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Sarampo

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SARAMPO 
O que é: O sarampo é uma doença de distribuição universal, com variação sazonal, acomete ambos os sexos, 
independentemente da idade, desde que sejam suscetíveis (não vacinados ou que já tiveram a doença). O 
comportamento endêmico-epidêmico varia de um local para outro e depende do grau de imunidade e a 
suscetibilidade da população, bem como da circulação do vírus na área. A incidência, a evolução clínica e a letalidade 
são influenciadas pelas condições socioeconômicas, estado nutricional e imunitário do paciente, bem como lugares 
com aglomeração, independente de que seja em domicílio, escola, universidade, empresa, etc. 
 
Distribuição no Brasil e no mundo: Atualmente os países das Américas não apresentam casos autóctones de sarampo. 
A meta é eliminar a transmissão do vírus autóctone da região, mesmo considerando que o vírus circula em 
praticamente todos os outros continentes. No Brasil, desde 2001 não existe circulação autóctone do vírus. Entre 2001 
e 2006 foram registrados 67 casos confirmados de sarampo, sendo que quatro foram casos importados (Japão, Europa 
e Ásia) e 63 relacionados aos casos importados. 
 Somente em 2006 foram confirmados 57 casos no estado da Bahia, onde mesmo conseguindo identificar o vírus 
responsável pelo surto (D4) não se conseguiu identificar o caso importado. O surto ocorreu no interior, a cerca de 500 
km da capital do estado, em 5 municípios que estão na mesma área geográfica. Vale ressaltar que nenhuma das 
pessoas acometidas pelo sarampo tinha o registro vacinal. A cobertura vacinal desses municípios estava em torno de 
95%, porém não refletia o todo do município, ou seja, foram identificados bolsões de suscetíveis nas localidades da 
ocorrência do surto. 
 
Transmissão: 
Agentes causadores (patógeno e vetores): O sarampo é uma doença aguda, de alta contagiosidade, causado por vírus 
RNA, pertencente ao gênero Morbillivírus e à família Paramyxoviridaenn. 
 A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções nasofaríngeas expelida pelo doente ao 
tossir, respirar, falar ou respirar. O período de incubação médio, ou seja, o tempo entre o contágio e o aparecimento 
dos sintomas, é de 10 dias, variando de sete a 18 dias. O período de transmissibilidade acontece de quatro a seis dias 
antes e após o aparecimento do exantema. A maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e depois do início do 
exantema. 
 
Diagnóstico Clínico (principais sintomas): O paciente apresenta febre, exantema máculo papular com início na face 
e atrás do pescoço, tosse seca, coriza e conjuntivite, independente da idade ou situação vacinal. 
 
Laboratorial (exames realizados): A rede pública oferece exames laboratoriais (titulagem de anticorpos IgM e IgG 
para o sarampo) em todos os estados para confirmação ou descarte dos casos. 
 
Tratamento: O tratamento é sintomático, podendo ser utilizados antitérmicos, hidratação oral, terapia nutricional 
com incentivo ao aleitamento materno e higiene adequada dos olhos, da pele e das vias aéreas superiores. As 
complicações bacterianas do sarampo são tratadas especificamente com antibióticos adequados para o quadro clínico 
e, se possível, com a identificação do agente bacteriano. 
 Nas populações onde a deficiência de vitamina A é um problema reconhecido, a OMS e o Unicef recomendam o uso 
de uma dose elevada e única de vitamina A nas pessoas acometidas pelo sarampo e suas complicações, nos indivíduos 
com imunodeficiências, com evidência de xeroftalmia, desnutrição e problemas de absorção intestinal. 
 
Prevenção: A vacina contra o sarampo é a única medida preventiva e a mais segura. É importante que o esquema 
vacinal esteja completo. A vacina está disponível nos postos de saúde. A primeira dose deve ser aplicada aos doze 
meses de vida, e o reforço entre quatro a seis anos de idade. Todas as mulheres até 49 anos devem ter uma dose da 
vacina e os homens até 39 anos também devem ser vacinados, independente de história pregressa da doença. 
 
Dicas de prevenção para viajantes: Países como Japão, Alemanha, alguns países da África e outros países da Ásia, não 
Gabriella Pacheco
GABRIELLA PACHECO - MED102
apresentam uma cobertura vacinal muito ampla contra o sarampo. Neste sentido, recomenda-se que os profissionais 
da área de turismo e os viajantes residentes no Brasil que tenham como destino países pertencentes a outros 
continentes que não as Américas procurem um posto de saúde pelo menos quinze dias antes da viagem para serem 
vacinados. 
 Grande parte da população nascida desde o final de década de 80 foi vacinada, mas quem tem mais de 20 anos pode 
não ter recebido pelo menos uma dose da vacina e, assim, pode estar sujeito à infecção. Por isso é importante que, 
além dos viajantes que vão para outros países, todos os profissionais dos aeroportos com idade até 39 anos para os 
homens e 49 para as mulheres, desde os aeroviários e taxistas até quem trabalha dentro das lojas ou das lanchonetes, 
tomem a vacina, caso não comprovem vacinação prévia contra o sarampo. Esta mesma orientação também vale para 
turistas, agentes de viagens, guias turísticos, funcionários dos hotéis e profissionais do sexo. 
 A aplicação da vacina nessas pessoas (uma dose) deve ser realizada principalmente nas cidades que atraem mais 
turistas estrangeiros, como Rio de Janeiro, Florianópolis e capitais do Nordeste. A vacina é gratuita e está disponível 
em qualquer posto de saúde, mas os próprios empresários de turismo, associações ou sindicatos do ramo podem 
procurar as representações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) das secretarias estaduais de Saúde para 
elaborar ações de vacinação para grupos específicos. Os viajantes de 1 a 49 anos de idade que se dirigem para outros 
países situados fora da região das Américas e que não comprovem vacinação prévia contra o sarampo também estão 
recomendados para receberem uma dose da vacina.

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