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Avaliação e Currículo - Resumo dos Temas 1 a 6

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(RCN, p.21). 
Por se tratar de uma fase de crescimento, em que a criança já apresenta capacidade de 
ação, interação, descobertas, e com habilidades e potencialidades para descobrir seu 
próprio mundo, consideramos a infância uma etapa fundamental - a idade das 
brincadeiras, em que ela aproveitará seu tempo, espaço social e cultura para tecer 
suas representações sobre o mundo em que vive. 
De acordo com os RCN, essa é uma etapa em que se marcam espaços de inserção nas 
relações éticas e morais que, aos poucos, vão ajudando o desenvolvimento 
psicológico, físico e social da criança, levando-a ao conhecimento e descoberta de 
 
 
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valores, costumes e sentimentos que a ajudarão a socializar e desenvolver sua 
identidade e autonomia. 
O fato de a criança, desde muito cedo, poder se comunicar por meio de gestos, sons e 
mais tarde representar determinado papel na brincadeira faz com que ela desenvolva 
sua imaginação. Nas brincadeiras, as crianças podem desenvolver algumas 
capacidades importantes, tais como: a atenção, a imitação, a memória, a imaginação. 
Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da interação e 
da utilização e experimentação de regras e papéis sociais (BRASIL, 1998, p.22). 
Espaço de Brincar no Currículo da Educação Infantil 
Para que a criança se desenvolva e, consequentemente, consiga adquirir sua 
autossuficiência, desenvolvendo habilidades e sensações, o espaço reservado a ela em 
qualquer instituição de Educação Infantil deve ser versátil e adequado às variadas 
atividades, devendo estar sempre de acordo com as necessidades listadas pelas 
próprias crianças e seus cuidadores/professores, já que ao organizar um ambiente e 
adotar atitudes e procedimentos de cuidado com a segurança, conforto e proteção da 
criança na instituição, os professores oferecem oportunidades para que ela 
desenvolva atitudes e aprenda procedimentos que valorizem seu bem-estar. Tanto a 
creche quanto a pré-escola precisam considerar os cuidados com a ventilação, 
insolação, segurança, conforto, estética e higiene do ambiente, objetos, utensílios e 
brinquedos (BRASIL, 1998, p. 51). 
Entretanto, não é somente o espaço que influencia na aprendizagem e na aquisição 
de valores, também a presença do adulto é importante nessa etapa, bem como a 
presença dos colegas da mesma faixa etária. O adulto que brinca com a criança 
proporciona a ela a sensação da presença, compartilhando significados que também 
farão parte de seu crescimento. É fundamental que a criança aprenda a brincar em 
um espaço com o qual se identifique, que seja de fácil acesso e seguro, que possa 
propiciar momentos de brincar sozinha, em respeito à sua individualidade. O papel 
do espaço não é somente servir de pano de fundo para as atividades infantis, pelo 
contrário, é ele que interfere diretamente na aprendizagem das crianças, a partir do 
momento em que é entendido como interlocutor, já que tem o poder de desafiar, 
instigar e incitar a criança à exploração, ao movimento e às descobertas de novas 
formas de brincar 
 
 
 
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CRIANÇAS BRINCANDO NAS CRECHES 
A Formação do Professor da Educação Infantil 
Para que o currículo de hoje consiga enxergar a criança como um sujeito social 
interativo e presente, é necessário acreditar que ele tem possibilidade de construir e 
transformar sua própria história. Desse modo, entende-se que a Educação Infantil se 
pauta em uma prática que permite à criança o conhecimento e a reelaboração sobre o 
mundo, a partir das atividades e materiais a ela apresentados, como os objetos, 
animais e as formas de cultura por meio de jogos e da brincadeira simbólica. 
A interação com o professor e/ou cuidador é imprescindível para mediar os processos 
de aprendizagem. A criança, sozinha, não tem condições de alcançar pleno 
desenvolvimento intelectual e físico sem a mediação de um adulto ou de seus pares 
(crianças). Por esse motivo, a presença constante de um adulto mediador será 
importante na fase da educação infantil, principalmente ao disponibilizar espaços e 
ferramentas para que ocorra a aprendizagem. 
Segundo Carvalho, ao estruturar e organizar continuamente sua sala, o educador 
favorece o envolvimento das crianças em brincadeiras entre elas, sem necessidade de 
interferência direta; dessa forma, ele fica mais disponível para aquelas crianças que 
procuram interagir com ele. (CARVALHO, 2003, p.154) 
Ao articular as capacidades sociais, emocionais, afetivas e cognitivas da criança, o 
cuidador/professor reorganiza seus conhecimentos prévios, transformando-se num 
parceiro experiente e capaz de propiciar e garantir a segurança e o prazer necessários, 
a fim de transformar as brincadeiras em experiências educativas e qualitativas, 
valorizando a ação e as descobertas. 
É importante que o mediador considere a brincadeira na Educação Infantil como um 
meio de poder observar e constituir uma visão dos processos de desenvolvimento das 
crianças em conjunto e de cada uma em particular, registrando suas capacidades de 
uso das linguagens, assim como suas capacidades sociais e dos recursos afetivos e 
emocionais que dispõe. (RCEI, 1998, vol. 1, p. 28) 
Cuidar e Educar – uma Dicotomia na Educação Infantil 
A vida afetiva da criança desenvolve-se a partir de suas relações com o outro. Nesse 
sentido, na Educação Infantil, entende-se cuidar como o ato de estabelecer ligação 
emocional a partir das relações proporcionadas pelo modo de educar na escola. Há, 
no cuidar, uma proposta de doação e de envolvimento com o ser cuidado, por parte 
de quem cuida. Como as relações que se estabelecem entre cuidador e criança são 
amplamente pautadas na afetividade e na confiança, essa relação manifesta-se das 
formas mais simples: nos gestos, nas expressões faciais, construindo e revelando 
atitudes e valores desde cedo, mediando a construção de conhecimentos e culturas, 
bem como as relações sociais, ou seja, o cuidar revela-se na construção e no 
entendimento das diferenças, nas mediações de construção de conhecimentos 
culturais e sociais. 
 
 
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Segundo Monteiro, o educador deve conhecer e considerar as singularidades das 
crianças de diferentes idades, assim como a diversidade de hábitos, costumes, 
valores, crenças, etnias das crianças com as quais trabalha, respeitando suas 
diferenças e ampliando suas pautas de socialização. O educador é o mediador entre 
crianças e os objetos de conhecimento, organizando e propiciando espaços e situações 
de aprendizagens que articulem os recursos e capacidades afetivas, emocionais, 
sociais e cognitivas de cada criança aos+- seus conhecimentos prévios e aos 
conteúdos referentes aos diferentes campos de conhecimento humano. (MONTEIRO, 
2002, p. 5) 
Desse modo, entende-se que o mais importante é compreender que o respeito às 
diferenças e à socialização são responsabilidades de qualquer um que esteja 
envolvido nesses processos de aquisição de habilidades e competências. 
E é a escola a responsável por proporcionar essas condições de aprendizagem em 
situações pedagógicas bem organizadas e planejadas, a fim de que as crianças possam 
alcançar e desenvolver potencialidades, tanto cognitivas como corporais, tanto 
afetivas como emocionais. 
É na escola que haverá a superação da dicotomia entre cuidar e educar na Educação 
Infantil, e isso somente ocorrerá quando os professores assumirem de vez o seu papel 
de mediadores da construção de conhecimentos, oferecendo à criança, de forma 
lúdica e prazerosa, um contexto físico e social agradável, em que ela mesma possa 
procurar e encontrar os significados essenciais ao seu crescimento intelectual e

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