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Avaliação e Currículo - Resumo dos Temas 1 a 6

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informação estão mudando os 
modos de aprender e ensinar, proporcionando, à sociedade atual, a convivência e o 
atendimento às novas exigências de um mercado de trabalho que já procura 
indivíduos com capacidades para desenvolver novas formas de ser e viver 
socialmente. 
 
 
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48 Anhanguera - Pedagogia – Avaliação e Currículo 
Nesse contexto, urge repensar a educação, base da formação do sujeito, e, 
principalmente, a educação a distância, como importantes campos de pesquisa e 
reflexão para professores, alunos e pesquisadores. Frente a esse mundo globalizado e 
em constante transformação, a Educação necessita acompanhar as demandas sociais 
de um novo mercado de trabalho, que pede cidadãos com capacidades e habilidades 
inovadoras e transformadas pelas tecnologias digitais. 
A Questão do Letramento Digital 
Para que você possa entender e discutir sobre as Dificuldades de assimilação e 
utilização das novas tecnologias em sala de aula, é preciso que compreenda que essas 
Dificuldades se dão pelo desconhecimento e pela má relação que se estabelece entre 
professor/tecnologias ou aluno/tecnologias. Essa Dificuldade de adaptação às 
novidades digitais é a mesma que sente o professor/aluno quando se depara com 
textos que não consegue decifrar/entender. Chamamos de letramento digital a 
capacidade de se apropriar das inovadoras perspectivas de trabalho com as novas 
tecnologias. 
Você sabe o que é letramento? 
Letramento é a condição que adquire a pessoa a partir do momento em que consegue 
ler e escrever, utilizando-se de uma variedade de gêneros textuais em dimensões 
diversas, como, por exemplo, textos matemáticos, literários, musicais, verbais, 
gráfcos etc. 
O nível de letramento é determinado pela complexidade das leituras que consegue 
realizar, pelo domínio da pessoa sobre os signos (linguísticos ou não) representativos 
da comunicação. Desse modo, a aprendizagem se dá a partir da vivência prática com 
as atividades de leitura e escrita, sendo que essa vivência gera variados letramentos 
a partir de variados contextos. De acordo com SOARES (2002), 
“(...) essa necessidade de pluralização da palavra letramento e, portanto, do fenômeno 
que ele designa já vem sendo reconhecida internacionalmente, para designar 
diferentes efeitos cognitivos, culturais e sociais em função ora dos contextos de 
interação com a palavra escrita, ora em função de variadas e múltiplas formas de 
interação com o mundo – não só a palavra escrita, mas também a comunicação visual, 
auditiva, espacial. (SOARES, 2002, p. 155, 156). 
Nos dias de hoje, a falta de letramento digital (capacidade de operar as novas 
tecnologias) revela-se na falta de prática e familiarização com os variados gêneros 
discursivos que se encontram presentes nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem. 
Que tipos de gêneros discursivos aparecem nessas comunicações virtuais? Qualquer 
tipo de gênero do discurso que mantiver relação com qualquer texto em função 
sociocomunicativa, sejam eles orais ou escritos, já que são transmitidos sócio-
historicamente pelos falantes, contribuindo sobremaneira para sua preservação e/ou 
mudança. 
 
