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(Curta / Salve / Siga) Historia Contemporanea I - Teoria e exercícios

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1História GeralHistória Contemporânea I 
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SISTEMA COC DE ENSINO
Direção-Geral: Sandro Bonás
Direção Pedagógica: Zelci C. de Oliveira
Direção Editorial: Roger Trimer
Gerência Editorial: Osvaldo Govone
Ouvidoria: Regina Gimenes
Conselho Editorial: José Tadeu B. 
Terra, Luiz Fernando Duarte, Osvaldo 
Govone e Zelci C. de Oliveira
PRODUÇÃO EDITORIAL
Autoria: Márcio R. F. dos Anjos
Editoria: Alexandre Faraoni, Fábio 
Geraldo Romano e Johncy de Pádua
Coordenação Editorial:
Luzia H. Fávero F. López
Projeto gráfico e direção de arte: 
Matheus C. Sisdeli
Preparação de originais: 
Marisa A. dos Santos e Silva e 
Sebastião S. Rodrigues Neto
Iconografia e licenciamento de texto: 
Paula de Oliveira Quirino
Diagramação: Lidiane A. Ribeiro, Sueli 
A. Marinheiro e Daniela E. de Oliveira
Ilustração: Daniela E. de Oliveira
Revisão: Flávia P. Cruz, Flávio R. Santos, 
José S. Lara, Leda G. de Almeida, Maria 
Cecília R. D. B. Ribeiro, Milena C. Lotto 
e Paula G. de Barros Rodrigues
Capa: LABCOM comunicação total
Conferência e Fechamento: 
Edgar M. de Oliveira
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CAPÍTULO 01 O MUNDO NO SÉCULO XIX 7
1. Liberalismo, Segunda Revolução Industrial, nacionalismo e socialismo 7
2. Liberalismo 9
3. Segunda Revolução Industrial 10
4. Nacionalismo 13
5. Socialismo 15
6. Os anarquistas 17
CAPÍTULO 02 AS UNIFICAÇÕES DA ITÁLIA E DA ALEMANHA 23
1.	 As	especificidades	das	unificações	da	Itália	e	da	Alemanha	 23
2. Liberalismo italiano e conservadorismo alemão 23
3. O caso alemão 25
4.	 As	unificações	 26
CAPÍTULO 03 OS EUA NO SÉCULO XIX 32
1. A segregação racial 40
CAPÍTULO 04 IMPERIALISMO E PAZ ARMADA 44
1.	 Ações	imperialistas	 46
2. Índia: a joia da coroa britânica 48
3. A disputa sobre a China 50
4. A Paz Armada 53
CAPÍTULO 05 A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL 57
1. Caracterização da Primeira Grande Guerra (1914/1918) 57
2. Histórico da guerra 59
3. Novidades da guerra em 1915 61
4.	 1917:	o	ano	crítico	 61
5. Paz ou prenúncio de outra guerra? 62
CAPÍTULO 06 A REVOLUÇÃO RUSSA 67
1. A Rússia no começo do século XIX 67
2.	 Do	comunismo	de	guerra	à	NEP	(nova	política	econômica)	 71
3. Stalinismo (1924-1953) 72
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 75
Capítulo 01 75
Capítulo 02 87
Capítulo 03 92
Capítulo 04 98
Capítulo 05 113
Capítulo 06 120
GABARITO 135
Teoria
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História Contemporânea I
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História
1. Liberalismo, Segunda Revolução Industrial, nacionalismo e socialismo 
CAPÍTULO 01 O MUNDO NO SÉCULO XIX 
contra os governos constituídos, visando à afir-
mação dos ideais liberais contra o centralismo 
conservador que imperava na Europa.
©
1 Eugène Delacroix (1798–1863) / Louvre M
useum
A tela de Delacroix, A Liberdade guiando 
o povo, sintetiza a história revolucionária 
do século XIX no continente europeu. 
Milhares de homens morreram lutando 
por ideais que constituíram importantes 
valores para a sociedade contemporânea. 
Até este despertar liberal, apenas a França 
havia, na figura do rei Luís XVIII, apresentado 
uma Constituição, contemplando as orienta-
ções	 do	 Congresso	 de	 Viena.	 Podemos	 com-
preender, dessa forma, que, embora os libe-
rais franceses fossem os mais articulados, só 
pegaram em armas quando foram ameaçados 
em seus direitos constituídos. Isso aconteceu 
em 1830 e promoveu uma verdadeira onda li-
beral revolucionária no continente. Assim, co-
nhecemos	as	revoluções	de	1830	como	sendo	
liberais e de viés burguês. 
Devemos lembrar ainda que o Congresso de 
Viena não considerou a questão dos povos, 
pois se preocupou com domínios territoriais. 
