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Avaliação e Currículo - Resumo dos Temas 1 a 6

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de perseguir 
com rapidez as mudanças culturais e as novidades na educação. No século passado, 
os ideais de reelaboração de currículos voltaram suas vistas para o Ensino Superior, 
tentando, ao mesmo tempo, alcançar um desenvolvimento saudável que estivesse 
acompanhando os passos de atitudes e valores mais democráticos sem, contudo, 
esgotar-se e sempre continuando a perseguir ideais mais abrangentes. 
Apesar da manutenção da organização disciplinar dos conteúdos estudados, a escola 
do final do século XX tenta cada vez mais organizar espaços e tempos na intenção de 
que, nas sobras destes e daqueles se consiga introduzir algum conceito 
 
 
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22 Anhanguera - Pedagogia – Avaliação e Currículo 
multirreferencial, imposto no currículo prescrito, que se aproveita das brechas da 
organização no planejamento para aparecer. 
Para que possamos pensar em reforma educacional ou em mudanças nas concepções 
teóricas e práticas dentro da escola, é necessário dar mais importância para a prática 
pedagógica do professor, suas normas de ação e as oportunidades que ele enxerga de 
fazer acontecer os espaços e tempos de conhecimento na sala de aula. Isso porque o 
currículo é o que também guia as atuações (não somente de discentes, mas, 
principalmente, de docentes) dentro da escola, organizando desde a formação inicial, 
a continuada, as representações de ensino, os materiais didáticos que utilizam, 
fechando tudo isso num todo coerente capaz de produzir educação com qualidade. 
Concorda-se que um currículo que tenha tudo isso em qualidade é capaz de 
desenvolver tanto intelectual como fisicamente o aluno, despertando seu interesse 
para a necessidade e utilidade dos conteúdos que serão apreendidos. 
Sem essa intenção de ‘querer aprender’, que deve considerar o conhecimento prévio 
do aluno, não há como garantir importância e significado para o aprendizado. O mais 
relevante é saber o que se quer aprender e o que se poderá fazer depois com esse 
aprendizado. Se o currículo conseguir deixar isso bem claro e o professor aproveitar 
o tempo para explorar esse ideal, teremos uma educação ao mesmo tempo 
abrangente e democrática. 
A partir desse olhar sobre a organização do currículo, poderemos garantir a 
existência de uma escola mais autônoma, que tome decisões coletivas e construa 
planejamentos contínuos, fundamentada em uma concepção democrática do ensino 
e da aprendizagem em sintonia com a dinâmica do mundo moderno, adequada às 
novas tecnologias e com objetivos educacionais voltados para a humanização. 
A Normatização da Prática Escolar 
Na realidade do cotidiano escolar, as práticas são confirmadas pela comunidade 
(alunos e professores), sejam elas mantenedoras do antigo ou inovadoras e recentes. 
Em alguns momentos da sala de aula, às vezes até inconscientemente, pode-se 
reparar que algum docente ou outro saem da linha prescrita no currículo, 
aproveitando-se de espaços e tempos experienciados, ou de oportunidades criadas 
pelos próprios alunos. Essas alternativas curriculares, tão impregnadas de interação 
e espontaneidade, dão um colorido a mais nos conteúdos curriculares, o que nos 
permite afirmar que é dessa maneira que acontecem as mudanças significativas: 
quando o novo começa a se infiltrar no antigo e a fazer parte dele, colorindo o que 
estava gasto com matizes novas e mais vivas, impregna a prática dogmática com 
experiências inovadoras e dinâmicas. 
Veja você que, a cada nova forma de ensinar e aprender, criada pela experiência 
particularizada de cada aluno, é que se torna possível inserir nos contextos da sala de 
aula as vivências, as histórias de vida, a aproximação com a realidade de cada um, 
com os saberes da vida cotidiana. Essas alternativas é que encaminham a escola e seus 
 
