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Doença arterial coronariana/Síndrome arterial coronariana

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DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA 
 
DOR TORACICA: 
 A principal causa de dor torácica é não cardíaca. As principais causas de 
dor torácica são as musculoesqueléticas e as gastrointestinais. 
°A síndrome coronariana aguda 
representa 1/5 de todos os 
atendimentos de dor torácica. 
 
°Causas potencialmente fatais: 
- Síndrome coronariana aguda 
- Dissecção aguda de aorta 
- Tromboembolismo pulmonar 
- Pneumotórax hipertensivo 
- Ruptura esofagiana 
 
°EXAMES: ECG e raio X devem 
ser pedidos em todos os 
pacientes com dor torácica. 
Outros exames como 
troponina, D-dimero, ECO TT 
e ECO TE, angio TC, podem ser 
pedidos, sendo orientados 
através do quadro desse 
paciente. 
*Quadro ao lado (tipo A – D): 
probabilidade de ser de 
origem isquêmica. 
 
 
Quando estamos diante de um 
paciente com dor torácica é 
essencial fazer o triplo 
descarte: afastar embolia 
pulmonar, dissecção de aorta e 
síndrome coronariana aguda. 
ANGINA DE PRINZMETAL: 
espasmos nas coronárias que 
podem levar a angina – no caso 
de pacientes com DAC crônica, 
pode gerar a obstrução total 
temporária. 
 
DOENÇA ARTERIAL CORONARANA: 
As coronárias são as artérias que suprem o miocárdio. Elas sem do seio da artéria aórtica e servem para nutrir 
o miocárdio e permitir que ele contraia e atue de forma adequada, bombeando sangue (O2, nutrientes, energia) para 
todo o corpo. Então sempre precisa haver um equilíbrio entre a oferta que o fluxo coronariano oferece para o coração 
e a demanda metabólica do miocárdio, que representa a demanda do corpo. 
O que acontece na doença isquêmica do miocárdio (doença arterial coronariana) é a falta desse equilíbrio. A 
principal causa da isquemia do miocárdio, a principal causa para esse descontrole onde o fluxo coronariano deixa de ser 
suficiente para suprir a demanda metabólica de 02 do miocárdio, é a doença aterosclerótica. A doença aterosclerótica 
nada mais é do que uma doença onde se forma uma placa de gordura na parede de uma artéria, uma placa de colesterol 
que passa a causar problemas ao se acumular na parede do vaso. Essa placa de gordura vai progressivamente obstruindo 
a luz do vaso, o que consequentemente diminui a oferta do fluxo sanguíneo. 
OBS: Aterosclerose (placa de colesterol) X arterioesclerese (musculo envelhecido; perde contractilidade) 
O musculo cardíaco tem uma reserva metabólica, o fluxo coronariano não só é suficiente para suprir a demanda 
de O2 que o miocárdio precisa, como ultrapassa essa demanda, para momentos em que a demanda aumente por algum 
motivo (atividade física, etc.), seja possível suprir. Então quando a placa de gordura começa a se formar no vaso, a 
princípio não existem sintomas, porque a diminuição do fluxo é progressiva, e como o fluxo era maior que o suficiente, 
no primeiro momento não há falta de O2 e de nutrientes para esse musculo cardíaco. Mas com o tempo a obstrução vai 
progredindo, e em situações de demanda aumentada desse miocárdio já começam a ser sentidos os primeiros sintomas. 
Então em momentos de esforço ou de estresse começam a ser sentidos os primeiros sintomas, pelo aumento da demanda, 
que não é suprida devido a obstrução do vaso. Com o avançar da doença, até mesmo no repouso passaram a aparecer 
sintomas, pois nem a demanda basal já não é suprida devido ao grau de obstrução. 
• FATORES DE RISCO: 
✓ Níveis de colesterol: O colesterol LDL aumentado é um fator de risco muito importante, então ele deve 
estar sempre controlado, pois é esse colesterol que se acumula nas placas da aterosclerose; já o HDL deve 
estar alto, pois é o “colesterol bom”, e sua função é justamente limpar as artérias. 
✓ Obesidade 
✓ Sedentarismo 
✓ HAS 
✓ DM 
✓ História familiar 
 
