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Traumatismo Dentoalveolar

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meio de armazenamento e
a viabilidade do ligamento periodontal.
§ O meio mais adequado de armazenamento é a solução salina de Hanks
e, essa solução parece reduzir a incidência da anquilose e melhorar a
sobrevivência das células periodontais da superfície radicular.
§ Não se pode esquecer nunca que o leite também pode agir de maneira
muito eficaz, trazendo bons resultados quando usado adequadamente.
Também ajuda remover debris da raiz e dissolver as bactérias.
§ Quando não for possível o reimplante imediato e/ou o dente não for
conservado adequadamente, pode ser feita tentativa de reimplante, por
meio de procedimento denominado reimplante mediato ou tardio.
§ Os resultados observados a partir dessa consideração podem ser muito
bons, não devendo se abandonar o cliente porque o tempo fora do
alvéolo passou de 2 ou 3 ou 4 horas. Tudo deve ser realizado para
evitar-se a mutilação do jovem paciente.
§ Para procedimentos de reimplante tardio, o tempo deixa de ser o fator
mais importante, pois as fibras do ligamento periodontal aderidas ao
dente estão inviáveis. Assim, deverão ser removidas antes de qualquer
procedimento.
§ O hipoclorito de sódio tem sido a solução mais utilizada para a
remoção dos restos do ligamento periodontal pela sua disponibilidade,
suas propriedades antimicrobianas e capacidade de dissolução do
tecido conjuntivo. Pode-se considerar, entretanto, que o leite é uma
solução bastante eficaz para o sucesso de um reimplante tardio.
§ Os dentes com extensos períodos extra-alveolares, mantidos secos ou
estocados em meio inadequado, tem diminuída a vitalidade do
ligamento periodontal e aumento da probabilidade de reabsorção
radicular.
§ Com o intuito de inibir ou retardar a reabsorção radicular externa,
poderá ser feito o tratamento da superfície radicular externa com o uso
de fluoretos (fluoreto estanhoso a 1%) associado à imersão em
antibiótico (doxiciclina) ou ainda o leite.
§ Alguns autores indicam a raspagem radicular, visando eliminar todo
tecido necrótico evitando assim uma possível infecção.
§ O período de estabilização deve ser o mais breve possível para o dente
torna-se refixado em seu alvéolo, normalmente de 7 a 10 dias. Estudos
mostraram que quanto mais rígida e mais longa for a estabilização,
maior reabsorção radicular poderá ser esperada. Essa afirmação pode
ser contestada, pois podem ser encontrados casos em que essa
contenção se prolonga por mais de um mês com bons resultados.
§ A tendência atual é fazer uma contenção leve e estabelecer
imediatamente uma função oclusal que atuará como estímulo
fisiológico no metabolismo dos tecidos periodontais. Os movimentos
fisiológicos do dente são indicados por promover a união fibrosa, em vez
da união óssea da raiz ao osso alveolar.
§ Uma vez utilizando o protocolo do ligamento danificado, deve-se
manter o dente mais tempo contido (seis semanas) na intenção de
formar uma anquilose fisiológica. Com isso pode-se conservar o alvéolo
mais tempo para receber reabilitação protética.
§ Pode-se concluir que o reimplante dental é um procedimento
conservador visando a manutenção alveolar, postergar a confecção de
prótese, problemas estéticos e sociais para o paciente, visto que
acomete geralmente crianças.
§ Os CD deveriam ter conhecimento do procedimento de reimplantar
um dente, pois essa técnica é conservadora e visa restabelecer a função
do elemento dentário dentro do sistema estomatognático por um
procedimento relativamente fácil de ser executado.
PROFILAXIA DO TÉTANO
História de
imunização prévia
contra o tétano (nº
de doses da vacina)
Ferimentos pequenos,
limpos e superficiais
Todos os demais
ferimentos
TT SAT TT SAT
Incerto ou < de 2
doses (*)
SIM NÃO SIM SIM
Duas doses SIM NÃO SIM NÃO (1)
Três doses NÃO (2) NÃO NÃO (3) NÃO
TT = Toxóide Tetânico ou VA
3 doses: 2 meses entre a 1º e a 2º dose. A 3º de 6 a 12 meses após a 2º
dose.
SAT = Soro antitetânico ou Imunoglobulina antitetânica
5000 UI ou IgGAT 250 a 500 UI/IM
(*) Aproveitar a oportunidade para indicar a complementação do
esquema de vacinação.
(1) Exceto quando o ferimento ocorreu há mais de 24 horas.
(2) Exceto quando a última dose foi aplicada há mais de 10 anos.
(3) Exceto quando a última dose foi aplicada há mais de 5 anos.