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coronária em intervalo de tempo de 2 – 24 horas após o infarto. 
b) O paciente deve ser encaminhado imediatamente para serviço que disponha de laboratório 
de hemodinâmica para intervenção coronária percutânea de resgate já que o 
eletrocardiograma mostra ausência de critérios de reperfusão miocárdica. 
c) Devido boa evolução após tratamento fibrinolítico o paciente deve ser submetido a 
estratificação de risco não invasiva (guiada por isquemia) nas próximas 72 horas. 
d) Devido superioridade da intervenção coronária percutânea primária, o paciente deveria ter 
sido encaminhado diretamente para hospital com laboratório de hemodinâmica, mesmo 
que o atraso fosse de 180 minutos. 
 
Paciente masculino, 19 anos, vítima de colisão moto x carro. Socorrido por SAMU em 
“Glasgow” de 6, intubado em via pública, levado à serviço de emergência. Após avaliação 
primária e secundária de equipe de trauma constatado, em TC crânio, contusão bifrontal + 
edema cerebral perilesional com efeito de massa em ventrículos laterais. Monitorado 
Pressão intracraniana e internado em UTI com os seguintes dados: PA=110 x 50 (70) 
mmHg; P = 92 ppm; FR = 16 irm; PIC = 25 mmHg. Com base no caso acima responda as 
questões 44 e 45: 
 
44) Em relação aos cuidados com um paciente vítima de TCE é verdadeiro afirmar que: 
a) Hipercapnia e hipocapnia podem ser causas de lesão cerebral secundária. 
b) A temperatura axilar é a preferencialmente aferida e deve ficar abaixo de 38�C. 
c) Hipotermia deve ser realizada em todo paciente com TCE e risco de lesão cerebral 
secundária. 
d) Hipernatremia deve ser evitada pois favorece o edema cerebral. 
 
45) A pressão de perfusão cerebral (PPC) é de: 
a) 25mmHg 
b) 45mmHg 
c) 85mmHg 
d) 95mmHg 
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46) Paciente de 48 anos, tabagista, apresentou palpitações após libação alcoólica. Procura a 
emergência onde é realizado ECG abaixo. Qual é o diagnóstico? 
 
a) Flutter atrial 
b) Taquicardia atrial com BAV 2:1 
c) Taquicardia atrial com BAV 3:1 
d) Taquicardia ventricular 
 
47) Paciente de 71 anos, hipertenso (I-ECA), dislipidêmico (Atorvastatina) com tonturas episódicas 
há quatro meses. Inicialmente feito suspeita clínica de labirintite e tratada com sintomáticos, 
sem melhora. Hoje apresentou quadro de tontura ao levantar da cama, com escurecimento da 
visão, perda fugaz da consciência e queda da própria altura. No pronto socorro, ao exame 
clínico inicial, não foram constatadas alterações significativas de PA, pulso, T�C e FR; ao 
exame neurológico não apresentava sinais de localização e foi, então, solicitada TC de crânio, 
que não mostrou sangramento ou isquemia agudas. Ao retornar ao PS, apresentou perda de 
consciência e hipotensão grave e, concomitantemente, foi identificado o rítmo abaixo. Qual o 
diagnóstico conduta imediata? 
 
 
a) Taquicardia ventricular; cardioversão elétrica 
b) Taquicardia Ventricular; cardioversão química (amiodarona) 
c) Taquicardia supraventricular 
d) Flutter atrial 
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48) Paciente hipertenso, internado em UTI com hemorragia meníngea (Hunt-Hess IV, Fisher IV) 
por ruptura de aneurisma de artéria comunicante anterior. Evoluiu com coma arreativo e 
pupilas midriáticas e fixas bilateralmente. Mantido sem sedação para programar investigação 
de morte encefálica. Para o diagnóstico de morte encefálica é correto afirmar, exceto: 
a) O Na+ (sódio) deve estar, estritamente, entre 135 a 145 mEq/l. 
b) Seja conhecida a causa do coma. 
c) Teste de apneia em, pelo menos, uma das fases. 
d) Sejam afastadas outras causas de coma, como hipotermia, sedação. 
 