 
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Entende-se, então, que um novo gênero diferente pode ser gerado a partir de cada 
uma das formas de interação permitidas nos AVAs, ou seja, as situações 
comunicacionais presentes nesses ambientes são inúmeras, assim como os gêneros 
dos textos gerados por elas. Percebe-se, desse modo, que o letrado digital é aquele 
indivíduo que consegue assimilar e se comunicar a partir dessas interações que se dão 
nos ambientes virtuais comunicacionais. 
Para Chartier (2002), as novas formas de produção e leitura de texto na tela já estão 
promovendo uma revolução nos processos de leitura e escrita, sendo que a partir 
dessa mudança se abrem possibilidades novas e imensas, a representação eletrônica 
dos textos modifica totalmente a sua condição: ela substitui a materialidade do livro 
pela imaterialidade de textos sem lugar específico; às relações de contiguidade 
estabelecidas no objeto impresso ela opõe a livre composição de fragmentos 
indefinidamente manipuláveis; à captura imediata da totalidade da obra, tornada 
visível pelo objeto que a contém, ela faz suceder a navegação de longo curso entre 
arquipélagos textuais sem margens nem limites. Essas mutações comandam, 
inevitavelmente, imperativamente, novas maneiras de ler, novas relações com a 
escrita, novas técnicas intelectuais. (CHARTIER, 1994, p. 100-101 apud SOARES, 
2002, p. 152) 
Você pode compreender o que essa revolução imensa significa? A vivência com essas 
novas práticas escolares de aprendizagem e de uso da língua escrita está, finalmente, 
se aproximando das práticas sociais genuínas (que se concretizam fora da escola), 
possibilitando a expansão de atividades mais significativas com as quais já se convive 
fora do ambiente escolar, tanto para professores quanto para alunos, proporcionando 
momentos de verdadeira interação social. 
Você poderá se perguntar: isso não pula algumas etapas da aprendizagem? Vejamos 
o que o psicólogo da Educação, Vigotsky, diz a respeito, a fim de tentar entender que 
a aprendizagem dos gêneros discursivos não precisaria, por princípio, seguir uma 
ordenação que fosse do mais simples ou primário para o mais complexo ou 
secundário: a convivência precoce com gêneros complexos pode contribuir para a 
mobilização de estruturas mais simples. (In. MARTINS, 2009, p. 34) 
Diante dessas reflexões, o desafio agora é descobrir maneiras de valorizar os AVA na 
esfera escolar, a fim de promover o aluno a construtor e colaborador de sua própria 
forma de saber fazer, a partir de um movimento escolar que se utiliza de espaços 
isentos de barreiras territoriais que permitem o engajamento crítico nessa nova era 
de letramento digital. 
Ferramentas e Recursos Utilizados no AVA 
As trocas em tempos distintos, ou seja, momentos diferenciados de acesso ao 
Ambiente Virtual de Aprendizagem por alunos e também pelos professores, são uma 
das características mais marcantes desse novo ambiente de aprender que é o AVA. 
Nele, professores e alunos podem se relacionar e realizar atividades pedagógicas 
 
 
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inovadoras, acompanhando de forma legítima os processos de ensino e 
aprendizagem em diferentes momentos. 
Com a utilização de ferramentas de comunicação síncronas (quando ocorrem em 
tempo real) ou assíncronas (quando ocorrem em tempos diferentes), o ambiente 
virtual de aprendizagem conta com uma série de ferramentas que podem ser 
classificadas basicamente em dois tipos: 
1. Comunicação: quando favorecem a interação e as trocas entre todos os 
participantes do curso, propiciando o processo de construção do conhecimento 
de forma colaborativa, como, por exemplo, Correio Eletrônico, Chat, Fórum e 
Mural. 
2. Gerenciamento: que garante que o tutor/professor acompanhe de forma 
sistematizada o processo de construção do conhecimento de seus alunos, 
possibilitando tanto a participação e o progresso quanto a recuperação de cada 
aluno. Como exemplo dessas ferramentas, destacamos o Portfólio e a Avaliação. 
 
Além de todos esses processos que permitem a interação, os professores e alunos 
também contam com uma gama de endereços e recursos pedagógicos que auxiliam 
nos processos de ensino e aprendizagem de conteúdos, como os softwares 
educativos, os vídeos e os materiais e objetos pedagógicos, que podem ser utilizados, 
garantindo a eficiência, a presteza e a qualidade na transmissão do conhecimento. 
Os Novos Saberes em Rede 
Agora você já síncronas pode inferir que a formação, a formação continuada e 
também outros tipos de aprendizagem com a utilização dos Ambientes Virtuais

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