Assim, grupos humanos que possuíam uma 
língua comum ou características culturais próxi-
mas foram separados em nome de uma divisão 
territorial entre os países que venceram Napo-
leão Bonaparte. Não tardou para que esses gru-
pos passassem a pressionar governos, buscando 
uma autonomia ou uma unificação política, co-
Embora o caráter do Congresso de Viena 
(1815) fosse conservador, o encontro fez con-
cessões	 ao	 pensamento	 revolucionário	 que	
passaria a ser reconhecido como liberal. 
Não havia como voltar ao antigo sistema de 
poder absolutista num quadro em que for-
ças sociais foram despertas para a questão 
política. Assim, o Congresso sugeriu que os 
países	 tivessem	 Constituições	 e	 que	 elas,	
em vez de serem promulgadas, deveriam ser 
outorgadas. Contudo, o rei que apresentas-
se uma Constituição para o seu país deveria 
segui-la estritamente. 
Acrescente-se	que	as	Constituições	deveriam	
estabelecer a existência de Assembleias Ele-
tivas que teriam competência para debater e 
votar impostos e controlar os gastos do Esta-
do. Os representantes eleitos deveriam ser 
escolhidos tendo como critério o voto cen-
sitário, ou seja, garantia aos que detinham 
recursos	 (pessoas	 abastadas)	 as	 condições	
de participação na vida política. 
Tais	 sugestões	 visavam	 aplacar	 novas	 agita-
ções	no	continente	europeu,	garantindo	a	es-
tabilidade governamental e o poder nas mãos 
da nobreza, apesar da abertura concedida à 
participação política da burguesia. 
Porém,	 essas	 sugestões	 não	 foram	 seguidas	
em muitos países. Portugal, Espanha, Prússia, 
Áustria e Rússia são exemplos de países que 
não	 atenderam	 às	 proposições	 conciliatórias	
do Congresso de Viena. Portugal e Espanha 
chegaram	a	ter,	em	1820,	revoluções	que	pre-
tendiam instaurar um regime representativo- 
-constituicional. Portugal conseguiu, por meio 
da Corte (Parlamento), elaborar e aprovar 
uma Magna Carta, forçando o retorno da fa-
mília real que se encontrava no Brasil. Foi des-
sa forma que D. João VI, pressionado, jurou a 
Constituição portuguesa. Essa revolução ficou 
conhecida por Liberal do Porto.
O que percebemos é que o liberalismo se tor-
nou, a partir daí, a bandeira de luta revolucio-
nária no continente europeu. Sociedades se-
cretas,	 literárias	e/ou	maçônicas,	 conspiravam	
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locando, assim, os princípios do Congresso em xeque. A maior expressão desse descontentamento 
popular encontramos no nacionalismo que vicejou ao longo do século XIX e que se tornou nítido com 
as	agitações	europeias	de	1848.	Conhecidas	como	a	“Primavera	dos	Povos”,	essas	revoluções	popu-
lares	 integram	o	quadro	de	desenvolvimento	das	forças	produtivas	na	Europa,	após	as	revoluções	
burguesas de 1830. 
O	desenvolvimento	industrial	europeu	ganhou	espaço	significativo	a	partir	dessas	revoluções	
que implementaram políticas de fomento à indústria. Um resultado disso foi a concentração 
humana nas cidades, espaço da produção industrial. O intenso processo de urbanização ge-
rou	novas	demandas	populares	que	não	envolviam	apenas	questões	relativas	a	uma	melhor	
condição de habitação ou de acesso a equipamentos urbanos, mas, também, de melhoria nas 
condições	de	trabalho.
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Re
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ão
A representação acima corresponde à repressão feita nos Estados Unidos a uma manifestação de 
trabalhadores no dia 1 de maio de 1886, em Chicago. Os trabalhadores reivindicavam melhores 
condições de trabalho e foram duramente reprimidos pelas forças policiais. Desde 1889, foi 
decidido, no Congresso da Internacional Socialista, que a data marcaria a luta do trabalhador, 
devendo ser realizadas manifestações em todo o mundo para lembrar o acontecimento.
As	cidades,	dessa	forma,	se	transformaram	em	palco	de	agitações	de	toda	ordem	e	algumas	
delas possuíam um caráter contrário à ordem burguesa que se esboçava até ali. Socialistas 
utópicos, anarquistas e socialistas científicos pregavam a criação de uma nova sociedade, 
igualitária	nas	condições	materiais	de	vida,	e	denunciavam	a	exploração	do	homem	pelo	ho-
mem na sociedade capitalista. Saint-Simon, Charles Fourier, Robert Owen, Friedrich Engels, 
Karl Marx, Pierre Joseph Proudhon, Piotr Kropotkin, Mikhail Bakunin, Errico Malatesta foram 
alguns homens que se levantaram contra a desigualdade social e realizaram propostas para 
outra

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