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Especialidades Clínicas 1 
 
1) Paciente do sexo masculino, 65 anos, bancário aposentado, não tabagista. Paciente 
hipertenso em uso de losartana e sem antecedentes de doenças pulmonares prévias, com 
queixa de dispneia progressiva aos esforços há um ano, atualmente com dispneia MRC 2. 
Não relata tosse, expectoração ou chiadeira no peito. Também não relata outras queixas 
relacionadas aos demais aparelhos ou sistemas. Ao exame físico encontra se em BEG, 
eupneico em repouso, acianótico, porém, com presença de hipocratismo digital. Ausculta 
torácica com presença de bulhas cárdiacas rítmicas e normofonéticas e sem sopros e 
pulmonar com presença de estertores do tipo velcro em ambos terços inferiores. Abdomen 
flácido, sem visceromegalias. Sem edemas periféricos. Já solicitado e realizado tomografia 
computadorizada de tórax de alta resolução sendo observado a presença de cistos de 
faveolamento com espessamento septal ( padrão reticular) , bilateral, de localização 
subpleural e em lobos inferiores associados a bronquioloectasias de tração. Também 
realizado espirometria com presença de distúrbio ventilatório restritivo e capacidade vital 
forçada = 70% do previsto. Ecocardiograma normal. FAN não reagente. Baseado na 
avaliação clinica e exames complementares disponíveis, defina a hipótese diagnostica e 
conduta a ser prescrita: 
a) Fibrose pulmonar idiopática. Porém, é sempre necessária comprovação anátomo 
patológica (biópsia pulmonar cirúrgica) para definição de tratamento 
b) Padrão tomográfico inconsistente com pneumonite intersticial usual, sendo, portanto ,antes 
de iniciar terapêutica , necessário diagnostico histopatológico com biopsia pulmonar 
endoscópica (transbrônquica) 
c) Fibrose pulmonar idiopática. Diagnostico clinico e tomográfico, suficientes. Não necessária 
biópsia pulmonar. Tratamento com antifibrosantes: pirfenidona ou nintedanib 
d) Fibrose pulmonar idiopática. Quadro clínico e padrão tomográfico suficientes para 
comprovação diagnóstica, Necessário pulsoterapia inicial com metilprednisolona. 
 
2) Paciente do sexo feminino, 55 anos, diarista. Tabagista há 40 anos, fumando um maço 
diariamente. Há anos com queixa de dispneia relacionada aos esforços, atualmente MRC 2. 
Nega ortopneia ou dispneia paroxística noturna. Tosse com chiadeira no peito apenas nos 
meses de inverno. Antecedentes: nega doenças pulmonares ou comorbidades previas. Nega 
internações ou procura de UBS ou pronto atendimento no período. Ao exame físico: BEG, 
eupneica, acianótica, sem hipocratismo digital. Tórax com diâmetro anteroposterior 
aumentado, bulhas rítmicas e normofonéticas, ausência de sopros cardíacos, sons 
pulmonares reduzidos bilateralmente e não auscultado ruídos pulmonares adventícios. 
Abdômen normotenso. Ausência de edemas periféricos. Realizado Radiografia simples de 
tórax com sinais de hiperaeração pulmonar. Espirometria com presença de distúrbio 
ventilatório do tipo obstrutivo, sendo o volume expiratório no primeiro segundo (VEF1), após 
utilização de broncodilatador = 45 % do previsto. Com diagnostico de doença pulmonar 
obstrutiva crônica, iniciado broncodilatador de ação prolongada. Quais anti-colinérgicos 
inalatórios de ação prolongada poderiam ser receitados? 
a) Tiotropio ou umeclidinio ou indacaterol 
b) Tiotropio ou glicopirrônio ou umeclidinio 
c) Tiotropio ou glicopirronio ou olodaterol 
d) Indacaterol ou vilanterol ou olodaterol 
 
3) Paciente do sexo feminino, 44 anos, do lar, não tabagista. Sem hábitos ou vícios. Com 
quadro de tosse produtiva, expectoração amarelada persistente por 3 meses, associada a 
sensação de febre não medida e perda ponderal de 8 Kgs neste período, procurou serviço 
medico em UBS, sendo coletado 2 amostras de escarro sendo a pesquisa de BAAR positivas 
em ambas as amostras (+++). Sorologia para HIV negativa. Iniciado esquema de tratamento 
atual (RIPE , para 55 Kg de peso). Após 3 semanas iniciou quadro de náuseas, epigastralgia 
e notou aparecimento de icterícia. Do esquema de tratamento vigente 3 das drogas são 
hepatotóxicas. Assinale aquela que apresenta maior hepatotoxicidade: 
a) Pirazinamida 
b) Rifampicina 
c) Isoniazida 
d) Etambutol 
Especialidades Clínicas 2 
 
