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Avaliação e Currículo - Resumo dos Temas 1 a 6

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mediadora dos processos de construção da identidade pessoal de cada homem. Desse 
modo, para que o aprendizado se concretize para as pessoas com problemas de surdez 
(total ou parcial), é necessário que o acompanhamento desse processo de 
aprendizagem seja feito por meio do convívio entre o surdo e as pessoas que o cercam, 
que devem estar munidas dos requisitos necessários para o desenvolvimento pessoal 
e linguístico desse estudante. 
A presença de um intérprete de LIBRAS é importante em todos os sentidos, pois deve 
assegurar que a criança aprenda significativamente, ampliando seu campo lexical 
(vocabulário), que o ajudará a mediar o conhecimento sobre a leitura e a escrita. 
LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) é a língua materna dos surdos brasileiros e, 
como tal, poderá ser aprendida por qualquer pessoa interessada pela comunicação 
com essa comunidade. Como língua, esta é composta de todos os componentes 
 
 
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pertinentes às línguas orais, como gramática semântica, pragmática sintaxe e outros 
elementos, preenchendo, assim, os requisitos científicos para ser considerada 
instrumental linguístico de poder e força. Possui todos os elementos classificatórios 
identificáveis de uma língua e demanda de prática para seu aprendizado, como 
qualquer outra língua. 
Foi na década de 60 que as línguas de sinais foram estudadas e analisadas, passando 
então a ocupar um status de língua. É uma língua viva e autônoma, reconhecida pela 
linguística. Pesquisas com filhos surdos de pais surdos estabelecem que a aquisição 
precoce da Língua de Sinais dentro do lar é um benefício e que esta aquisição 
contribui para o aprendizado da língua oral como segunda língua para os surdos. Os 
estudos em indivíduos surdos demonstram que a Língua de Sinais apresenta uma 
organização neural semelhante à língua oral, ou seja, que esta se organiza no cérebro 
da mesma maneira que as línguas faladas. É clara a necessidade de a criança crescer 
dentro de um ambiente que possibilite o aprendizado natural da língua de sinais 
como primeira língua, que permite à criança o desenvolvimento de suas capacidades 
cognitivas, linguísticas e sociais, análogas às de crianças que ouvem, podendo 
descobrir o mundo à sua volta sem problemas. 
 
Para que a aquisição qualitativa do conhecimento se dê, é preciso que o professor 
também faça a sua parte, privilegiando o uso de recursos visuais em suas aulas, do 
mesmo modo que o professor que ministra aulas para uma criança com problema de 
cegueira (parcial ou total) deve selecionar recursos que permitam a aquisição dos 
processos de aprendizado escolar, nas atividades de leitura e escrita. 
E para os cegos? Qual é a proposta? 
Dentre as atividades que compõem o rol de propostas curriculares para indivíduos 
com cegueira, destacam-se os jogos e as atividades que utilizem o sentido do tato. Os 
materiais didáticos preparados em Braille, ampliados e adequados ao uso desse tipo 
de estudante, também podem favorecer imensamente a autonomia e o aprendizado 
qualitativo. 
O sistema Braille é um processo de escrita e leitura baseado em 64 símbolos em 
relevo, resultantes da combinação de até seis pontos dispostos em duas colunas de 
 
 
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três pontos cada. Pode-se fazer a representação tanto de letras, como algarismos e 
sinais de pontuação. Ele é utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão, e a leitura é 
feita da esquerda para a direita, ao toque de uma ou duas mãos ao mesmo tempo. 
O código foi criado pelo francês Louis Braille (1809-1852), que perdeu a visão aos três 
anos e criou o sistema aos 16. Ele teve o olho perfurado por uma ferramenta na 
oficina do pai, que trabalhava com couro. Após o incidente, o menino teve uma 
infecção grave, resultando em cegueira nos dois olhos. O Brasil conhece o sistema 
desde 1854, data da inauguração do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, 
chamado, à época, Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Fundado por D. Pedro II, o 
instituto já tinha como missão a educação e profissionalização das pessoas com 
deficiência visual. “O Brasil foi o primeiro país da América Latina a adotar o sistema, 
trazido por José Álvares de Azevedo, jovem cego que teve contato com o Braille em 
Paris”, conta a pedagoga Maria Cristina Nassif, especialista no ensino para deficiente 
visual da Fundação Dorina Nowill. 
As Mudanças na Escola Inclusiva 
Para que as pessoas mudem, é necessário que a academia formadora também propicie 
um ambiente que estimule a mudança de paradigmas e de pensamentos racistas e 
discriminatórios. Encontrar um lugar, e atribuí-lo a culturas e diferentes formas de 
ser e estar no mundo, é facultar a discussão sobre o poder, a história, as ideologias, as 
múltiplas linguagens e o pensamento sexista nas relações étnico-raciais, construindo 
saberes significativos a respeito desses temas e proporcionando situações de 
transformação social em prol do interesse comum a todos os grupos discriminados, 
seja em que nível escolar apareçam. 
Para que ocorra realmente a inserção e a permanência, principalmente, de negros, 
índios e deficientes na escola regular brasileira, a ampliação das discussões e a 
intenção política devem ser constantes, com foco na permissão e contribuição das 
políticas públicas e meios (tecnológicos), que possam garantir a esses grupos 
acompanhamento até a sua formação completa, concedendo-lhes o direito ao espaço, 
ao território e às ações que lhes permitam trocar e conceber relações formativas e 
realmente construtivas de saberes e de protagonismo, a fim de que se desenvolvam 
como qualquer outro cidadão da sociedade. 
Segundo Fonseca, a criança que se desvia da média ou da criança normal em: 
características mentais, aptidões sensoriais, características neuromusculares e 
corporais, comportamento emocional, aptidões de comunicação, múltiplas 
deficiências requere a modificação das práticas educacionais ou a criação de serviços 
de educação especial no sentido de desenvolver ao máximo as suas capacidades. 
Para que ocorra uma nova concepção de escola, e que esta escola tenha professores e 
alunos com uma nova compreensão sobre ensinar e aprender, é preciso que os 
escritores dessa nova era garantam a inclusão, não somente por meio de leis ou 
decretos. É também necessário que as escolas regulares introduzam e utilizem ações 
efetivas de inclusão, já que somente a presença dos excluídos não garante a inclusão. 
 
 
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A escola deve estar preparada para trabalhar com essa clientela, independentemente 
das diferenças ou características individuais dela. 
FINALIZANDO 
Neste Capítulo você pôde perceber quão importante é se dedicar às reflexões e 
discussões sobre o assunto da inclusão das minorias e das pessoas com deficiência na 
escola. 
Você conheceu muito sobre a história das pessoas que sofrem algum tipo de 
discriminação, compreendendo que é dever do novo docente o fato de contribuir com 
as discussões a respeito desse assunto. É possível que você faça parte da construção 
de um mundo novo que enxergue a educação inclusiva não como uma utopia, mas 
como um passo gigante em busca do respeito à diversidade. 
Na sua formação, a responsabilidade é ficar atento para que sua contribuição seja em 
direção da diminuição das diferenças, da participação dos debates e da concretização 
do que hoje ainda está distante: um país de todos para todos! 
 
 
Atribulado: aflito, atormentado, angustiado. 
Bócio: termo que caracteriza o aumento de volume da glândula tireoide. Por tal 
motivo, verifica-se um inchamento característico ou a formação de nódulos na região 
do pescoço de seus portadores. Tal fato faz

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