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Agressão e Defesa II - 3º SEMESTRE (FMU)

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interdigital de cães
são frequentemente colonizadas por
essa levedura.
Escloranfenicol está presente
principalmente em animais com
orelha pendular.
Otite externa canina: a levedura produz
enzima que resulta em lesão na
mucosa do canal auditivo. Produção
excessiva e a retenção de cera,
hipersecreção de glândulas
ceruminosas.
Dermatite seborreica cutânea: prurido
e eritema, exsudativo gorduroso de
odor fétido com aglutinação dos pelos.
Dobras de pele, uso prolongado de
antibióticos ou corticóides.
Exsudato do canal auditivo deve ser
submetido a exames por cultura,
dermatite grave = biópsia, leveduras
são características demonstráveis em
exsudatos. A levedura deve ser
cultivada a 37 graus celsius por 3 ou 4
dias em ágar Sabouraud contendo
- Complexo Sporothrix schenckii
Fungo dimórfico, distribuição mundial,
seis espécies filogenéticas (sporothrix
brasiliensis)
Doença aguda ou crônica. Diversidade
de hospedeiros, felinos domésticos,
seres humanos, antro ou sapro
zoonose. Forma endêmica e maior
patogenicidade para felinos.
O ser humano não é uma fonte de
infecção para outras pessoas ou
animais, mas os felinos sim.
Distribuição ampla, solo, água,
vegetais, animais e seres humanos.
Dimorfismo:25 forma micelial (variante
M) forma infectante presente no
ambiente.
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Ag�e�são � D�fe�� I�
37 C: leveduriforme (variante y) - forma
parasitária.
Micose subcutânea mais prevalente no
mundo. Países tropicais e subtropicais.
Centros urbanos. Importância do
ambiente. Ocorrência em surtos
epidêmicos.
Problema de saúde pública.
Notificação compulsória, rio de janeiro
(endemia), pernambuco e município
de Guarulhos.
Em felinos transmissão a partir do
contato com solo, troncos,
arranhaduras ou mordeduras,
autoinoculação.
Os gatos podem ser portadores
assintomáticos. Lesão granulomatosa.
Em seres humanos: inoculação direta
ou traumática - espinhos, gravetos,
detritos orgânicos.
Transmissão zoonótica: arranhadura
ou mordedura. Infecção mesmo sem
solução de continuidade - importância:
MV, tratadores e proprietários.
Sinais clinicos:
Febre, apatia, anorexia e caquexia.
Sintomas respiratórios, nódulos ou
úlceras independentemente da forma.
Crostas/alopecia, região cefálica.
Infecções bacterianas secundárias.
Em cães é raro mas pode acontecer.
Diagnóstico:
Cultura micológica. Padrão ouro,
elevada sensibilidade e especificidade.
PCR - pesquisa científica,
determinação da espécie.
Amostrar: swabs, aspiradores de
abscessos, esfregaços de cavidade
nasal, biópsias de bordas das lesões e
coleta de sangue para avaliação de
disseminação hematogênica.
Cultura micológica: 21C , forma
micelial, meio ágar Sabouraud com
cloranfenicol observadas 8 dias após
inoculação de amostra de exsudato
coletado.
37C crescimento na forma de levedura.
Observam-se numerosas estruturas
pleomórficas.
Provas sorológcias
Histopatológico - baixa sensibilidade,
interferência da fase evolutiva da
doença.
Citopatológico: maior sensibilidade em
felinos - quantidade de células
leveduriformes (não é possível
confirmar, apenas com cultivo)
Prevenção e controle:
Medidas higiénico-sanitarias.
Medidas de biossegurança.
Esterilização (comportamento) -
campanha de esterilização em
massa??
Destinação adequada de carcaças de
animais infectados.
Educação em saúde, posse
responsável - abandono.
Ácaros causadores de sarnas:
sarcoptes, demodex e otodectes.
Ácaros
Classe: Arachinida (semelhante às
aranhas)
Corpo: cefalotórax e abdome
Olhos ou não
Apéndices cefálicos: queliceras e
palpos
Peças bucais: sucção de fluidos
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Ag�e�são � D�fe�� I�
Quatro pares de patas
Respiração filotraqueal ou cutânea.
Precisam do hospedeiro para viver,
alguns são escavadores, penetrando e
formando túneis na derme formando o
caso de escabiose (ou sarna vermelha).
Ordem: acarina
Transmissão por contato direto,
parasitas obrigatórios.
Alimentação: sangue, linfa, restos de
pele ou secreções sebáceas.
Acaríases podem levar a quadros
graves de dermatites conhecidos
como SARNA.
Todo ciclo acontece no hospedeiro.
Após a eclosão vem as larvas, após isso
a linfa (não existe diferenciação sexual)
e adulto onde a reprodução já é
possível.
