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Biossegurança

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Marcella Meira Fernandes
BIOSSEGURANÇA
“É o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes as atividades de pesquisa, produção ensino, desenvolvimento, tecnologia e prestação de serviço visando a saúde do homem, dos animai, a preservação do meio ambiente e a qualidade do meio ambiente e a qualidade dos resultados.”
Presença de risco -> estímulo à dedicação dos profissionais da área de saúde.
OBS: não se consegue identificar todos os pacientes infectados com base na história clínica (o paciente pode mentir, omitir e/ou não saber), exame físico e testes laboratoriais.
Percepção da equipe de saúde (Center dor Disease Control and Prevention): recomenda tomar precauções contra sangue e outros fluidos corporais no atendimento de todos os pacientes.
DADOS HISTÓRICOS E ATUAIS:
· Semmelweis, 1847: importância da lavagem das mãos antes de um atendimento ou cirurgia, visando prevenir infecção pós-parto;
· Antibióticos e vacinas após a II Guerra Mundial deram falsa impressão de segurança;
· Início dos anos 60: anticoncepcionais + antibióticos e vacinas = alteração do comportamento sexual;
· Problemas de saneamento básico e de meio ambiente nas megalópoles;
· Otimização dos meios de transporte;
· Desenvolvimento da medicina possibilitou maior sobrevida;
· Interferência do homem na seleção natural dos microrganismos;
· Surgimento da AIDS, dos transplantes, da radioterapia e da quimioterapia resultou nas infecções oportunistas.
DADOS HISTÓRICOS E ATUAIS SOBRE O CONTROLE DE INFECÇÃO (NOVOS DESAFIOS):
· Casos de infecções que já não existiam e ou apresentaram mudança no padrão de susceptibilidade aos antimicrobianos;
· Novos agentes infecciosos, aumento da incidência de doenças previamente controladas (tuberculose, herpes simples tipo 2), mudanças na distribuição geográfica de doenças);
· É sabido que estamos perdendo essa “guerra” contra os microrganismos que nem podemos ver. Portanto, todos os cuidados de CL devem ser voltados não só para as doenças já conhecidas, mas também para aquelas que porventura surjam.
OBS: AIDS -> anos 70/80 -> doença infectocontagiosa -> pandemia -> revisão dos conhecimentos sobre controle de infecção.
Riscos dos profissionais de saúde:
· Maior exposição a sangue e outros líquidos corpóreos -> maior incidência de doenças infecciosas;
· Instrumentos rotatórios: aumento da prevalência de doenças infectocontagiosas entre os dentistas;
· Década de 70: constatou-se a grande contaminação que ocorre até 1,5m de distância ao redor da boca do paciente.
OBS: distância de 1m do paciente = 100% de contaminação / distância de 2m do paciente = 50% de contaminação.
· Os artigos do EPI estão cada vez mais sendo utilizados pelos CD e o seu uso se mostrou intimamente associado à classificação dada pelos pacientes às condições de higiene com que seus tratamentos foram conduzidos;
· A grande maioria dos pacientes acredita que o HIV possa ser transmitido durante o atendimento odontológico, evidenciando-se atitudes negativas em relação a profissionais que atendem pacientes com AIDS e também profissionais HIV soropositivos;
· O uso adequado do EPI encoraja os pacientes a continuar o tratamento mesmo sabendo que seu CD atende pacientes com AIDS, porém não influencia na disposição do paciente em continuar tratando com um CD HIV soropositivo, demonstrando um grande preconceito em relação a tais profissionais;
· Os resultados confirmam que o CD deve educar seus pacientes em relação às medidas de controle de infecção adotadas em sua prática, trazendo maior tranquilidade e segurança ao paciente.
DOENÇAS INFECCIOSAS DE MAIOR PREOCUPAÇÃO PARA A ODONTOLOGIA:
· Origem viral:
· Hepatite A, B, C, D, E, F e G;
· AIDS; 
· Infecções hepáticas;
· Infecções do trato respiratório;
· Infecções pelo vírus coxsakie;
· Verrugas infecciosas – HPV;
· Viroses T;
· Rubéola;
· Covid-19.
· Origem bacteriana:
· Infecções estafilococicas (lesões supurativas, osteomielites, infecções urinárias);
· Infecções estreptocócicas (escarlatina, febre reumática, endocardite, nefrite);
· Tuberculose;
· Sífilis;
· Legionelose;
· Blenorragia de transporte orofaríngeo.
