
sistemas digestório e respiratório.
4. Classificação	embriológica	
dos animais
Por meio do estudo do