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Patologias Cervicais e CA de Colo de Útero

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nos 2 anos 
subsequentes ao diagnóstico da NIC I (mesmo risco das 
mulheres com colposcopia e biópsia negativas 12-13%).. 
• NIC I precedida por citologia ASC-US, ASC-H, LSIL -> 
seguimento com teste HPV DNS anual, citologia 
semestral/anual. Se negativos: seguimento habitual. 
• Citologia subsequente alterada e/ou teste HPV DNA +: 
colposcopia. 
• NIC I persistente por 2 anos: seguimento e tratamento 
(excisão ou ablação).
Seguimento: 
- Têm o mesmo grau de recomendação: 
- Citologia + colposcopia semestral 
- Teste HPV DNA em 6 a 12 meses 
- Em alguns trabalhos a citologia + teste HPV DNA 
aumentou a sensibilidade, em outros não. 
Nomenclatura para Laudos Histopatológicos 
Cervicais (Richart) 
OMS x Richart 
• Displasia leve -> NIC I 
• Displasia moderada -> NIC II 
• Displasia acentuada e carcinoma in situ -> NIC III 
NIC II e NIC III: 
• Aceitável (exceto situações especiais). Métodos 
excisionais removem o tecido afetado + espécimen para 
exame patológico. . . 
•Métodos ablativos destroem o tecido afetado in vivo. 
Indicados somente se colposcopia adequada, lesão 
completamente visível. Não recomendado na recorrência. 
Não é escolha na NIC III. 
• Inaceitável: histerectomia como terapia primária. 
Adenocarcinoma in situ: 
• Alterações colpolcópicas mínimas. 
• Excisão completa difícil: multifocal, margem negativa não 
significa lesão completamente excitada. 
• Histerectomia: tratamento de escolha após procedimento 
excisional. 
• Tratamento conservador: seguimento longo. 
• Reexcisar até margens livres e material endocervical 
negativo. 
• Reavaliação semestral: citologia, teste HPV DNA, 
colposcopia, amostra endocervical. 
80% das pessoas sexualmente ativas se infecta pelo HPV. 
CA cervical é uma complicação rara de infecção cervical 
comum pelo HPV de alto risco. 
A infecção pelo HPV de alto risco é necessária para o 
desenvolvimento, manutenção e progressão da NIC 3.. 
- A maioria das infecções pelo HPV irá regredir 
espontaneamente sem nenhuma sequela. 
- O tempo usual de clearance para infecção transitória 
pelo HPV é de 6 a 18 meses.
Após biópsia:
Seguimento Pós-Tratamento de NIC II/III 
• Exame histopatológico da peça cirúrgica 
•Margens livres ou NIC I: citologia 6 e 12 meses após o 
procedimento; Colposcopia à critério do serviço Após 
primeiro ano, citologia anual até completar 5 anos do 
tto na UBS. 
•Margens comprometidas pro NIC II/III: Citopatológico e 
colposcopia semestrais nos primeiros 2 anos. Após, 
citologia anual até 5 anos do tto, na UBS. 
Após 5 anos do tto, retornar rastreio trienal. Informar 
história de doença tratada no pedido do exame 
citopatológico. 
-> lesão residual ou recorrente: conduzir como lesão inicial. 
Manejo da NIC II e III: 
- Métodos excisionais: conização fria, LEEP/ conização 
eletrocirúrgica com agulha, conização a laser. 
- Métodos ablativos: crioterapia, vaporização a laser, 
eletrofulguração (profundidade de 2mm), cauterização 
química. 
Falha no tratamento: 1 a 25%; maioria dentro de 2 anos 
após o tratamento. 
Seguimento Pós-Tratamento Conservador de 
Carcinoma Microinvasor do Colo do Útero: 
• Se tratados de forma conservadora: acompanhar como 
as mulheres tratadas para NIC II/ III e maior risco de 
recorrência. 
• Exame citopatológico e colposcopia semestrais nos 
primeiros dois anos. 
• Após o seguimento: citologia isolada anual até 5 anos. 
Após assegurada a inexistência da lesão residual: rastreio 
trienal na UBS. 
-> Na evidência de lesão residual ou recorrente, conduzir 
da mesma forma que lesão inicial. 
Avaliação do Canal Endocervical 
• Pode mudar a conduta, indicando uma conização ou 
seguimento 
• Se necessário: usar o escovado endocercical para 
citopatológico, por menor chance de material inadequado 
para exame. 
• Realizar de forma cuidadosa, introduzindo todas as cerdas 
da escova, criando 3-5x por todo o canal 
Na solicitação, enfatizar a indicação, orientando a suspeita 
diagnóstica e justificando a possível ausência de epitélio 
escamoso. 
• Alternativa: curetagem endocervical, com pequena 
proporção de espécimes inadequados. 
•Mais desconforto à paciente 
• Todo o material deve ser depositado no formol 
• Não realizar em gestantes. 
• 2013: instituído Sistema de Informação de CA (Siscan): 
integra o Siscolo e Sismama. 
• Oferecer ao gestor subsídios para tomada de decisão no 
planejamento, regulação, avaliação e controle, para 
promover disseminação da informação. 
• Siscolo: utilizado desde 1999 nacionalmente. Portaria SAS/
MS 287/06. 
• Obter Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado 
(BPA-I) 
• Registrar informações sobre condutas diagnósticas e 
terapêuticas relativas aos exames positivos/alterados 
(seguimento da paciente) 
• Selecionar amostras para monitoramento externo da 
qualidade dos exames 
• Coletar dados para construir indicadores 
• Avaliar serviços que executam procedimentos de 
rastreio do CA de colo de útero 
• Planejar ações de controle, organizar rede de assistência, 
diagnóstico e tto, avaliar necessidade de capacitações e 
acompanhar pacientes com exames alterados 
• Implantar um sistema requer padronização do 
instrumento de coleta para permitir análise de dados. 
• Os dados são coletados na unidade de saude que atende 
a mulher 
• É fundamental que os dados coletados na Unidade de 
Saúde sejam completos, corretos e legíveis para o 
bom entendimento do profissional de saúde que irá 
laudar o exame, bem como pelo técnico responsável 
por digitar as informações nos sistemas 
Importância dos Sistemas de Informação 
• Software, hardware e pessoas em conjunto 
• Inter-relacionadas por processos ou atividades para 
estruturar, tratar e disseminar informação. 
• Componente fundamental da Política Nacional de 
Atenção Oncológica.