CONCEITOS BÁSICOS:
· Infecção: é a reprodução, multiplicação e desenvolvimento de microrganismos em organismos altamente desenvolvidos;
· Invasão: pele, mucosa;
· Propagação: tecidos / vias linfáticas / circulação sanguínea.
· Virulência: é a capacidade de penetração, reprodução e propagação do microrganismo;
· Resistência: é o arsenal de defesa que o organismo tem para se opor a uma infecção;
· Patogenicidade: número de microrganismo X virulência / resistência do hospedeiro;
· Infecção cruzada: é a infecção ocasionada pela transmissão de microrganismos de um paciente a outro indivíduo, geralmente, pelo pessoal, ambiente ou fômite;
· Transmissão: é a transferência de microrganismos da fonte ao susceptível;
· Veículos:
· Sangue;
· Saliva, secreções;
· Instrumento contaminado.
· Vias de transmissão:
· Inalação;
· Ingestão;
· Inoculação.
· Rotas gerais;
· Contato direto: contato físico;
· Contato indireto: interposição de um ser inanimado;
· Contato à distância: gotículas de flugge e aerossóis.
CONTROLE DE INFECÇÃO: recursos de infecção -> recomendações para prevenção, vigilância e diagnóstico e tratamento de infecções visando a segurança da equipe de saúde e dos paciente.
AUMENTANDO A RESISTÊNCIA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE E PACIENTES:
· Vacinas:
· Hepatite B;
· Gripe (influenza);
· Tétano e difteria (dT adulto ou toxoide tetânico);
· Varicela;
· Rubéola, sarampo e caxumba (MMR Tríplice Viral);
· Tuberculose (BCG);
· Tríplice bacteriana para adultos (DTP – coqueluche, tétano e difteria);
· Hepatite A;
· Febre amarela.
DIMINUINDO A VIRULÊNCIA DO MICRORGANISMO:
· Antibióticos:
· Profilático;
· Terapêutico.
MEDIDAS DE PROTEÇÃO DA EQUIPE DE SAÚDE:
Medidas de precaução PADRÃO:
1. Uso de barreiras ou equipamentos de proteção individual (luvas, avental, máscara, gorro, protetor ocular...):
· E.P.I: equipamento de proteção individual;
· São barreiras pessoais utilizadas para evitar o contato com os microrganismos durante os trabalhos clínicos pelo CD e sua equipe auxiliar;
· Composto por:
· Gorro ou touca: impedem que haja infecção cruzada e que os microrganismos sejam levados para outros locais, devem ser descartados no final do turno ou no intervalo de um paciente para outro;
· Jaleco não-cirúrgico e avental estéril: ambos devem ter mangas compridas, punhos e de preferência na cor branca. Após o turno, dobrar do avesso e acondicionar em saco plástico para transporte;
· Máscara: constitui a maior medida de proteção das vias aéreas superiores contra partículas de aerossóis. Deve ter alta capacidade filtrante e seu descarte deve ser efetuado entre pacientes ou aceitável no final do turno;
· Óculos de proteção: servem para evitar que respingos de sangue ou secreções corpóreas atinjam os olhos do CD e sua equipe, devendo ser desinfectados entre pacientes. Vale ressaltar que o paciente também deve fazer uso para proteger seus olhos de produtos irritantes, contaminados e instrumentais perfurocortantes. Os óculos de grau não substituem os de proteção;
· Propés: controlam a transmissão de microrganismos entre os diferentes ambientes do consultório. Podem ser descartáveis ou reutilizáveis (se assim for proceder igual ao jaleco);
· Luvas: são consideradas a melhor barreira mecânica para as mãos já que durante o atendimento tem-se o contato direto e ou indireto com sangue e saliva;
· Luvas de borracha grossa: lavagem do instrumental e outros procedimentos fora do campo operatório;
· Luvas descartáveis: utilizadas para procedimentos semicríticos;
· Luvas estéreis: indicadas para procedimentos cirúrgicos;
· Luvas de plástico ou sobre luvas: evita contaminação da luva principal durante a realização de atividades secundárias.
2. Prevenção de exposição a sangue e a fluidos orgânicos;
3. Manejo adequado de procedimentos de descontaminação e do destino dos dejetos e resíduos:
· Interferindo no número de microrganismo;
· Limpeza – remoção de resíduos e sujidades presentes