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Patologias Cervicais e CA de Colo de Útero

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Patologias Cervicais e 
Câncer de Colo de Útero
1. Anatomia do Colo Uterino 
• Ectocérvice: parte externa do colo, que fica em contato 
com o canal vaginal. 
• Endocérvice: incia no orifício anatômico interno, por 
continuidade com o endométrio.
2. Histologia do Colo Uterino 
• Epitélio escamoso: células planas e superficiais - 
Ectocérvice. 
• Epitélio glandular: endocérvice; produtor de muco. 
• Junção escamocolunar (JEC): mudança abrupta de 
células escamosas estratificadas não queratinizadas para 
epitélio colunas simples. 
• Zona de transformação: Metaplasia escamosa
3. Propedêutica - Investigação 
• Colpocitologia: “papanicolau”. 
• Colposcopia: indicada se citologia alterada. Realizado em 
toda suspeita de lesão de alto grau. Também, realizado 
se 2 citologias semestrais alteradas. 
• Exame histológico:
Nomenclatura para Laudos Citopatológicos 
Cervicais (Sistema Bethesda) 
• Adequabilidade da amostra: satisfatória ou insatisfatória 
para avaliação. Inadequado: má-fixação, hemorrágico. 
Repetir em 6 a 12 semanas, com correção. 
• Amostra satisfatória: com células em quantidade 
representativa, bem distribuídas, fixadas e coradas, 
permite conclusão diagnóstica. 
•Microbiologia: Lactobacillus spp. (Bacilos de Doderlein) 
• Resultado normal: Negativo para células neoplásicas, 
alterações epiteliais reativas associadas à inflamação (inclui 
reparo típico, DIU). 
• Atipias de células escamosas: significado indeterminado 
(possivelmente não neoplásicas: ASC-US) ou não 
podendo afastar lesão de alto grau (ASC-H). 
É o menos reprodutível. Prevalência de carcinoma invasor: 
0,1 a 0,2%. 
• Lesão intraepitelial escamosa: de baixo grau (LIEBG/LSIL) 
ou de alto grau (LIEAG/HSIL). As de alto grau: 2% tem 
CA invasor. 
Colposcopia negativa não significa lesão ausente! 
• Atipias glandulares: atípicas de células glandulares (AGC), 
favorecendo neoplasia. 
• Carcinoma de células escamosas: adenocarcinoma in situ; 
adenocarcinoma. 
• Rastreamento: deve ser feito em mulheres > 25 anos. 
Os dois primeiros são exames de CCO anuais e, se 
negativos, realizar a cada 3 anos. 
• Evitar rastreio antes dos 25 anos; Seguir até 64 anos. . 
•Mulheres com mais de 64 anos, sem nenhum exame: 
realizar 2 exames com intervalo de 1 a 3 anos. Se 
negativos, pode dispensar exames adicionais. . 