• ESCORE DE FRAMINGHAM: 
Além dos fatores de risco existem escores que medem o risco de o indivíduo ter doença coronariana, e um deles 
é esse escore de Framingham. A somas dos pontos desse escore diz qual é o risco percentual de aquele paciente ter 
DAC nos próximos 10 anos, então a partir disso dá para classificar o paciente em: 
✓ Risco baixo: até 10% 
✓ Risco intermediário: 10% - 20% 
✓ Risco alto: maior que 20% 
Além dos fatores desse escore, outros critérios devem ser levados em consideração, e podem alterar a 
classificação desse paciente quanto ao risco. Existem fatores agravantes que se presentes podem reclassificar esse 
paciente. Esses fatores são: 
✓ Síndrome metabólica 
✓ Micro ou macroalbuminuria 
✓ Hipertrofia ventricular 
✓ Doença renal crônica 
✓ Espessamento da carótida 
✓ História familiar de doença prematura 
(abaixo de 65 para mulheres e abaixo de 
55 para homens) 
✓ Escore de cálcio coronário (medido por uma radiografia de tórax com contraste bem baixo, que permite ver 
e medir a quantidade de cálcio presente nessa artéria, e se estiver alto, isso de torna mais um fator 
agravante para esse paciente. 
 
• QUADRO CLÍNICO: 
A principal sintomatologia da doença coronariana é a dor no peito, que a chamada angina pectoris. É 
caracterizada por uma dor precordial em queimação ou em aperto, que pode ser desencadeada por atividade física ou 
estresse, e alivia em repouso e/ou com nitratos (vasodilatador). É uma dor precordial, mas que pode irradiar para membro 
superior esquerdo e para a mandíbula. Entretanto, nem sempre o paciente tem esse quadro tão típico, ele pode ter o que 
chamamos de “equivalentes anginosos”, que são a dispneia súbita, tonteira, dispepsia, sincope. Esses “equivalentes 
anginosos” aparecem principalmente em idosos, mulheres, diabéticos e transplantados. 
• CLASSIFICAÇÃO DO APARECIMENTO DA ANGINA – CLASSIFICAÇÃO DE CCS: 
✓ CCS I: esforços extenuantes 
✓ CCS II: esforços habituais 
✓ CCS III: esforços menores que os habituais 
✓ CCS IV: repouso 
 
• DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA AGUDA X CRÔNICA: 
✓ Doença arterial coronariana crônica = angina estável 
✓ Doença arterial coronariana aguda = angina instável ou infarto agudo do miocárdio (com ou sem supra ST) 
A angina estável se trata da oclusão pela placa de gordura, que progressivamente foi aumentando, e o paciente 
sente dor primeiro aos esforços, melhorando no repouso (obstrução parcial – a isquemia ocorre apenas em momentos de 
demanda maior), até o momento em que o paciente passa a sentir dor no repouso. Nesse caso da doença crônica temos 
uma placa estabilizada. 
Já na síndrome coronariana aguda o que ocorre é o rompimento da placa, com formação de trombo. O trombo 
pode ocluir a artéria parcialmente ou totalmente; se a artéria for totalmente ocluída tem-se o infarto com supra de ST, 
se a oclusão for parcial pode ocorrer ou a angina instável ou o infarto sem supra de ST. 
ANGINA ESTAVEL – DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA CRÔNICA: 
Obstrução parcial do fluxo coronariano pela placa aterosclerótica estável. Inicialmente, os sintomas são em 
situações de aumento de demanda. O paciente pode ter um quadro típico de angina ou pode apresentar os “equivalentes 
anginosos”. O quadro vai durar entre 5 e 15 minutos e cessa em repouso ou em uso de nitrato. 
O diagnóstico nesse momento é clinico, e conta com o quadro e com os fatores de riscos desse paciente, 
somados, posteriormente, aos exames complementares. O que determina quais são os exames complementares que vão 
ser pedidos é a classificação de risco para doença coronariana daquele paciente, é o que determina se vai ser pedido um 
exame mais simples ou mais complexo. 
• EXAMES COMPLEMENTARES: 
O primeiro exame que sempre vai ser feito é o ECG, entretanto se no momento da realização do exame o 
paciente não estiver sentindo a dor ou manifestando o quadro com os “equivalentes anginosos”, o ECG vai ser normal. 
Isso acontece por conta da obstrução parcial, que só em determinados momentos gera o déficit de fluxo para o coração, 
então as vezes não é suficiente para gerar a alteração no ECG. 
OBS: O ECG deve ser feito e interpretado nos primeiros 10 min do 
atendimento desse paciente após