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de filhos. A filha mora em outro estado, 
apenas se encontram nas férias escolares. O filho que mora na mesma cidade, o visita duas 
vezes na semana, tem participado com o vizinho dos afazeres externos, e está preocupado 
com o pai, tanto que marcou e o trouxe a consulta. Está na sala de espera. 
Ao exame físico: Paciente bem orientado, lucido, respondendo adequadamente e colaborativo 
quando solicitado, ansioso e preocupado com sua esposa. Marcha pouco lentificada, com 
passos curtos, ligeira flexão de tronco à frente devido a cifose, instabilidade para mudar de 
direção, e certa dificuldade para se levantar sozinho. PA= 160 X90 mmhg FC= 76 bat/min 
peso = 80 kg altura =1,63 mts, Sem alterações nos demais sistemas. Na parte final da 
consulta, já com o filho no consultório, o paciente diz que gostaria de fazer um checkup 
detalhado, pois apesar de se sentir bem, quer manter-se saudável para continuar cuidando da 
esposa. Já o filho revela que está preocupado, e considera colocar seus pais em uma 
instituição de longa permanência, também gostaria dos exames para dar subsídios e 
argumentos para conversar com sua irmã a respeito do assunto. Qual a postura e a conduta 
do geriatra que seria mais adequada para o caso: 
a) Argumentar que para a idade e situação o paciente se encontra muito bem, conseguindo 
enfrentar as dificuldades de forma adequada, ainda que necessite de ajustes nas 
medicações usadas, e para isso irá pedir exames subsidiários detalhados para orientar 
conduta terapêutica futura 
b) Explicar que o paciente, apesar de aparentemente bem, é portador de síndrome da 
fragilidade. Serão necessários ajustes terapêuticos imediatos, medidas para melhorar o 
suporte familiar e social (cuidador diário, estabelecer rotina para hábitos saudáveis, 
cuidados nutricionais, e maior proximidade da família nessa construção), além de alguns 
exames subsidiários para averiguar órgãos alvos e orientar conduta e terapêutica futura. 
c) Conversar com o paciente da gravidade da situação, e mostrar que a opção levantada pelo 
filho de uma Instituição de Longa Permanência, apesar de não desejada, é a mais 
adequada e segura nesse momento, pensando em primeiro lugar na sua esposa, e não 
somente nele. 
d) Dar uma descompostura no filho que ao invés de decidir a vida dos pais deve ser mais 
presente, além de chamar sua irmã para coparticipar dos cuidados aos pais, e deixar bem 
claro que atualmente questões éticas como Autonomia e Medicina Centrada no Paciente 
não são assuntos apenas teóricos, devem ser respeitados ou podem existir consequências 
legais. 
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28) Paciente feminina, 87 anos, previamente hígida, independente e lúcida. Morava sozinha, e foi 
encontrada caída no chão de seu apartamento, após o porteiro perceber seu desaparecimento 
há 3 dias. Estava desidratada, confusa, desorientada no tempo e espaço. PA= 90X60 mmHg, 
FC= 100 bat/min, Ritmo cardíaco regular em dois tempos, dextro= 78mg/dl, membro inferior 
esquerdo encurtado e rodado para fora, apontando provável fratura de fêmur à esquerda. 