Células presentes na amostra 
• Epitélios do colo do útero: 
• . Células glandulares -> não inclui epitélio endometrial. 
Tem origem em outros órgãos, que não o colo. 
• . Células metaplásicas -> ou endocervicais; 
representativas da JEC. Indica qualidade da coleta. 
• . Células escamosas -> 
• Se presença exclusiva: .atentar para a não 
representatividade da JEC no esfregaço; 
• Se normal: repetir em um ano. 
• Dois exames anuais consecutivos passa a ser a cada 
3 anos. 
Para: garantir boa representação celular do epitélio do colo 
do útero: 
• Citopatológico deve conter amostra do canal cervical 
• Coletada com escova apropriada e da ectocérvice, 
coletar com espátula de Ayre. 
Situações Especiais 
• Gestantes 
•Mesmo risco de apresentar CA e suas lesões 
precursoras. 
• .Rastreamento durante pré-natal. 
• A JEC no ciclo gravídico-puerperal encontra-se 
exteriorizada na ectocérvice. 
• Dispensaria a coleta endocervical. 
• Não parece aumentar risco sob a gestação quando 
utilizada uma técnica adequada 
• Periodicidade e faixa etária igual às demais mulheres 
• Pós-menopausa 
• Sem história de diagnóstico o tto de lesões 
precursoras de CA: baixo risco. 
• Falso-positivo: atrofia secundária ao hipoestrogenismo; 
proced imentos d iagnóst icos e terapêut icos 
desnecessários. 
• Seguimento deve considerar o histórico individual. 
• Estrogenização prévia 
• Histerectomia 
• Total e por lesões benignas: sem história prévia de 
diagnóstico ou tto de lesões cervicais de alto grau -> 
podem ser excluídas do rastreio se exames anteriores 
normais. . 
• Por lesão precursora ou Ca de colo de útero: 
acompanhar de acordo com a lesão tratada.
Situações Especiais 
•Mulheres sem história de atividade sexual 
• Risco de CA é desprezível 
• .HPV é infecção viral com transmissão sexual que atua 
na carcinogênese. 
• Não devem ser submetidas ao rastreio. . 
• Imunossuprimidas 
• Têm sido associadas à maior chance de NIC. 
• Infectadas pelo HIV: 
• Intervalos semestrais no primeiro ano 
• Se normais, seguimento anual enquanto se mantiver 
o fator de imunossupressão 
• Contagem de LT CD4+ < 200 células/mm3 
• Priorizar a correção dos níveis e rastrear a cada 6 
meses até corrigir. 
Resultado Citológico 
• Resultado citológico dentro dos limites de normalidade: 
• Normal: seguir rotina. 
• Alterações celulares benignas (reativas ou reparativas) 
• Prevalência de NIC II/III é baixa (2%) 
• Inflamação sem identificação do agente 
• Presença de alterações celulares epiteliais por ação de 
agentes físicos 
• Queixa de corrimento ou conteúdo vaginal anormal -> 
direcionar para too e seguir rotina de rastreio 
citológico. 
• Resultado citológico indicando metaplasia escamosa 
imatura 
• Tipo reparativa: seguir rotina. 
• Resultado citológico indicando reparação 
• Fase inicial do processo inflamatório: seguir rotina. 
• Resultado citológico indicando atrofia com inflamação: 
• Na ausência de atipias: achado fisiológico após 
menopausa, parto e durante lactação. 
• Dificuldade em diferenciar entre atrofia vaginal e LSIL e 
HSIL 
• Seguir rotina de rastreio citológico 
• Estriol vaginal: 21 dias e nova citologia coletada entre 5 
a 7 dias após. 
• Resultado citológico indicando alterações decorrentes de 
radiação ou quimioterapia: 
• Complica a coleta e avaliação 
•Mais frequente e acentuadas quando Radio + Quimio 
• Estrogênio tópico em baixa dose para estímulo de 
regeneração epitelial, cicatrização e elasticidade vaginal. 
• Seguir rotina de rastreio citológico. 
•Mencionar a Raio e Quimio na requisição do exame. 
• Achados microbiológicos: 
• Normais: Lactobacillus sp; Cocos; Se sem sintomas: 
não tratar. 
• Com sintomas: corrimento, prurido, odor anormal: 
buscar agentes patogênicos. Abordar de acordo com 
causa. 


Diretrizes Brasileiras para o Rastreio do CA 
de Colo de Útero (2016): 
Manejo das ASC-US e LSIL: 2 citologias semestrais. 
- Teste HPV DNA ontogênicos (ASCCP): atraente na 
pós-menopausa.. 
- Colposcopia única (ASCCP): é preferência na LSIL 
Se negativo: seguimento habitual . 
- Citologia subsequente alterada -> colposcopia 
- Teste HPV DNA + -> colposcopia 
- Colposcopia normal: 2 citologias semestrais e teste HPV 
DNA em 1 ano. 
Colposcopia: 
Manejo das ASC-H: conduzir como HSIL: colposcopia.. 
- Inaceitável na HSIL: só repetir citologia; teste HPV DNA.. 
- Ablação: sem colposcopia, sem alteração histológica, 
alteração endocervical .
Atipias de Células Glandulares: alterações reativas, 
pólipos, adenocarcinoma de colo, endométrio, ovário, tuba. 
- 9-38% tem NIC II, III, adenocarcinoma in situ ou CA de 
colo. 
- Achado depende da idade. NIC é o mais comum. 
- Múltiplos testes: repetir citologia, colposcopia, 
curetagem endocervical, curetagem endometrial (a 
partir de 35 anos). 
- Nova citologia alterada: procedimento excisional. 
Resultado Citológico 
• Citologia com células endometriais normais fora do 
período menstrual ou após a menopausa. 
• Células endometriais espontaneamente esfoliadas; Sem 
uso de terapia hormonal, ainda que de aparência típica: 
• Investigar a cavidade endometrial, por possibilidade de 
anomalia glandular no endométrio. 
• Seguir rotina de rastrio citológico. 
• Pós-Situações especiais: 
• Pós-menopausa, gestantes e imunodeprimidas, com 
alterações celulares benignas não demandam 
recomendações específicas. 


NIC I: 
• Baixa reprodutibilidade. Maioria associada a HPV de alto 
risco, podendo estar associada a HPV de baixo risco. . 
• Em dois anos: mais de 90% regride na ausência de 
tratamento. 
• Incomum progredir para NIC II ou III. . 
• Risco de ter NIC II ou III: identificada