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Avaliação e Currículo - Resumo dos Temas 1 a 6

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moral. 
 
Relação professor/cuidador e alunos nas escolas da educação infantil 
Em pesquisas realizadas no Brasil, infelizmente, o cuidar tem menos importância 
como ação docente, sendo que o educar assume uma importância maior no contexto 
da Educação Infantil. Alguns docentes, inclusive, separam as tarefas entre educar e 
cuidar: educa quem transmite ensinamentos e conteúdos; cuida quem está mais 
atento à higiene e à alimentação. Também nas relações afetivas, essa dicotomia é 
considerada: as educadoras mantêm uma distância razoável do educando, 
procurando permanecer isentas e não tão próximas de seus alunos. Já as cuidadoras 
 
 
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35 Anhanguera - Pedagogia – Avaliação e Currículo 
mantêm uma relação mais afetiva, mais próxima, considerando mais o 
desenvolvimento afetivo, social e motor. 
Segundo Ferreira (2003, p. 10), ‘como a discriminação é grande, quem educa não se 
propõe a cuidar e quem cuida não se considera apto para educar’. O cuidar precisa 
receber status de ato afetivo. 
"Para cuidar é preciso antes de tudo estar comprometido com o outro, com sua 
singularidade. ser solidário com suas necessidades, confiando em suas capacidades 
Disso depende a construção de um vínculo entre quem cuida e quem é cuidado." 
(BRASIL RCNs, 2001, p. 25) 
Podemos terminar este capítulo refletindo sobre as transformações históricas e 
sociais por que passam os currículos em nosso país, mas, especificamente neste 
capítulo, em que estamos tratando da Educação Infantil, é importante que você pense 
a respeito do que chama à nossa atenção Moysés Krulmann Jr. (1999, p. 5), quando 
diz que ‘não é a criança que precisa dominar conteúdos disciplinares, mas as pessoas 
que as educam’. 
A atenção ao cuidado e à educação devem ser práticas frequentes que começam na 
Educação Infantil, mas não podem se esgotar nela. A brincadeira, o jogo, as propostas 
inovadoras e prazerosas de aprender brincando devem continuar seguindo os 
docentes, seja em que nível estejam ensinando. 
FINALIZANDO 
Neste Capítulo, você pode conhecer como é e o que é preciso para que haja interação 
entre o que se ensina e o que se deve ensinar a partir de várias opções: cuidar e ensinar; 
cuidar e brincar; ensinar e brincar; dentre outras. 
Também percebeu que o assunto da dicotomia brincar e educar é um tema para 
muitas reflexões que os docentes têm de desenvolver para achar um consenso. Afinal: 
educamos ou brincamos na pré-escola? Todas as necessidades infantis são satisfeitas 
somente com a aquisição de conteúdos? Os brinquedos preparam a criança para a 
vida? E os jogos? 
Como você pode perceber, ainda temos muitas respostas a buscar e essa é uma 
temática que você pode explorar bastante em trabalhos científicos e pesquisas, a fim 
de compreender, pelo viés mais pedagógico, a necessidade de discutir Educação na 
formação. 
 
Abastado: rico, farto, abundante. 
Assiduamente: em que há assiduidade; de modo assíduo; com frequência. 
 
