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O Território Nacional espaço Brasileiro o modelo econômico brasileiro

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GEOGRAFIA DO BRASIL
O Território Nacional; Espaço Brasileiro; O Modelo Econômico Brasileiro
Prof. Luis Felipe Ziriba
A região representa um polo dinâmico na produção agrícola nacional e 
também no beneficiamento de alimentos (agregando valor), liderando o ranking 
nacional da produção de três culturas, no qual o Brasil é líder global; cana-de-açú-
car, café e laranja. É também a maior produtora de frutas no Brasil e recebe uma 
gama incomparável as outras regiões de investimentos de indústrias multinacionais 
do setor de beneficiamento de alimentos.
A alocação de pesquisas em tecnologia encontra, na região Sudeste, o polo 
mais dinâmico do Brasil. Destaque para três grandes centros de pesquisa em tecno-
logia, todos no estado de São Paulo: o primeiro em São Carlos, orbitando em torno 
da Universidade Federal de São Carlos (no dia 11 de outubro de 2011, a presidente 
Dilma Rousseff sancionou a Lei n. 12.504, concedendo à cidade de São Carlos o 
título de capital nacional da tecnologia); o segundo no grande (e populoso) eixo 
entre Campinas e São Paulo, onde, além de pesquisa, ocorre também a instalação 
de empresas de tecnologia nacionais e, principalmente, filiais de empresas inter-
nacionais de grande porte e visibilidade global. Por fim, há um eixo de produção 
tecnológica em torno da cidade de São José dos Campos, a segunda maior cidade 
no interior do Brasil, perdendo apenas para Campinas, sede da Embraer e do Ins-
tituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), de uma série de empresas multinacionais 
de porte, tais quais Johnson & Johnson, Panasonic, General Motors, entre outras.
Região Sul
A região, embora seja a menor região em área (6,8% do território) e em núme-
ro de estados (3), possui um campo dinâmico, de alto aproveitamento dos solos 
e produtos bastante diversificados. Historicamente, recebeu os implementos de 
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uma sociedade camponesa e as benesses inerentes de uma divisão fundiária mais 
igualitária. Atualmente, a região vem experimentando um crescimento na concen-
tração de terras em função da penetração de escalas monocultoras, tais quais as da 
produção de soja, café e fumo. Destaque também para a produção de carne suína e 
de frango, comandadas na origem por grandes empresas alimentícias nacionais do 
setor, como Perdigão, Sadia e Aurora. Para tais cortes de rebanhos suínos, o traba-
lho associado é do tipo em cooperativas, em que os pequenos e médios produtores, 
sob regras estabelecidas pelas empresas, fornecem as matrizes. É o que se consi-
dera como integração vertical da produção no campo.
Embora as escalas industriais não sejam do porte da região Sudeste, os imple-
mentos nesse setor são fortes e presentes nos três estados da região. Na 
década de 1990, com o início do Mercosul e uma gama de expectativas (algumas 
frustradas) positivas acerca do bloco, houve uma dispersão industrial de plantas 
fabris de empresas do Sudeste brasileiro, dentro daquilo que se convencionou cha-
mar de “desconcentração concentrada”, ou seja, a saída de empresas da região 
imediata da cidade de São Paulo para outra região ao lado.
A urbanização na região Sul também é alta, em índice maior do que a mé-
dia nacional. Destaque para o crescimento, dinamismo econômico e qualidade de 
vida em cidades médias da região, ligadas, estas, em larga medida à atividade do 
agronegócio, tais quais Maringá, Londrina, Cascavel e Guarapuava, todas no Para-
ná, além de Joaçaba e Chapecó, em Santa Catarina. Há também campos universi-
tários bem-conceituados, tanto nas capitais de estado quanto no interior, tais quais 
os da UFRS, UFSC, Tunisinos e UEL (esta última em Londrina).
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Região Centro-Oeste
A região Centro-Oeste participa do contexto nacional da produção e do trabalho, 
de forma cada vez mais contundente, por meio, principalmente, do dinamismo 
impresso pelo agronegócio. Somados, os quatro estados ultrapassaram, em 
tempos recentes, a região Sul na produção de grãos. Há, também, a intensidade 
da atividade pecuária (de corte), relacionada, principalmente, aos estados de Mato 
Grosso e do Mato Grosso do Sul
A região Centro-Oeste vem aumentando a sua participação no contexto 
industrial brasileiro à medida que vem crescendo o número de empresas as-
sociadas ao beneficiamento de alimentos. Outo setor que empurra a participação 
industrial da região para cima é o de produção de medicamentos e afins. Na cidade 
de Anápolis, está localizado o Distrito Agroindustrial de Goiás (Daia), sendo hoje o 
segundo polo farmoquímico do Brasil, localizado próximo ao Porto Seco de Anápolis 
e no quilômetro zero da Ferrovia Norte-Sul.
A urbanização na região é bastante alta, sendo, atualmente, a segunda mais 
urbanizada (91%) do Brasil, atrás apenas da região Sudeste. Destaque para o 
crescimento metropolitano de Brasília, com seus 3 milhões de habitantes, a qual 
situa a capital federal, inaugurada em 1960, já como a terceira maior cidade do 
Brasil. Destaca-se no contexto nacional um setor de serviços bastante avançado, 
principalmente se comparado às regiões Norte e Nordeste.
Região Nordeste
A região Nordeste vivencia uma realidade em seu campo, ainda bastante 
longe do dinamismo visto no campo das regiões Centro-oeste, Sudeste e Sul. 
Destaque para a produção de cana-de-açúcar; mesmo não sendo mais líder nacio-
nal (perdeu para a região Sudeste), nessa atividade possui enorme presença da 
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divisão da produção e trabalho na região. Vale destacar que a presença de uma 
barreira climática, ou seja, o semiárido nordestino na região, prejudicou bastante a 
alocação de escalas mais dinâmicas agropastoris de relvo no contexto nacional. Em 
nosso material, na parte sobre o bioma Caatinga, há leitura fundamental, caro(a) 
aluno(a), sobre dois polos dinâmicos fruticultores do semiárido: o de Petrolina-Ju-
azeiro e o de Mossoró-Açu.
A indústria na região Nordeste recebeu implementos importantes ao longo da 
última década, se consolidando dentro do panorama nacional em áreas pon-
tuais, especialmente no litoral da Bahia, Pernambuco e Ceará (os três estados 
mais ricos da região). O deslocamento de plantas fabris de empresas alimentícias 
do centro-sul, e também do setor têxtil, auxiliou bastante nesse processo. Outra 
indústria que vem ganhando força na região é a automobilística,