- Sarcoptes scabiei
Escabiose, sarna sarcóptica ou sarna
vermelha.
Hospedeiro: animais e homens.
Linhagens espécie-específicas.
Ácaros escavadores: galerias nas peles,
espessamento da derme.
Dermatite: hiperplásica pruriginosa.
Fêmeas: túnel até 1 cm com ovos e
fezes.
Maturação dos ovos: 3 a 4 dias.
Ciclo completo do adulto: 17 a 21 dias.
Ácaros de corpo globoso. Patas curtas,
anterior curto e o segundo par de
patas posteriores não se projeta no
corpo.
*Clínica de cães:
S. scabiei variedade canis:
Crostas hemorrágicas.
Áreas com menos pelos: orelha,
focinho, cabeça e pescoço.
Prurido intenso, espessamento da pele,
alopecia.
Transmissão: contato direto, fômites.
Associadas a Canis e aglomerações de
animais.
Nos homens os quadros são brandos e
leves.
S. scabiei variedade hominis - elevada
agressividade nos humanos.
S. scabiei variedade cuniculi -
geralmente nos lagomorfos, baixa
predominância. Interdigital, orelha, ao
redor do focinho (zoonose).
*Diagnóstico: raspado de pele
profunda.
*Prevenção:
Tratamento de animais doentes
Tratamento dos contactantes
Higienização adequada do
ambiente/acaricidas
Utilização de EPIs
Educação em saúde.
- Otodectes cynotis
Ácaros não escavadores
Unica especie
85% dos casos de otite externa ocorre
pela presença desse ácaro.
Orelha de cães, gatos, furões,
ocasionalmente seres humanos.
Rostro longo e cônico.
Patas longas e espessas.
Ventosas curtas e simples.
Alimentação: restos de pele.
*Ciclo de vida:
Contágio direto
Ciclo: media de 3 semanas
Transmissão: contato direto (materno)
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Ag�e�são � D�fe�� I�
Fômites (pentes, escovas, mantas).
Ocorre no hospedeiro.
*Clinica
Otite externa, 85% nos casos em gatos
50% nos casos em cães
Filhote.
Crostas, prurido, exsudato escuro.
Cabeça, patas e ponta de cauda: lesões
pápulo-crostosas.
*Diagnóstico:
Coleta com swab ou cureta. Pode ser
visível em otoscópio.
- Demodex
É comensal, nem todo animal que
carrega desenvolve.
Sub-ordem: trombidiformes
Familia: demodicidae
Convive naturalmente com o cão. Está
presente em condições naturais, só
leva a doença quando o animal não for
imunocompetente.
Ácaros de corpo vermiforme
Abdomen
*Clinica
Transmissão: amamentação
mãe-filhote
Locais: focinho, face, região periorbital
e membros.
Predisposição racial: collie, galgo
afegão, pastor alemão, cocker spaniel,
Doberman, dálmata, boxer, pointer,
pug, bulldog.
Forma generalizada de superexpressão
dos genes receptores toll-like TLR2 -
imunidade inata.
Lesões: escamosa e pustular.
Recomendado que seja retirado da
reprodução para não ter incidência
genética.
*Diagnóstico:
Raspado de pele
Biópsia de pele
Método da fita adesiva
- Casos clinicos
Carrapatos: Rhipicephalus
amblyomma dermacentor
Funcionam como vetores de agentes
infecciosos zoonóticos como febre
maculosa.
Hemoparasitas.
Argasidae e Ixodidae - ixodidae é o
grupo mais relevante, ácaros de
escudo duro, ou casco duro. O macho
cobre o corpo todo com escudo, a
fêmea posterior não tem esse escudo
pois ingurgitar com a formação dos
ovos.
Os carrapatos são parasitas maiores,
obrigatórios, macroscópicos e levam
problemas de forma direta, anemia e
vetores de outros agentes: babesia,
ehrlichia e febre maculosa.
Carrapatos argasídeos não apresentam
o escudo de quitina na posição dorsal
e menos resistentes e são conhecidos
como carrapatos moles.
Rhipicephalus sanguineus:
Carrapato vermelho do cão.
Escudo dorsal castanho com margem
esbranquiçada.
Placas ad-anais triangulares.
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Ag�e�são � D�fe�� I�
Larva > ninfa > adulto
● As 3 fases precisam se alimentar
de um hospedeiro.
● Hospedeiro: caninos, felinos,
carnívoros silvestres.
● Localização: orelhas e membros
torácicos.
● Ciclo evolutivo: trioxeno
● Mudas ambientais
● Fêmea 4000 ovos
- Ciclo:
A fêmea adulta abandona o cão e põe
os ovos no ambiente.
Larvas saem dos ovos e procuram um
cão para se