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O Território Nacional espaço Brasileiro o modelo econômico brasileiro

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Prof. Luis Felipe Ziriba
Divisão regional e sua evolução:
Vale destacar que os estados brasileiros podem se desmembrar inter-
namente em outros menores, bastando haver a aprovação pela Câmara 
dos Deputados e a consulta à população dos estados, porém, os mesmos 
não podem se destacar do Brasil para formar outro país. Há pleitos em torno de 
desmembramento de estados em análise atualmente para o Piauí, o Mara-
nhão, a Bahia, entre outros. O pleito que, nesse sentido, foi levando mais adiante 
se deu no Pará, em 2011; sua população em plebiscito não aceitou a fragmentação 
do estado em três outros estados (com capitais em Marabá, Santarém e Belém).
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Em 2018, o Brasil possuía 5.570 municípios. Os estados com mais muni-
cípios são Minas Gerais, com 853, e São Paulo, com 645. Na rabeira, há Roraima, 
com apenas 15, e o Amapá, com 16. Observe que, segundo a CF/1988, o Distrito 
Federal não é um estado, e sim uma Unidade da Federação, tendo apenas Brasília 
como único município.
O Tratado de Madri, de 1750, estabeleceu a dimensão do que viria a ser o nosso 
imenso território, pois consagrou o princípio uti possidetis, ou seja, a posse para 
a Coroa Portuguesa das áreas por eles já demarcadas. Contudo, as fronteiras do 
que viria a ser o atual território brasileiro ganha um aspecto formalizado, de fato, 
somente com a advento da Proclamação da República (em 1889). O trabalho da 
diplomacia impresso pelo barão do Rio Branco obteve êxito inequívoco ao chancelar 
as fronteiras centro-norte do Brasil, desde a Bolívia até a Guiana Francesa.
Resolvidas as questões fronteiriças, a unicidade territorial do Brasil se encontra 
umbilicalmente atrelada ao preceito federativo, consagrado pela atual Constitui-
ção de 1988. Somos uma República Federativa, sendo a Federação uma forma 
de Estado, em que há poderes autônomos, tais quais o das Unidades da Fe-
deração (26 estados + DF), consagrados por suas constituições estaduais, 
mas indissociáveis do Estado brasileiro, não sendo possível, assim, que municípios, 
ou Unidades da Federação, promovam dissidências com vistas a se separar do Es-
tado brasileiro. Há autonomia, portanto, mas não há soberania para a União, nem 
para as 27 Unidades da Federação e muito menos para os mais de 5500 municípios 
nacionais. Assim, é formada a Federação e, consequentemente, o Pacto Federativo, 
por meio de uma relação de autonomia entre os entes, na qual apenas quem tem 
soberania é o Estado brasileiro.
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3. Conceitos: Território, Estado, População, Povo e Nação
O conceito de território coaduna com o de Estado. Onde se determina, no Bra-
sil, haver um território (delimitação física/fronteiriça), ocorre ladeada a presença 
do Estado (delimitação jurídica).
Povo é o contingente de população de um estado (e consequentemente em um 
território), sendo apenas os nacionais e os cidadãos. Já o conceito de popula-
ção se encontra associado ao total do número de residentes em um território, 
independentemente se possuem cidadania, ou não. Assim, como exemplo, o atual 
contingente de venezuelanos, haitianos, bolivianos, entre outros povos que aqui 
estão ilegalmente, perfazem o nosso contingente populacional apenas.
Por fim, o conceito de nação pode ser entendido como uma identidade mar-
cadamente de cunho cultural e identitário. Assim, há a nação indígena, a na-
ção flamenguista, entre outras.
Parte III. O Modelo Econômico Brasileiro: Industriali-
zação, Energia e Complexos Agroindustriais e as Dispari-
dades Territoriais
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PIB por regiões 2017:
•	 Sudeste: 55%;
•	 Sul: 17%;
•	 Nordeste: 13%;
•	 Centro-Oeste: 9%;
•	 Norte: 6%.
Uma análise mais esmiuçada sobre as escalas produtivas e divisão do valor entre 
as regiões do Brasil revela-nos um país com enormes disparidades inter-regionais. 
Na verdade, há de se considerar uma análise mais apurada sobre esses fatores de 
desigualdade. É que os ciclos históricos produtivos, agrários, industriais e 
de concentração demográfica se desenvolveram de forma diferenciada ao 
longo dos séculos de formação do Brasil pelas nacionais.
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Região Sudeste
A região Sudeste como conhecemos (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e 
Espírito Santo) é, disparada, a região mais desenvolvida do Brasil. As escalas de 
ocupação e desenvolvimento econômico nacional não se iniciam por essa região, 
e sim na região Nordeste, mas, logo em sequência, os processos de desenvolvi-
mento agrário, produtivo, urbano e industrial nessa região se deram de forma bas-
tante contundente e fecunda, de forma incomparável dentro do contexto nacional.
Assim, mesmo possuindo apenas 10% da área territorial brasileira, a região 
possui mais de 40% da população do Brasil (aproximadamente 84 mi de habitan-
tes) e concentra algo em torno de 55% do PIB. Atualmente, é disparada a região 
mais populosa do Brasil e com a maior parcela do PIB nacional. Vejamos alguns 
pontos importantes nessa divisão inter-regional atinentes à região Sudeste.
Região onde o processo de metropolização foi mais intenso: as duas 
maiores cidades e regiões metropolitanas do Brasil encontram-se nessa região. São 
Paulo, atualmente, possui mais de 22 milhões de habitantes na sua Região Metro-
politana (e 11 milhões somente na cidade) e o Rio de Janeiro algo em torno de 12 
milhões (6,5 milhões na cidade). A região Sudeste é também aquela que ostenta 
os maiores indicadores de urbanização no Brasil.
Foi na região Sudeste que a industrialização dirigida, ou seja, comandada 
pelo Estado, inicialmente, com implementos na indústria de base no RJ (década de 
1940) e, em seguida, com um parque de produção de bens de consumo duráveis e 
não duráveis em São Paulo, tem início. Até hoje, é a região mais industrializada do 
País. Para se ter uma ideia, chegou a um ponto, em 1970, em que mais de 80% da 
produção industrial do país estava concentrado na região. Hoje, esse número gira 
em torno de 60%.
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