Paciente feminino, 32 anos, internada em UTI por insuficiência respiratória hipoxêmica, decorrente 
de “síndrome respiratória aguda grave” por Influenza A. Sob ventilação mecânica controlada a 
volume com os seguintes parâmetros: 
Volume corrente 300 ml (6ml/kg de peso predito) 
Fluxo 50 l/min 
PEEP 10 cmH2O 
FiO2 50% 
 
Baseado nos dados acima responda as questões 49 e 50: 
 
49) São indicações de ventilação mecânica invasiva, exceto: 
a) Tratamento de pneumonia grave 
b) Recondicionar trabalho muscular 
c) Otimizar trocas gasosas 
d) Reduzir consumo de oxigênio 
 
50) A pressão expiratória final positiva (PEEP), refere-se a: 
a) Pressão alveolar ao final da expiração, refletindo, exclusivamente, o volume residual (VR) 
b) Pressão alveolar ao final da expiração, refletindo a capacidade residual funcional (CRF) 
c) Pressão alveolar ao final da inspiração, refletindo a capacidade residual funcional (CRF) 
d) Pressão nas vias aéreas ao final da inspiração, refletindo o volume de reserva inspiratório 
(VRI) 
 
51) Paciente masculino, 66 anos, tabagista a 48 anos, DPOC em uso de oxigênio domiciar. 
Quadro atual de febre alta, tosse produtiva e piora de dispneia. Constatado, em emergência, 
taquipnéia (30 irm) e oximetria de pulso de 78% em ar ambiente e 83% com mascada de O2 a 
5 l/min. Tentado ventilação não invasiva, sem sucesso, e, por isso realizada intubação 
orotraqueal e ventilação mecânica invasiva controlada a volume. As medidas de mecânica 
ventilatória iniciais eram as seguintes: 
 
Pressão de pico 36 cmH2O 
Pressão de platô 28 cmH2O 
Resistência das vias aéreas 08 cmH2O 
Complacência estática 18 ml/cmH2O 
 
Dentre as alternativas abaixo, a melhor definição para “pressão de platô” é: 
a) É a pressão medida ao final de uma pausa inspiratória e reflete a pressão alveolar ao final 
da inspiração. 
b) É a pressão medida ao final de uma pausa expiratória e reflete a pressão alveolar ao final 
da inspiração. 
c) É a pressão medida ao final de uma pausa inspiratória e reflete a pressão resistiva. 
d) É a pressão medida ao final de uma pausa expiratória e reflete a pressão resistiva. 
 
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52) Paciente com disúria, febre há 18 horas. Foi admitido na emergência com sonolência, 
confusão mental, pressão arterial de 85x45 mmHg e freqüência cardíaca de 124 bpm. Os 
exames mostraram leucometria de 16.100 por mm3, uréia de 84 mg/dL, creatinina de 1,9 
mEq/L e lactato de 6,0 mmol/L. Feito expansão volêmica com 30 mL/Kg de cristalóide 
isotônico com persistência de pressão arterial média de 59 mmHg sendo iniciado 
noradrenalina. Sedimentoscopia urinária revelou inúmeros piócitos e flora bacteriana 
aumentada. De acordo com as definições da Society of Critical Care Medicine e European 
Society of Intensive Care Medicine de 2013 e do SEPSIS-3 de 2016 o paciente apresenta: 
a) Infecção urinária simples 
b) Infecção urinária e Sepse 
c) Infecção urinária e Choque séptico 
d) Infecção urinária, Síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) e bacteremia 
 
53) Você está na UTI avaliando uma paciente internada com choque séptico por pneumonia 
comunitária grave, após 24 horas do início da antibioticoterapia. A paciente apresenta-se 
toxemiada, com acidose metabólica e níveis elevados de lactato sérico (> 8 mmol/dl), em uso 
de noradrenalina 0,6 mcg/Kg/min com PA: 100x70 mmHg, FC: 129 bpm e pressão venosa 
central de 4 mmHg. A gasometria arterial mostra um PaO2 de 78 mmHg com FiO2 0,5 e o 
hematócrito é 39%. Das alternativas abaixo, qual a medida terapêutica isolada mais adequada 
para este momento. 
a) Iniciar Dobutamina a 5 mcg/kg/min. 
b) Infusão de Cristaloide isotônico EV com avaliação da variação da pressão venosa central. 
c) Administrar Hidrocortisona EV e ampliar espectro de antibióticos imediatamente. 
d) Aumentar a infusão de noradrenalina para manter a PA sistólica maior que 120 mmHg. 
 
54) Paciente de 37 anos, masculino, empresário, procura o médico por queixa de desconforto e 
estufamento pós-prandial, náuseas e dor epigástrica há aproximadamente 6 meses. 
Geralmente os sintomas estão relacionados com a ingestão de determinados alimentos, como 
molhos vermelhos, massas e bebidas alcoólicas. Nega perda de peso ou outros sintomas. 
Realizou endoscopia digestiva alta, que demonstrou gastrite endoscópica moderada de corpo 
e antro. Biópsias confirmaram gastrite crônica em atividade moderada