Medicações encontradas na casa: Enalapril 10mg, Fórmula composta de amitriptilina 25mg + 
ciclobenzaprina 10mg + clonazepan 0,5mg. Paciente foi internada com diagnóstico de 
Delirium. Podemos considerar que as afirmações abaixo são verdadeiras, exceto: 
a) Analgesia efetiva, manter a saturação de oxigênio adequada e prevenir obstipação 
intestinal melhoraria a confusão mental da paciente 
b) É medida preventiva para o Delirium evitar trocas de acomodações e dos membros da 
equipe de saúde, além de evitar procedimentos noturnos 
c) Aumentar a dose de clonazepan, apenas nesse momento, melhoraria a confusão mental 
da paciente 
d) Presença de prótese auditivas e dentárias, óculos e a presença de familiares possuem 
poder estatisticamente significativo na melhora da confusão mental 
 
29) Paciente de 84 anos, viuva, mora com filha e 3 netos. Queixa-se de dificuldade para andar há 
9 meses, e dor em joelhos e coluna. Paciente conta que morava sozinha até há um ano atrás, 
apesar de sentir dores em joelhos há 5 anos, que piorava quando precisava subir escadas, o 
que era frequente pois morava em sobrado, e quando fazia faxina em casa. Negava quedas, 
aumento de calor articular ou trauma. A dor ocorri quando piorava à movimentação e 
melhorava em repouso. Nessa época procurou UPA, foi feito diagnóstico de artrose, e 
orientada que era uma situação normal da idade, que a única possibilidade de melhora era o 
repouso, portanto deveria evitar além dos trabalhos domésticos, qualquer tipo de atividade 
física, e como a dor seria constante poderia usar nimesulide ou diclofenaco 50 mg a cada 8 
horas. A paciente usou a medicação indicada continuamente durante alguns meses, e depois 
como sentia queimação no estomago passou a usá-la esporadicamente, mas com pequena 
melhora. Deixou os afazeres domésticos, e contava com faxineira três vezes por semana e 
ajuda da vizinha, até que há um ano pioraram as dores e começou a apresentar cansaço aos 
esforços, e as dores a impediam de resolver qualquer assunto fora de casa. Então mudou-se 
para a casa da filha, que passou a cuidar de todas as necessidades da mãe, e passou a usar 
cadeiras de rodas para qualquer deslocamento um pouco maior. Paciente nunca fumou, 
negava ortopnéia, dispneia paroxística noturna e edema. Medicação em uso: captopril 50mg 
cedo, Diclofenaco 50mg e Codeina 30mg eventualmente. Ao exame físico: PA= 160X90 
mmhg FR= 16 FC=80 bat/min peso= 85kg, altura=1,59, IMC= 34kg/m2. Presença de 
deformidades e nódulos em interfalangeanas distais. Joelhos com aumento de volume, 
crepitação, dor a movimentação, limitação a flexão e extensão. Grande atrofia de musculatura 
apendicular de MMIIs, principalmente quadríceps. Para esse caso podemos afirmar: 
a) O diagnóstico realmente é de osteoartrose. Nesse caso o estimulo físico, orientado por 
profissionais com exercícios para manutenção de força e resistência muscular, 
preservação da amplitude articular são instrumentos importantes, e associado a analgesia 
e orientações nutricionais fazem parte do tratamento não medicamentoso. 
b) Como é uma consequência esperada e normal do envelhecimento, quando a osteoartrose 
está estabelecida, a restrição física e repouso relativo é a única medida eficaz para evitar 
sobrecarga e piora do comprometimento articular. E sempre que necessário usar 
antinflamatório ou analgésicos simples. 
c) Com tanta repercussão clínica e comprometimento funcional da paciente o diagnóstico 
não deve ser de uma simples osteoartrose, e sim de uma doença inflamatória mais severa 
como por exemplo Artrite Reumatóide, que é muito mais grave e também bastante 
prevalente nessa faixa etária. 
d) Deve-se pensar em adequações que podem ser feitas no mobiliário, dispositivos de 
segurança no domicilio e áreas de circulação frequente, bem como adaptações em 
calçados, e avaliação da necessidade do uso de órteses e meios auxiliares da marcha que 
podem dar segurança, e permitir melhora funcional e qualidade de vida. 
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30) Mulher, 82 anos, professora aposentada, viúva, 4 filhos. Comparece à consulta trazida pela 
filha com a qual mora há cerca de 3 anos, desde o falecimento do marido com quem morava. 
Filha informa que desde a morte de seu pai observou que a mãe iniciou quadro de 
esquecimentos frequentes e que estes estavam se agravando progressivamente. Inicialmente 
observou que os alimentos estavam estragando na geladeira e em algumas situações a mãe 
alimentava-se de comida estragada guardada na geladeira e não percebia. Observou também 
que a mãe se encontrava menos cuidadosa com os afazeres da casa e até mesmo de sua 
higiene, o que a deixava preocupada uma vez que a mãe sempre fora uma pessoa muito 
vaidosa. Decidiu leva-la para morar com ela já que não tinha condições de supervisioná-la. 
Aos poucos, a paciente evoluiu com dificuldade de sair de casa sozinha. Ia ao supermercado e 
não se lembrava