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Medicação pré anestesica

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Medicação pré-anestésica
 PLANEJAMENTO DA ANESTESIA 
 Avaliação do paciente e procedimento 
cirúrgico; 
 Medicação pré-anestésica; 
 Indução da anestesia; 
 Manutenção 
 Despertar. 
 
O QUE É MPA? 
Preparo do animal para receber a anestesia geral, 
dando-lhe sedação, analgesia e eliminando a 
agressividade e irritabilidade. 
 
Além de assegurar condições mais favoráveis para 
o trabalho da anestesia, melhorando a 
manipulação do animal. 
 
Objetivos: 
 Promover sedação, analgesia e relaxamento 
muscular; 
 Reduzir o estresse e facilitar a manipulação; 
 Potencializar a ação dos anestésicos e reduzir 
efeitos colaterais de outros fármacos; 
 Coibir o segundo estágio da anestesia (delírio 
e excitação); 
 Promover indução e recuperação suaves; 
 Diminuir as secreções das vias aéreas e 
salivação; 
 Diminuir reflexos autonômicos; 
 Suprimir ou prevenir vômito e regurgitação. 
 
Princípios: 
Conhecer características de cada fármaco. 
 Período de latência: período de administração 
até a ação do fármaco. Em via intravenosa, o 
período de latência é curto. Em via 
intramuscular, o período é maior (entre 15 a 
20min), e subcutâneo é maior ainda. 
 
 
 
 
O local de administração da MPA é extremamente 
importante. Em gatos, manter o animal na 
caixinha de transporte e deixar o ambiente o mais 
calmo possível. 
 
FÁRMACOS NA MPA 
Anticolinérgicos: 
 Atropina – não muito usado hoje, pois existem 
melhores; 
 Escopolamina; 
 Glicopirrolato 
 
Tranquilizantes: 
 Fenotiazínicos: acepromazina, clorpromazina, 
levomepromazina, prometazina; 
 Butirofenonas: azaperone, droperidol, 
haloperidol 
 Ansiolíticos: Benzodiazepínicos (diazepam, 
midazolam); 
 Agonistas alfa-2: xilazina, detomidina, 
romifidina, medetomidina, dexmedetomidina; 
 Hipnoanalgésicos: Morfina, buprenorfina, 
butorfanol, meperidina, tramadol, fentanil 
(efeito rápido – não muito utilizado), 
metadona. 
 
 AGENTE MAIS UTILIZADOS 
 Anticolinérgicos: atropina; 
 Tranquilizantes: fenotiazínicos 
(acepromazina); 
 Agonistas de receptores alfa-2: xilazina, 
medetomidina, dexmedetomidina; 
 Benzodiazepínicos: midazolam, diazepam; 
 Opióides: morfina, meperidina, butorfanol, 
tramadol, metadona, fentanil; 
 Antieméticos: cerenia; 
 Antibióticos: ceftriaxona. 
 
 ANTICOLINÉRGICOS 
Atualmente pouco utilizada em MPA. Age no sistema 
nervoso central parassimpático, competindo com a 
acetilcolina, ou seja inibindo o “freio” e acelerando. 
 Acetilcolina x Atropina 
A atropina pode aumentar muito a PA, FC e FR, 
podendo causar colapso. Por isso não é muito utilizada 
como MPA. 
 
EFEITOS 
Coração: inotrópico e cronotrópico + (aumento de 30 - 
40% da FC). Ou seja aumenta a força de contração e a 
frequência cardíaca, podendo prejudicar o débito 
cardíaco. 
 
TGI: redução das secreções e motilidade 
gastrointestinal, principalmente em equinos. 
 
Secreções: redução das secreções em geral, comum 
quando se usa quetamina. 
 
Globo ocular: midríase, comum em animais 
atropinados nas emergências. Porém, as vezes é difícil 
saber se o animal está em midríase por indução de 
atropina ou por óbito. 
 
Vias aéreas: ação broncodilatadora. 
 
SNC: torpor e confusão mental em altas doses, 
podendo acordar em coma. 
 
 ATROPINA 
Indicações: 
 Usadas mais como trans-operatório e não como 
MPA; 
 Bradicardia preventiva; 
 Ritmos bradicárdicos; 
 Quando se há excesso de secreções; 
 Pode-se associar com fentanil. Administrar fentanil 
e depois atropinizar na dose de 0,03mg/ml via 
intramuscular. Pois o fentanil diminui a FC. 
 