 
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Defasagem: falta de compasso; discrepância, diferença ou atraso. 
Dicotomia: dicotomia é a divisão de um elemento em duas partes, em geral 
contrárias, como a noite e o dia, o bem e o mal, o preto e o branco, o céu e o inferno, 
etc. Com origem no grego dikhotomía, uma dicotomia indica uma classificação que é 
fundamentada em uma divisão entre dois elementos. 
Escola Nova: é um dos nomes dados a um movimento de renovação do ensino que foi 
especialmente forte na Europa, na América e no Brasil, na primeira metade do século 
XX. “Escola Ativa” ou “Escola Progressiva” são termos mais apropriados para 
descrever esse movimento que, apesar de muito criticado, ainda pode ter muitas 
ideias interessantes a nos oferecer. Um conceito essencial do movimento aparece 
especialmente em Dewey. Para ele, as escolas deviam deixar de ser meros locais de 
transmissão de conhecimentos e tornar-se pequenas comunidades. Lourenço Filho 
nos fala sobre a escola que Dewey dirigia no final do século passado, na Universidade 
de Chicago: 
As classes deixavam de ser locais onde os alunos estivessem sempre em silêncio, ou 
sem qualquer comunicação entre si, para se tornarem pequenas sociedades, que 
imprimissem nos alunos atitudes favoráveis ao trabalho em comunidade. 
(LOURENÇO FILHO,1950, p. 133.) 
Lúdico: que faz referência a jogos ou brinquedos: brincadeiras lúdicas. Que tem o 
divertimento acima de qualquer outro propósito. Que faz alguma coisa simplesmente 
pelo prazer em fazê-la. 
Nutriz: aquela cuja função é amamentar; ama ou ama de leite. Pessoa que se 
encarrega do filho ou dos filhos de alguém, ainda que não os amamente. 
 
Tema 5 
O Currículo em Tempos de Escola Inclusiva 
Para que você possa estar convicto de que o nosso país é um ‘Brasil para todos’, precisa 
saber que várias ações em direção à igualdade foram sendo, ao longo dos tempos, 
testadas, instauradas e reformuladas para chegar a um consenso que agrade e ampare 
todos os cidadãos brasileiros, sejam de quaisquer raças, condição financeira ou física, 
permitindo a todos o acesso não somente à escola, mas a uma vida digna de direitos e 
deveres, já que Pensar currículo e formação de forma entretecida é implicar 
principalmente o dispositivo currículo a compromissos e princípios que fundam o 
sentido do ato de educar como prática antropossocial formativa, ou seja, a construção 
da formação, seu processo e sua realização. 
O que se verifica ainda, de forma predominante, é uma forte atenção orientada para 
um pensar e um “fazer” currículo reduzindo esta atividade à construção de uma 
arquitetura curricular, ou, no máximo, a reflexões atreladas ao planejamento do 
ensinar-aprender, utilizando-se de conhecimentos e dispositivos prescritos, 
 
 
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deixando de lado aquilo que justifica a sua concepção, construção e implementação, 
ou seja: possibilitar/mediar, no caso das organizações educacionais, a formação 
institucionalizada de cidadãos e cidadãs. (MACEDO, R., 2010, p. 12-13) 
Nesse viés da história, algumas culturas e processos educativos e formais foram 
construídos e chamados de Ações Afirmativas, que fazem parte de um conjunto de 
políticas públicas implementadas de forma pedagógica e participativa, voltadas para 
a prática pró-inclusão social e racial com vistas à inserção cidadã e solidária dos 
diferentes sujeitos históricos e sociais, que chegam como uma ‘luz no fim do túnel’ na 
prática da superação do conservadorismo, da discriminação e da exclusão dentro da 
sociedade brasileira. 
Segregação Racial e Escola Inclusiva 
Uma das experiências com a inclusão, que deu certo, foi denominada Rodas de 
Formação, que se compunha de grupos de formação de conexões de saberes e 
experiências a partir do protagonismo, a fim de proporcionar experiências de caráter 
extensionista e formativo em prol das discussões e reflexões a respeito dos estudos 
multiculturais, favorecendo as leituras de contextos e vidas, com o intuito de 
compreender o lugar e o papel da etnia e do multiculturalismo na formação docente. 
Desse modo, também nasceram as discussões em torno das diferenças não somente 
raciais, mas também físicas, que foram aos poucos proporcionando reflexões sobre a 
inclusão das pessoas pertencentes a grupos minoritários (raça, etnia, classe social) ou 
pessoas com alguma deficiência na escola. 
 
A história das pessoas chamadas de ‘diferentes’ é dinâmica, assim como o 
comportamento diante da diferença é demasiadamente complicado, datado de longo 
tempo e com mudanças efetivas muito lentas. A diferença entre os homens sempre 
foi um modo de segregação, seja ela física, religiosa, racial, dentre outras. Por isso, o 
comportamento na escola, entre as pessoas ditas ‘normais’, que cabem

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