4) Paciente do sexo feminino, 28 anos, digitadora, não tabagista. Paciente com cirurgia cardíaca 
previa há 20 anos para correção de comunicação intra-atrial (CIA), sem segmento cardiológico 
há 8 anos, com queixa de dispneia progressiva aos esforços há um ano, atualmente em 
classe funcional 3. Avaliada e solicitado vários exames em UBS ( - TC tórax e espirometria 
normais, exames laboratoriais – hemograma, função renal, hormônios tireoideanos, função 
hepática, FAN, sorologias virais para hepatite e HIV , gasometria arterial – todos normais) e 
encaminhada com ecocardiograma transtorácico sugerindo presença de hipertensão pulmonar 
(câmaras cardíacas preservadas, com insuficiência tricúspide moderada e pressão sistólica de 
ventrículo direito = 60 mmHg). Ao exame físico: normolínea, eupneica, acianótica, ausência 
de hipocratismo digital. Tórax com bulhas rítmicas, com hiperfonese de B2, sem sopros, 
ausculta pulmonar normal. Abdômen normotenso e sem visceromegalias. Ausência de 
edemas periféricos. Submetida a cateterismo cardíaco direito que demonstrou Pressão média 
de artéria pulmonar = 38 mmHg, Pressão Capilar Pulmonar (PCP)= 9 mmHg, Resistencia 
Vascular Pulmonar (RVP) = 4 Woods. Defina diagnostico e proposta terapêutica inicial: 
a) Hipertensão pulmonar. Grupo 2 (doenças cardíacas). Iniciar diuréticos e carvedilol 
b) Hipertensão arterial pulmonar (Grupo 1 – doença associada : cardiopatia congênita). 
Iniciar diuréticos e digital e bloqueador de canais de cálcio. 
c) Hipertensão arterial. Grupo 2 (doenças cardíacas). Iniciar vasodilatador arterial pulmonar, 
exemplo, sildenafila. 
d) Hipertensão arterial pulmonar (Grupo 1 – doença associada: pós-operatório de cardiopatia 
congênita). Iniciar vasodilatador arterial pulmonar, exemplo, sildenafila. 
 
5) Paciente do sexo feminino, 42 anos, secretária, não tabagista. Paciente com antecedentes 
de asma na infância, com remissão do quadro após os 16 anos de idade. Há 2 anos, porém, 
com crises frequentes de chiado e dispneia, principalmente no período noturno, fazendo uso 
frequente de salbutamol spray, receitado em consulta de pronto atendimento. Devido 
persistência dos sintomas, procurou ambulatório médico de especialidades, sendo consultada 
por médico pneumologista há 6 meses. Realizou vários exames: radiografia de tórax normal, 
hemograma com eosinofilia (550 celulas), Ig E sérico 80 UI/ml. Com espirometria alterada 
(presença de distúrbio ventilatório do tipo obstrutivo de grau moderado, com resposta 
significativa de fluxo após utilização de broncodilatador), iniciado tratamento de asma, sendo 
receitado budesonida e formoterol inalatórios. Com manutenção dos sintomas elevado dose 
do corticoide inalatório (uso atual de 1200 mcg ao dia) associado a formoterol (12 mcg , 2 
vezes ao dia). Relata uso correto do dispositivo inalatório e das medicações inalatórias 
prescritas; controle domiciliar adequado em relação a exposição a alérgenos, poeiras, 
fumaças, produtos químicos. Nega sintomas de rinite ou de refluxo gastroesofageano. Porém, 
no último mês, apresenta crises diárias ate 4 vezes na semana, usando com frequência 
salbutamol spray ( 3 – 4 vezes ao dia) e crises noturnas pelo menos uma vez na semana, com 
prejuízo importante nas suas atividades de vida diária. Com diagnostico de asma grave não 
controlada, cite os possíveis imunobiológicos disponíveis para sequencia terapêutica: 
a) Imunobiológicos anti-IgE (mepolizumabe) e anti-IL5 (omalizumabe) 
b) Imunobiológicos anti-IgE (omalizumabe ) e anti-IL 5 (mepolizumabe) 
c) Roflumilast apenas disponível 
d) Não existe tratamento imunobiológico para asma disponível 
 
6) Paciente portador de diabetes mellitus há 6 anos. É hipertenso e atualmente está controlado 
com losartana 100mg/dia