 
Efeitos adversos 
 Midríase: pode provocar lesão na retina. Deve-se 
administrar colírios ou pingar soro nos olhos para 
não lesionar; 
 Taquicardia: ICC, taquiarritmias – exemplo: o 
batimento está em 40 bpm e vai para 180 bpm; 
 Obstrução de vias aéreas. 
 
Doses e vias 
Cão e gato: 0,02 – 0,04 mg/kg (efeito central): usar a 
dose maior e evitar usar a dose 0,02 pois pode 
provocar efeito paradoxal transitório, ou seja, a FC vai 
diminuir mais ainda podendo durar até 3min. Com esse 
tempo, poderá levar a parada. 
 
Vias de administração são IV, IM ou SC. Com periodo 
de duração de 60 a 90 minutos. 
 
O animal tende a ficar hipotérmico na cirurgia, devido 
a isso, ele tende a responder menos às drogas, devido 
a diminuição do metabolismo. Primeiramente, deve-se 
recuperar essa temperatura baixa e depois atropinizar. 
 
TRANQUILIZANTES 
Agentes capazes de diminuir a ansiedade, sem 
promover estado de sedação. 
 
Tranquilizantes maiores: fenotiazínicos (acepran) e 
butirofenonas (surtos de esquizofrenia); 
 
Tranquilizantes menores: benzodiazepínicos 
(distúrbios psiquiátricos mais leves, como estados de 
insônia e ansiedade) – diazepan e midazolan. 
 
 FENOTIAZÍNICOS 
Antagonizam neurotransmissores dopaminérgicos 
(indiferença aos estímulos exteriores). Muito utilizado 
na medicina veterinária. 
 
ACEPROMAZINA 
Efeitos 
 Tranquilização e contenção química; 
 Ação anti-emética; 
 Efeito anti-histamínico, não há indícios de reação 
alérgica; 
 Redução das doses dos agentes anestésicos; 
 Latência: 2 a 3 minutos IV ou 5 a 10 minutos IM. 
Para intravenosa não é muito indicado porque 
pode causar vasodilatação. 
 Duração de ação: 2 a 3 horas; 
 Ptose palpebral, olhar caído; 
 Protrusão de membrana nictitante; 
 Abaixamento da cabeça, principalmente em 
grandes animais; 
 
Apresentações 
Acepran gotas: 1 a 2 gotas por kg; 
 
Acepran 0,2%: 2mg/ml. 
Mais diluído, serve para animais pequenos. 
 
Acepran 1%: 10mg/ml. 
Mais concentrado, usado para grandes animais ou 
animais acima de 30kg. 
 
Efeitos adversos 
 Cardiovasculares: hipotensão (vasodilatação 
periférica). Deve-se ficar atento com a P.A e 
administrar doses baixas em animais cardiopatas; 
 Redução da PA em 15 a 20mmHg; 
 Redução do limiar convulsivo, por isso é 
interessante associar propofol + midazon na 
indução; 
 Redução do efeito de agentes vasopressores; 
 Hipotermia, realiza uma prova de carga caso 
houver necessidade; 
 Pode causar esplenomegalia momentânea pela 
diminuição dos hematócritos / sequestro das 
hemácias. 
 Cãe braquicefálicos tem maior sensibilidade ás 
drogas e deve-se administrar doses baixas 
 Paralisia peniana (Equinos). 
Obs: não se deve tranquilizar o animal para retirada de 
sangue com acepran. Pois ele causa uma diminuição 
momentânea nas hemácias e o exame pode indicar 
uma falsa anemia. 
Doses e vias 
 Acepromazina: 0,03 – 0,1mg/kg IM ou SC. Não 
fazer a maior dose, pois pode causar hipotensão. 
 
 Dose total de 3mg 
Ex: cão de 50kg - 1,5ml a 0,2% - Via oral: 1mg/kg; 
 
 Equino: 0,05 – 0,1mg/kg IV; 
 
 Período de latência: 3 – 5 minutos IV e 5 – 10 
minutos IM e período hábil: 4 – 8 horas.