 
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variados tipos de currículos para uma conversa mais íntima e sem preconceitos entre 
docentes e alunos, docentes e pais, docentes e escola, produzindo um novo tipo de 
currículo, muito mais democrático, verdadeiro e abrangente. 
O que é Democracia Social? 
“Democracia não é apenas uma ideia e um ideal a atingir, mas é um modo concreto de 
vida, um processo de experiência que vai enriquecendo a ele mesmo, o qual, dessa 
forma, avança.” (DEWEY, apud NEUTZLING,1984, p.87) 
Vemos que a democracia não pode ser apreendida apenas como um sistema político 
de organização do Estado, ela pressupõe que pessoas da comunidade/sociedade 
participem das decisões que influenciam sua vida cotidiana, seja em casa, na escola, 
no bairro, etc. Essas relações de prática social conjunta é que formam a social 
democracia, pelo direito de participação nas relações, práticas sociais e decisões que 
favorecem o bem-estar e a qualidade de vida. 
Para que essa democracia se instaure e seja respeitada é necessário que se consolidem 
as afirmativas a respeito das diferenças e do direito de ser diferente, dando base para 
que a diversidade cultural apareça, floresça e se perpetue. 
A escola democrática segue rumo ao caminho de uma escola para todos, com respeito 
à individualidade e busca da heterogeneidade e pela liberdade. 
Igualdade em tempos de Diversidade 
Para que possamos visualizar uma escola igualitária e democrática é preciso acabar 
com as barreiras educacionais formadas a partir dos grupos que avaliam o ensino e a 
aprendizagem pela capacidade dos alunos, com provas preconceituosas e/ou outras 
maneiras de impedir o acesso e a permanência de todos, indiscriminadamente, na 
escola. 
Uma escola, para ser considerada democrática, não deve somente amenizar as 
atitudes preconceituosas que perpetuam as desigualdades, mas deve principalmente 
mudar as condições que as geram. 
Não propomos aqui o compartilhamento da mesmice ou da total igualdade entre as 
pessoas, pelo contrário, são as diferenças que devem ser respeitadas e mantidas, as 
diferenças nas escolhas dos caminhos a seguir, em que acreditar e como fazer 
acontecer. São essas diferenças que devem ser respeitadas. 
É desse modo que diferentes maneiras de pensar e de conhecer devem ser preservadas 
numa sociedade democrática, ou numa escola democrática. Devemos ter certeza de 
que nenhum pensamento inovador ou atitude renovadora possam ser 
desqualificados tendo como motivo a sequência de um padrão de comportamento X 
ou a valorização de uma escolha Y. Devemos dar valor àqueles que optam por 
alternativas que não se enquadram nos modelos padronizados, dar voz àqueles que 
fizeram suas escolhas e escreveram outras histórias. 
 
 
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Democracia para alcançar Autonomia 
Vamos entender autonomia como sendo a capacidade que temos de compreender as 
contradições entre as ideias e valores que temos em relação às ideias e valores de 
outras pessoas, a fim de estabelecer critérios de igualdade e de justiça para decidir 
entre o que se quer e o que se pode fazer. Para que alcancemos a autonomia, é 
necessário convivermos num ambiente em que a democracia esteja instaurada, em 
que haja trocas sociais e ambiente cooperativo, em que o respeito ao próximo seja 
uma lei da convivência em sociedade. 
Os racismos, preconceitos e intolerâncias que ainda se observam em nossa sociedade, 
fundamentam-se precisamente no entendimento da diferença/diversidade como 
desigualdade, ou seja, são algumas características do outro que alimentam a 
conservação daquilo que rejeitamos como diferente. 
Novas Tecnologias e a Escola de Hoje 
Algumas mudanças acontecem nas escolas e seguem o caminho aberto pelas novas 
tecnologias, ajudando o professor em sala de aula a (re)organizar sua prática e 
readequá-la à velocidade vertiginosa das Tecnologias Digitais de Informação e 
Comunicação (TDIC), a fim de acompanhar-lhes o passo. 
Os alunos